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sábado, 3 de dezembro de 2011

de tanto que você me tira do sério


Quando eu aperto os olhos e falo: "Eu não estou mais com graça!" Aqui dentro estou dizendo:" Se você falar isso mais uma vez eu não vou resistir, e vou te beijar inteiro, de tanto que você me tira do sério, de tanto que apesar dos pesares que a vida coloca por aí, por aqui, é sempre o seu cheiro de banho, de vida, que eu desejo encontrar no final do dia. E você me pergunta se eu nunca senti as pernas tremerem por você, e eu mudo de assunto olhando pro lado, para não assumir que isso acontece com frequência. Você brinca de esconde-esconde e eu sorrio com todos os músculos e partes do meu corpo. Não me lembro quando isso aconteceu, isso sabe? De se sentir melhor, mais leve, e por descuido acabar querendo a pessoa na sua vida para sempre. Mas eu sei que aconteceu, muito, e de verdade. E eu estou aqui com cara de boba agora, pensando em você, e rindo, lembrado de você imitando o a mulhersinha no rádio.
Tenho vontade de falar baixinho no seu ouvido: Me leva para sua casa agora, e faz o que você quiser. Porque não há mistura melhor que o meu corpo no seu corpo e o nosso cheiro de felicidade no final do dia.

domingo, 27 de novembro de 2011

Quando a vontade é do momento ser para sempre.


Passou a mão no meu queixo, olhando meus olhos e sorriu. Enrolou meus cabelos em seus dedos me puxou para perto e me beijou a boca. Nu. Corpo no corpo. E seu cheiro em mim por uma eternidade. Percorreu meu rosto com a pontinha dos dedos e esqueceu os olhos nos meus. Me protegeu em um abraço. Me falou do seu dia. Me contou seus projetos para daqui dez anos. E num impulso inconsciente, me imaginei deitada na cama do quarto da casa dele, da nossa casa.
Queria saber explicar. Mas quando eu estou com você eu não consigo. É, não consigo. Todos os porquês somem da minha cabeça, deve ser o seu cheiro, que toma conta de mim e me deixa embriagada de vontade de deitar no seu colo para sempre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Você é a minha festa.

"Como se pede para ele ficar para sempre do meu lado?"
Foi o que eu pensei quando ele saiu do banheiro com uma toalha branca enrolada na cintura. Desejei ser aquelas gotinhas de agua que rolavam suaves pelo seu corpo. Desejei ser aquela toalha. Desejei ser eu mesma e terminar todos os dias da minha vida sentada em seu colo, escutando ele falar baixinho em meu ouvido.
Ele sem saber, ou sabendo mais que qualquer um, era a atração da noite naquela festa. Falando de todos os assuntos, sorrindo, e minuto sim minuto não, me olhando, me pedindo para concordar.
Me lembro vagamente que a lua era cheia e as tantas estrelas no céu, pude perceber refletidas em seus olhos.
Pensei em chamá-lo pro cantinho e dizer: " Faz o que quiser comigo ".
Mas como uma sintonia de outro mundo, ele segurou nas pontinhas dos meus dedos enquanto as outras pessoas dançavam na pista, e me perguntou em um sussurro derretidamente firme (som esse que ecoa em meu ouvido até hoje, até agora): "Você é minha?"
Escorreguei minhas mãos em seu rosto e respondi em um sorrisinho estralado: "Sempre!"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A garantia do sim sempre

O telefone tocou.
- Hey, onde você está? Achei que estaria com ele hoje.
Sorri, sem-graça, e sem-saber-o-que-responder.
A verdade é que me achei egoista demais em te pedir pra ficar aí com você, e pelo menos só acompanhar teus movimentos. Ou dividir com você essa chuva que tem cheiro do seu cobertor, só porque o seu cobertor tem  o cheiro que me acalma.
Me achei egoísta, porque já havia passado o dia anterior compartilhando brincadeiras, olhares, e gestos com você.
Então não disse nada. Talvez porque você sempre pede, então se não pediu, não queria.
- É, muita chuva não é. Acho que vou ficar em casa hoje.
Respondi forçado. E desliguei.
Chorei um pouco, respirei fundo, e me achei egoísta de novo. Mas será?
Só queria um lugarsinho no lado direito da cama, ou esquerdo do sofá. Só queria a paz do teu olhar. Ou a sua inquietude tão quieta que me implora para que respeite a vontade involuntária de dentro de mim e fique do seu lado.
Preciso te dizer sobre ontem. Você estava lindo. De novo. Você sorriu desarmado e eu tive vontade de gritar que era aquele sorriso que eu queria encontrar nas minhas tardes daqui há dez anos, após um dia surrado e cansado de serviço. Você tocou meus cabelos com a pontinha dos dedos e eu sorri por dentro. E por fora. E sorri com todos os musculos do meu corpo. Meus olhos não me obedecem e querem olhar você a todo instante. Talvez eles estejam obedecendo o meu inconsciente, ou então eles estejam apaixonados por você. Você me tira do sério. E eu amo isso. Amo a pintinha que você tem na nuca também. Sejamos sinceros, eu sou a sua garantia. A garantia do sim sempre, você sabe. Mesmo lutando, fazendo as malas, ou negando, é pro seu colo que eu sempre desejo correr. Não se esqueça disso.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como faz?

Como faz? Pra que? Pra sorrir. Vem cá, eu te ensino. Tá, obrigada. Deu certo? Hum, acho que deu. Me explica o que ta sentindo pra ver se deu certo. To sentido um calorzinho no peito e vontade de sentir isso de novo. Acho que deu certo mesmo. Faz de novo? Tenta sozinha agora. Tá bom. E aí?. Não to conseguindo. Mas você precisa conseguir. Tá, vou tentar de novo. To esperando, capricha. Não, não dá, sorrir não é a mesma coisa sem você.

domingo, 25 de setembro de 2011


Digitei seu numero e quis te ligar, mas logo desisti, você devia estar fazendo algo mais importante do que ouvir eu te pedindo para me deixar gostar de você de novo. Seu cheiro estava no meu nariz, preso, respirei outros mil perfumes do armário para ver se você desaparecia de mim e só consegui uma tremenda dor de cabeça com isso. Seu cheiro ali, aqui, dentro. Digitei seu numero de novo e deixei chamar, você atendeu no terceiro toque, com certeza já havia visto meu nome na telinha do seu celular antes, mas você sempre gostou de me ver com aquele frio terrível na barriga. Você disse alô e eu respirei fundo.
-  Tudo bem?
- Tudo. Tudo ótimo. - Respondi.
- Precisa de alguma coisa?
- Não, só liguei para dizer que você deixou sua blusa de frio aqui, você pode precisar dela.
- Han.
Droga! Como eu ligo para você e falo da sua blusa de frio com o calor de dormir pelado que esta fazendo. Eu sabia exatamente a cara que você estava fazendo naquele momento, o desenho do seu sorriso, querendo rir, mas você sabia que eu estava nervosa o suficiente para você fazer brincadeiras do tipo.
- Preciso desligar.
- Mas já? - Você perguntou.
- Sim.
 Desliguei sem sequer ouvir o seu “tchau” baixinho de despedida, que você fala e espera um pouquinho antes de desligar, para ter certeza de que eu não vou falar mais nada. Era dez e meia da noite, e a pressão que você fazia em mim, a vontade de te abraçar e sem doçura beijar seu peito forte e largo era tão grande que eu não conseguia chorar pela besteira de ter te ligado, ou ainda, pela besteira de ter desligado na sua cara. Mas era tarde demais. Aprendi a ser orgulhosa com você. E meu orgulho jamais me deixaria te ligar outra vez.
O relógio marcou exatamente dez e quarenta e você buzinou no meu portão. Saí na porta.
- Entra, o portão está aberto. - Minha voz saia com dificuldade.
- Quantas vezes eu já te pedi para não deixar o portão aberto?. – Você disse em tom sério.
Eu sorri. A ultima vez que você esteve em casa, foi com lagrimas nos olhos que me deixou. Havíamos brigado feio. Dito coisas um para o outro que só diz quem se conhece demais. Lembro de você dizendo: ‘Não dá mais. Assim eu  não quero. E eu respondendo: É isso que você quer? Ok.” E me doeu toda por dentro me lembrar dessas palavras. Você entrou com receio, me olhando nos olhos. Fazia exatamente três semanas que não nos víamos, sua boca veio em direção da minha, e antes que nossos lábios se tocassem desviei beijando seu rosto.
- A blusa.
- Sim, a blusa.
- Está no seu quarto?
- Sim.
 Andamos em direção ao meu quarto, sua blusa estava lá, pendurada no encosto da cadeira como você havia deixado. Você parou na minha frente, se aproximou:
- O que aconteceu com a gente na ultima vez que te vi?.
- Isso nunca vai dar certo. – Respondi.
 Você me puxou pela cintura delicadamente, e disse:
- Pode dar certo.
- Não sei se acredito nisso mais.
- Eu sabia que você não voltaria atrás do que me disse, você não tem idéia de como tenho vivido essas três semanas. – Você disse me olhando nos olhos.
- Eu vi você com outra. – Tirei suas mãos da minha cintura e abaixei a cabeça.
- Eu tinha que tentar provar para mim que não preciso de você para viver.
- Isso é ridículo, não sei por que te liguei.
Silencio.
- Conseguiu o que queria?
- O que?
- Provar para você que não precisa de mim.
- Sim.
Você respondeu, e antes que continuasse eu interrompi.
- Que bom.
- Mas eu não quero.
- Não quer o que?
- Ficar sem você. Sem esse seu sorriso bobo quando me vê entrando pelo portão da sua casa. Não quero ficar sem sua voz nervosa ao telefone querendo só falar comigo, e inventando essas desculpas malucas como a blusa de frio. Risos. Ficar sem olhar seus olhos nas manhas de domingo e sentar no chão da sala comendo sucrilhos com leite e assistindo Gossip Girl, e aí você me olha e pergunta se eu amo você os personagens da serie se amam...Se você não tivesse me ligado eu teria vindo aqui, você sabe.
- Mentira. - Respondi rispidamente, tentando parecer fria.
- Seu e-mail.
- O que?
- Entra no seu e-mail, acredito que não tenha visto. Ou viu e não quis me responder.
 Me sentei, liguei o computador e abri meu e-mail. Seu nome em negrito na caixa de entrada fez meu coração disparar, enquanto o e-mail abria você brincava com as mechas do meu cabelo.

“ Eu não estou agüentando. Pensei em começar o e-mail com oi tudo bem?, mas não consigo dizer outra coisa que não seja: fica comigo. Posso ir amanha na sua casa? Sábado o nosso dia, não me deixe aqui sozinho no meio de tantas outras pessoas que só servem para me mostrar o quanto é sem  graça ficar sem você.”
Sexta – Feira, 21 de Outubro de 2011, às 2:00 am.

Me levantei lentamente, com lagrimas nos olhos, sem saber o que fazer. Você me abraçou e sussurrou no meu ouvido.
- Me beija?
 Selei seus lábios com os meus, te puxei firme contra o meu corpo, e respondi.
- Pra sempre.

domingo, 28 de agosto de 2011

Rock lento tocando no rádio, um copo de uísque na mão, sentada no chão do quarto, janela aberta, namorava a lua que se exibia grande, iluminada por entre as cortinas.O chão gélido em contradição com o calor do corpo.
Deito a cabeça na beirada da cama, e em meio a um gole e outro o uísque desce queimando os resíduos de magoa, rancor, dor que sobrara aqui dentro. Me lembro de como ando me sentindo, e num impulso passo minha mão em meu rosto tentando resgatar o prazer dos seus dedos em mim, impossível, nada consegue te alcançar. No refrão o cantor diz algo sobre "i wish you were here", não consigo me lembrar da música agora, me encontro ainda um pouco embriagada, mas sei que eu gosto, e especialmente essa parte nos diz tanto, não é mesmo? Um sorriso nasce em meus lábios quando em segundos de delírios enxergo teu olhar entrar no meu. Você foi embora, e não me deixou dizer o que eu precisava, eu que mesmo sabendo das possibilidades, nunca acreditei no nosso fim. Você foi embora dizendo que voltaria logo, mas cadê você agora? Te ligo e te imploro um refugio para o meu refugio. Molho a ponta do dedo na bebida e escrevo teu nome no chão, depois de tanto tempo deixo cair algumas lágrimas, te ligo de novo e você pensativo sussurra que foi por isso que precisou ir embora: minha intensidade. Mas me diz, como faz para não ser intensa? Me diz e eu faço. Volto meu olhar para a lua que não foi embora, e continua iluminando ruas escuras, casas abandonadas, jovens voltando das festas, pais de famílias voltando para casa após seus turnos, e eu... eu aqui deitada no chão do quarto esperando você voltar. Disco seu numero, e ligo outra vez, dessa vez de verdade, porque todas as outras foram só um outro delírio inconsciente... Ligo e você atende sussurrando " Estou chegando ". Você sempre chega e nunca se vai. Sempre se vai e me deixa atordoada de desejo em meio ao um medo agoniante: Será que volta? E você smepre volta, me pega, me beija, te sinto dentro - corpo e alma - me nega amor me amando tanto. Sorrio suave confusa entendendo você e seu tudo.
Seu corpo dá um choque no meu.
Você me olha e  fala baixinho: "Pensou mesmo que eu não voltaria, bobinha?" Afundo meu rosto em seu peito e permaneço em silêncio, você afaga meus cabelos e diz: Me segure firme, não me deixe ir embora nunca mais.

domingo, 7 de agosto de 2011

fujo de todas as regras

Levantou, apoiou o cotovelo sobre o encosto do banco, e olhou para mim. Deitou seu olhar em meus olhos por alguns segundos, e foi nesse instante que eu entendi o porque te amava, o porque das mãos geladas, pernas tremendo e friozinho na barriga, olhos brilhando, cartinhas traduzindo suspiros, projetos para o futuro…
Foi ali que eu desejei te pedir: “Espera, me espera!” Meu coração deu um salto, um grito abafado dizendo: Não vai sem mim não, hey, não quero ficar aqui sem você.
Você mexendo no cabelo, suas mãos quentes, suas palavras nada românticas, mas que quando você me olha, segura minha mão e diz, tudo fica tão delicado, tão doce, tão eu, tão nós. O nós, de dois anos atrás, se lembra? Eu me lembro. Me lembro tanto, posso até sussurrar baixinho no seu ouvido como você fazia comigo, talvez assim você se lembre do meu olhar de menina perdida, perdida nos teus braços.
Rezo baixinho, quase que uma atitude involuntária, pedindo que me veja, me sinta, e jamais duvide do meu amor por você. Que entenda que a vida apesar de boa coloca obstáculos para que possamos aprender e não nos fechar. Está bem, me desculpa, sei que há coisas que sentimos uma vez só na vida, claro que sei: esse meu amor por você, é só seu, ninguém mais será dono das minhas noites de insônia e dos meus sorrisos mais profundos, só você. É contraditório te pedir para tentar amar de novo, eu sei. Que pena. Que pena, que pena…
Então, me liga? Podemos tomar um vinho, uma cerveja, o que quiser. Então, me liga, pintei as unhas de vermelho, você gosta tanto…Ah, me liga vai? Passei em frente à sua loja preferida e não resisti, trouxe uma camiseta para você, to louca pra te ver com ela e poder tira-la. Ah, me chama, e eu to indo aí agora. Não precisa me amar não, mas aceite esse amor que eu sinto por você…quem sabe um dia você se esqueça do combinado de nunca mais amar, e reconheça que eu jamais te deixaria sozinho.
Ah,deixa pra lá, você não liga para palavras, você pensa que os sentimentos se vão e as palavras ficam ou vice-versa, algo assim, mas você se esquece de que eu sou um pouco extra terrestre, estranha, como quiser chamar, e fujo de todas as regras de casos de amor já vistos por aí.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O gosto de agosto.

       Calendário marcou primeiro de agosto. Escondi as malas, tranquei o guarda-roupa, pintei as paredes do quarto de verde erva-doce, abri as janelas para o sol entrar...
       No agosto passado nem ao menos tive tempo de me despedir.
       Quando cheguei em casa as roupas limpas não estavam mais penduradas no varal, corri para o quarto, tudo estava escuro, frio. Minhas flores murcharam no pote, deixando cair algumas pétalas sob nosso travesseiro no chão da sala. A televisão ligada, porém fora do ar.
       Me lembro nitidamente: corria de um lado para o outro. No banheiro não havia mais os rastros de quem sai molhado do chuveiro porque esqueceu a toalha – mais uma vez. Podia sentir ele ali, ouvir as gotas de água quente caindo no chão, mas era impossível agora, ouvir a voz dele pedindo, “ Pega a toalha para mim, esqueci ”. Consegui sorrir com a lembrança. Meu coração desesperado me levou até a cozinha, quem sabe um bilhete, um recado...Mas não havia nada. Na pia, o copo com a marca da boca, na mesa o disco preferido, agora arranhado. Gritava, sem resposta, meu grito abafado pressionava meu coração que doía querendo explodir.
       A história relata o abandono.
       Foi no agosto passado que ele me deixou. Sentindo-se atraído por um vento alheio, típico do mês.
      O cheiro dele ainda estava no lençol, e sobre meu corpo nu, o estirei, numa tentativa de sufocar a dor.
      Os dias pareciam meses, anos.
      Sozinha me perguntava o " por que? ". O vento ultrapassava a janela, com as mãos contra o peito eu gritava, chamando por ele, depois com o corpo todo já entorpecido, só conseguia ouvir  Renato Russo dizendo : "Lembra que o plano era ficarmos bem?..." E então, você estava bem? Esse vento que te levou, que te tocou, conseguia te cuidar como eu?
      Assim, dia após dia.
      Mas ele voltou, me encontrando enrolada em nosso lençol, voltou dizendo que ficaria. Pra sempre. Minha voz estava fraca, ele me pegou no colo, olhou meus olhos inchados, me abraçou e selou os lábios em meu pescoço. Comecei então um pedido: “ Promete que não...” desisti. Ele já havia prometido antes. Sentei na beiradinha da cama e chorei, de novo. Me entregou uma flor, e disse que quando deixou se levar pelo vento, pode perceber que o refugio estava em meus braços, e me pediu para voltar.
      Agarrei o com força, afundei meu rosto em seu peito, e ordenei que ficasse.
      Hoje, agosto, tem gosto de insegurança,  medo – de vento.
      Deitados no chão da sala, corpos emaranhados, sinto seu hálito, suas mãos no meu cabelo, e o som rouco-baixinho, da sua voz me dizendo: "Deixa, que eu cuido de você." E eu respondo: "Estou te acreditando, outra vez, viu?"
      Nossa música no rádio, um vinho doce, corpos nus colados, e o sol que insiste em iluminar, trazendo calor para dentro de casa, espantando o vento, permitindo sobreviver a mais um agosto, provando à nós que é do meu lado o seu lugar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Inverno.

Aquele inverno foi o mais feliz e quente que já vivi. Regado de "eu te amo" baixinho no ouvido e olhares demorados.
Você sempre soube como me tocar. Incrivel. Único. E ao contrario de tudo que eu já havia vivido, à você eu respondia.
Olhar, sorriso, palavra, silêncio, mão-na-mão, coração-no-coração, nua...Foi tão rápido e tão mágico que não me dei conta, e quando percebi a primeira lágrima de saudade apertada, ah! você já estava aqui dentro.
Me lembro do teu jeito. Se eu pudesse escolher ainda assim escolheria você.

Parei de escrever um momento, e ao som de Khorus, me lembrei da tua mão inocente percorrendo meu corpo - puro. E seu.Me recuso aceitar que entendi errado, que nos meus tantos exageros você foi mais um. Não. Você é o meu exagero, exagero de carinho, do dia em que me deitei no seu colo e fiquei olhando o céu.
Eu sei que nunca mais vamos viver isso. Nunca mais. E hora dói assumir isso, hora é uma delicia saber que eramos um do outro sem saber.
Sem saber, sem querer, sem aceitar, sem enxergar.
Nosso erro foi não termos nos enxergados à tempo. Ou ainda há tempo?
Foi um inverno de flores e sóis. Um inverno de lua cheia, e céu pintado de estrelas.
Ainda, as vezes, me pego olhando o céu e procurando a estrelinha que você batizou com meu nome. Então, nesse momento, sinto algumas lágrimas cairem, não sei ao certo dizer se tristeza, saudade, ou felicidade.
Contra o peito as minhas mãos fortes, fazendo força, muita força. Tentando sentir algo de novo aqui dentro. Sorrio irônicamente, sozinha, assumindo aos poucos para não fazer barulho na Terra, eu ainda amo você, do mesmo jeito, e não é só pela estrelinha que eu procuro...Procuro nosso encanto que ficou sozinho sentado no banco de alguma praça.

...Um dia ele há de nos re-encontrar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011


Ele pediu que eu não falasse mais. Prometi não falar. Mas não prometi não sentir. Até porque é impossivel. Ele pediu que eu não pedisse mais. Aceitei. E ainda assim aqui dentro, dentro sabe? Pedia mais mais e mais. Xiu...Ele não sabe....
Assisti aquele filme "o amor acontece", já assistiu? Não. Então. Que filme! Porque o amor acontece. Aconteceu para mim e não para ele - juntos. Mas quem sabe ele não tenha percebido ainda. Tô esperando. E vou ficar. Por quanto tempo? Não sei. Talvez para sempre. Talvez para sempre dobrar a esquininha da casa dele pensando: Hoje eu deixo um sorriso e trago um coração. Talvez para sempre olhar nos olhos dele acreditando estar dando certo. Esperança? Quase nenhuma. Nenhuma. O que eu sinto é mais além do que acreditar, esperar. O que eu sinto é uma certeza incerta, uma dor de soco na boca do estômago, um arrepio de beijo que termina no quarto, um suspiro de alivio - É ele, é sempre ele . Porque ele lembrou da cor do vestido que eu estava usando em um encontro de um ano atrás e eu fiquei toda derretida como uma adolescentizinha apaixonada. Ele parece aqueles homens de filmes drama-românticos sabe? Não, não, não. Ele é melhor que isso. Porque o filme termina comigo, entende? O filme não relata o amor, mas relata tanto sentimento estranho diferente unico quente meu dele...
É, o filme não é de amor, mas de tanto não ser de nada amor, acaba sendo de tanto amor. E eu acredito, ele também. Louca? Não! Eu sei que ele acredita. No fundo, bem lá no fundo eu, ele, o mundo real, real me entende? Não essas superficialidades criadas a-torto-e-a-direita, o mundo de sinceridade,  a gente sabe bem que o amor é aquilo que sobra da paixão, e é mais forte. É o que sobra do desejo que vem arde e passa. O que sobra: é amor. Amor é aquela preocupaçãosinha no meio do dia. Amor é aquele sorriso bobo. Amor é nada. Não se faz nada com o amor. A gente sabe. Amor é saber que a pessoa volta. Sempre. O amor é tudo.
Mas ele nem me ama, então deixa o amor pra lá. Ele te um monte de palavra guardada que não pode falar para mim, porque não sente, ou porque sente e tem medo de não sentir mais amanha, e a palavra ficar e o senitmento dobrar o quarterão e nos deixar aqui olhando um para o outro sem saber o que fazer, e aí um vai embora triste e o outro fica aqui triste também. Então ele não fala. Mas ele talvez não saiba bem que eu nunca vou embora triste, ou ficar aqui triste deixando ele ir. Eu nunca vou deixar ele ir. Mas ele não sabe disso. Ou sabe e tem medo disso. Ou sabe e não quer isso. Então aquele dia se arrumando para festa com os amigos ouvi ele dizer "estou pronto, posso ir" e meu silêncio gritou " não está pronto não falta eu, eu, eu, falta eu aqui, me busca amanhã, vai, amanha s-e d-e-r-tem-p-o...
E ele me buscou no outro dia, mais lindo do que nunca. Sempre busca. e eu sempre estou pronta. Porque eu sim sempre estou pronta. Comigo aqui fora e com ele aqui dentro. Ele chegou me deu um beijinho no cantinho da boca - hum, na trave -  e fez um gol enorme dentro de mim. Coração? Não, coração é meloso demais, romantico demais...Mas eu sou romantica, mas porque ele não gosta disso, deixei de ser - guardei na gaveta e tranquei. Ele é o gostinho de chuva no final do dia.
Quando os casais se sentam nas cafeterias olhando pela janela as estrelas entre as nuvens escuras, e se olham apaixonados. Eu procuro por ele. E sei que encontro. Encontro mais que amor, mais que paixão ou tesão. Eu encontro alguem real. E quando o mundo grita, rasgando a garganta declarando que tudo passa, meu silêncio olha nos olhos dele, pequenos e faceis e cala qualquer grito dizendo: Eu e ele? Nós, não vamos passar nunca.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quando nada pode explicar.

- Complicado demais.
- Complicada é voce!
- Não entendo o porque.
- Não entendo você.
- Eu o que?
- É você, você sempre, depois...
- Depois o que?
- Termina chorando.
- Hey, não fala assim não.
- Teimosa.
- Teimosa por que?
- Por tudo.
- Tudo?
- Tudo, e principalmente... - Silêncio
- Tô esperando...
- O que?
- Termina...
- Principalmente porque já te disse que eu sou assim, eu quero assim e mais nada entende? Nada de textos, e de amores, e de músicas, nada. Não amo, e nem quero, mas você não entende - Silêncio - Porque você não entende? - Silêncio... - Desculpa?
- Não precisa.
- Precisa sim, desculpa?
- Não resolve.
- Resolve sim, desculpa?
- Resolve para você, não para mim.
- É, não resolve mesmo.
- Fala que me ama?
- Não posso mentir.
- Minta! Já mentiu antes, não vai ser dificil.
- Você não entende.
- E você não me entende. Porque ainda estamos aqui?
- Aqui onde? Parados em frente de casa?
- Não... Também... Quer dizer, não.
- Parados onde então? Quer entrar no carro? Ou subir   pro meu quarto?
- NÃO!
- Parados  onde então? O que você quer?
- VOCÊ!
- Não perguntei nesse sentido.
- Mas estou respondendo em todos os sentidos e para todas as opções.
- Vai responder onde estamos parados?
- Até me esqueci.
- Não esqueceu não. Você nunca esquece de nada.
- Você nunca esquece de nada!
- Esqueço sim.
- É tem razão, esquece. Esqueceu até o que me disse sussurrado baixinho aquele dia se le-m-b...Esquece. Que droga, de novo... Eu respondo, parados um do lado do outro. É isso. - Silêncio
- Eu gosto de você.
- Pensou muito para falar.
- Porque o que eu estou falando é forte demais.
- É nada, não acredito.
- Não acredita mais?
- Acredito, droga!
- Eu gosto muito de você.
- Já ouvi.
- Mas é muito mesmo. Gosto de quando você faz isso.
- Isso o que?
- Desvia o olhar para não me olhar nos olhos e mostrar o que tem aí dentro.
- Mentira.
- Eu não minto.
- Mente sim, até disse uma vez que me a-m-a-v... Deixa para lá.
- Você não esquece de nada mesmo.
- E devia?
- Não.
- Então!
- Eu gosto tanto de você. Gosto quando compra lingerie só porque eu gosto de tal cor, e quando fica do meu lado, quando me abraça e blá blá blá.
- Não fala assim.
- Assim o que?
- "Blá blá blá", não gosto!
- É para não ficar sentimental demais tudo isso.
- Não gosta de sentimentos, é.
- Já gostei, mas hoje...
- Para!
- Por que?
- Não quero ouvir.
- Mas você sempre quis.
- Mas hoje não quero.
- Por que?
- Porque você vai falar de novo que eu sei que você não quer e eu continuo insistindo e vendo coisas onde não tem nada, e não aprendo nunca e blá blá blá.
- Você falou blá blá blá, disse que não gostava.
- Não gosto de ouvir.
- Também não gosto de ouvir. Por que disse?
- Para não ficar suplicante demais.
- Suplicar pelo que?
- Por você.
- Me beija?
- Não.
- Não?
- Não.
- Deveria pergunta o por que?
- Se quiser saber.
- Não, não quero saber.
- Tá bom.
... Silêncio ...
- Porque não quer me beijar?
- Eu quero.
- Quer?
- Muito.
- Por que disse que não queria?
- Por que me pergunta tanta coisa.
- Porque não te entendo.
- Desde quando?
- Desde de sempre.
- E continua aqui.
- É, continuo.
- Não quer ir embora?
- Tá me mandando embora?
- Não. Você está na sua casa lembra? - risos
- Não perguntei com esse sentido. 
- Respondi em todos os sentidos e para todas as opções.
- Não entendi.
- Você nunca entende lembra?
- Explica?
- Você nunca quer que eu explique.
- Hoje eu quero.
- Quer?
- Muito.
- Meu coração é sua casa. Meu abraço também.
- Ficou sentimental demais.
- Eu sou sentimental demais.
- Me manda embora e não precisa ouvir mais nada.
- Eu quero ouvir.
- Quer nada, você nunca quer.
- Quero sim. Mas você me assusta.
- Por que?
- Porque assusta, oras. É quente demais, intensa demais, chatinha demais.
- Hum... - Ela fica pensativa.
- Eu gosto de você.
- Já disse isso.
- Mas você não acreditou antes.
- Acredito agora.
- Porque agora?
- Porque seus olhos estão brilhando.
- Não estão!
- Estão sim, eu estou vendo.
- É o sereno do céu.
- Não é não, sou eu.  Minha culpa. Minha causa.
- Já disse que não é.
- E porque não pode ser?
- Por que não quero seja! Simples.
- É sempre assim não é? Como você quer que seja. Vou embora.
- Não vai. - Ele puxa ela para perto dele, uma mão na cintura e a outra colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
- Vou sim.
- Não.
- Então assume.
- O que?
- Seus olhos.
- Você
- Eu o que?
- Por...
- Por o que?
- Por você.
- Não vale assim. Diz tudo, mas não mente.
- Não minto.
- Mente sim.
- Não minto... É por você meus olhos brilhando, mas só hoje. Amanha já ...
- Amanha já não sabe, acertei?
- Sim.
- Mentira.
- É.
- Mas você disse que não mente.
- Não minto. Com você é sempre diferente...mas amanha posso não estar bem com você.
- Você está bem comigo agora?
- Não.
- Porque?
- Você não quis me beijar.
- Quis sim.
- Me beija então?
- Não.
... Silêncio ...
- Vou embora.
- Não vai.
- Vou sim. Preciso ir, tá tarde.
- Eu gosto tanto de você. Entende? - Ele repete baixinho.
- Acho que não.
- Me beija?
- Te beijo. - Silêncio
- Posso ficar com você essa noite? - Ela pede.
- Sim, e todas as outras também.

E penso: "Mas que inferno, eu aqui pensando nele de novo pela milésima vez no dia. E ele? Ora, pensando qualquer outra coisa que foge do meu mundo. Não! Outro texto para ele não! Falar do jeito dele, e de como ele é lindo com aquele shorts de tecido molinho, e falar do olhar e de todo esse blá blá blá do amor, de novo não!."
E sinto uma raiva danada de mim, por lembrar de você quando tenho reuniões importantes na empresa, e lembrar de você quando chego em casa e ligo o rádio, e lembrar de você quando quero um refúgio para terminar o dia, com gosto de "valeu a pena mais uma vez". E lembrar de você quando quero cuspir palavras, falar o que sinto, escrever, e lembrar de você quando não quero escrever de você. Mas tudo soa mais fácil, e mais leve com voce, e me dá uma alegria absurda lembrar do cheirinho bom que você tem, e um tesão imenso de lembrar de você desfilando na minha frente na sala de estar, uma vontade de te puxar pela gola da camiseta e sussurrar no seu ouvido "É assim que eu quero, bem perto, entende? E tudo fica à vontade quando você está, fica até mais seguro. E a minha facilidade em escrever você e você e você diversas vezes no mesmo parágrafo. Porque qualquer um pode descobrir quem faz minhas pernas tremerem e essas coisas de adolescente apaixonhadinha:  Você.

Ramos, B.
Descobri  que não há nada nesse mundo que os seres humanos queiram mais do que o amor. Todos sem exceção. Os que não querem hoje, é porque já se machucaram querendo muito, um dia. 

- Bruna R.

domingo, 10 de julho de 2011

E foi então que percebi que você realmente não me amava.
Porque já havia amado antes, bem antes. Outro alguém.
E me doeu tanto.
Mas aos poucos no lugar da dor foi aparecendo um consolo triste. Porém real.
Eu havia tido todos esses ultimos anos, seu carinho, sua atenção na medida do possivel, alguns sorrisos, poucos abraços - quentes, ouvido seus planos e te contado os meus. Mas amor, amor mesmo, que advém da amizade, amor por amor e mais nada, esse não tinha não.
Descobri que eu era um tipo de conforto à você. Uma presença certa, de todas as horas. Era para você uma palavra cuidadosa, um olhar apaixonante, uma certeza de sim sempre. Alguém para recorrer, para compartilhar, esquecer d’outros problemas e d’outras dores.
Nessas descobertas, chorei muito. E pedi uma única coisa para Deus, que jamais me desse um conforto assim. Pois eu preferia passar a vida toda te amando sem ser amada, do que ter outro alguém do meu lado tendo a certeza de nunca amá-lo, e compartilhando coisas com ele, eu aqui e ele lá do outro lado do muro, para que nunca os corações se encontrassem, até porque o amor já havia acontecido para mim.
Contraditório não acha? Quero ser o seu conforto para sempre. O seu conforto. A sua resposta de sim-o-amor-existe-ta-vendo-ela-me-ama-tanto-mas-eu-já-amei-outra-pessoa-não-posso-amar-de-novo-não.Quero ser o que sobrou para mim, carregando a culpa de ter chegado atrasada em sua vida.

Esperei por você. Um gole e outro de vinho. Garrafa vazia, percebi então que você não vinha mesmo.

 

Você sabe.

- E como foi ontem com o Will? - Alice pergunta, sentada no sofá do apartamento de Kathy.
- Esperei por ele até as duas e meia da manhã.Depois adormeci sentada no chão com a cabeça enconstada no sofá. - Kathy responde, em tom seco e triste.
- E aquela garrafa de vinho vazia ali? Não está querendo me contar não é mocinha? - Alice diz, tentando brincar.
- Bebi. Sozinha. Inteira. E chorei. Muito. Quando percebi que ele não vinha, chorei muito.
- Mas ele não disse que viria?
- Foi um convite se lembra? E o sim dele deve ter sido como o eu te amo de tempos atrás. - Kathy
- E como você está? - Alice
- Assim, como está vendo. Com o vestido que ele gosta, lingerie nova, maquiagem ainda no rosto, um pouco bêbada, e … - Kathy fica pensativa e demora a responder.
- Decepcionada?
- Não, Will não me decepciona Alice. Estou me sentindo vazia. Vazia de tudo.
- E se ele ligar?
- Você sabe.

sábado, 7 de maio de 2011

Amar sem reservas.

Só Deus sabe o quanto te amaria se você deixasse
Mas eu não posso alcançar tudo ♪



        A verdade é que eu tentava de segundo em segundo mostrar pra ele o quanto a gente tinha tudo pra dar certo juntos. Tentava mostrar que as mãos dele tinham sido desenhadas para encaixe nas minhas. Que os olhos dele conseguia me ler por inteira. Que a gente ria juntos. Conversava tanto. Se desejava muito. Eu o amava.
       Pois é, leu bem as ultimas palavras aí né meu caro, eu o amava - sozinha.
Sim, eu amo sozinha. Talvez, há alguns anos atrás se eu soubesse da força de mulher que precisa ser para encarar o mundo e viver o amor, eu teria escolhido ter sido apenas uma menininha que brinca de bonecas. Talvez ainda, eu teria escolhido o mesmo caminho: Amar sem reservas.
       Ele? Ah, ele é milimetricamente perfeito. Um olhar hipinotizante, corpo quente, entende de matemática, tecnologias e modernidades, bolsa de valores, de como fazer sorrir, de como fazer o bem...Entende tanto de tudo. Ele gosta de verde, a cor da esperança - minha fiel e atormentadora acompanhante de noites frias, chocolate quente, filmes patéticos e afins - Mas... ele não me ama. É, ele não me ama nem um pouquinho, nem por um segundo, nem uma pequena fatia de bolo, nem por um banho quente no final do dia. Não.
       Eu nunca cobrei amor dele. Nunca pedi. Nunca pedi calor, mas quis tanto aquecê-lo. Quis ligar e perguntar sobre o dia. Quis abraçar - assim de repente - aquele abraço apertado, que a gente dá no outro para se refugiar ou ser refúgio. Eu quis amar ele, com toda a minha força. E amei. Um amor calado, sufocado, esmagado. Mas consegui manter a pose de mulher forte.

       O que eu queria mesmo é fazer por ele. Mas ele não me deixa. E aí me dá um medo danado de ser espontânea, uma dor de soco na boca do estômago, de  não me conter e abraçá-lo, e sussurrar baixinho qualquer bobagem gostosa de ouvir. Me dá medo porque eu nunca sei quando ele vai me interpretar como a idiota apaixonada.
       E eu não quero ser a idiotinha apaixonada. Eu quero ser o ponto final da noite dele, sabendo que fui o motivo das aspas: " Bom dia querida". Eu quero ser a tradução de confiança e companheirismo. Quero ser qualquer coisa boa que ele possa me dar, mas que essa qualquer coisa seja a melhor e exclusiva que ele possa ser pra mim. Ah, e quero que ele sinta muito prazer nisso.
                              Quero poder ama-lo sem medo.

"Hey me deixe te amar vai? Aceite essa coisa imensa e quente, que está me sufocando, querendo pular nos teus braços. Me deixe te ensinar o que é amor da minha forma.
Sim, é de amor que eu estou falando, aquilo que transborda em mim e que você nega tanto ."

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Você tem coragem de amar sozinho?

Você só descobre o que realmente é o amor, quando você ama sozinho.
Quando você entra sozinho em um barco para dois, e o rema mesmo estando furado, acreditando que conseguirá chegar do outro lado do oceano.
Você vive realmente o amor, quando ama sozinho.
Quando tira as suas próprias roupas e tenta tapar o buraco daquele barco em que já disse.
É no apce do amor, em que se perde toda a dignidade. Em que se fica nú no mundo.
É quando se sente os nervos do braços se estourarem de tanta força ao remar, respira-se fundo, e continua.
Amar e ser amado meu caro, é fácil, é excitante.
Mandar uma carta romantica ao amado, e saber que a resposta do destinatário virá em breve, é uma curta angustia deliciosa.
Se entregar em um olhar e ter a certeza de que cairá sim, mas nos braços certos, é um conforto mágico. Responder à um eu te amo, é de limpar a alma.
Mas eu tiro o meu chapéu é para aqueles que não fizeram suas malas, ou que chegaram fazer, mas pensaram valer a pena tentar um pouco mais.
Para aqueles que disseram “eu te amo”, e ganharam em troca um silêncio desalmante*, e ainda sim, não desistiram.
Para aqueles que se esquecem de si, por causa do outro.
Para os que passaram natais sozinhos, desejando que o natal do outro fosse explêndido.
Para os que guardaram no bolso a sua dor, e foram cuidar do coração da pessoa amada.
Quero ver se você tem coragem de amar sozinho…
Quero ver se você ousaria entrar nesse barco sabendo que tem tudo para dar errado, para naufragar, mas  você tenta porque acredita que vale a pena.
E você tenta e tenta e tenta…
E você esconde os defeitos da pessoa em um lugar impossivel de ser encontrado, e pega tudo o que ela tem de melhor e escancara para o mundo, gritando à todos que ela é uma pessoa maravilhosa, é linda, é especial, é unica…
Mesmo essa pessoa tendo acabado de quebrar o seu coração em milhões de pedaços, nesse momento com uma mão você segura forte a mão da pessoa, para que ela jamais tropece, e com a outra você tenta ir colando os pedacinhos de volta do seu coração.
Ah, e não posso esquecer, você faz tudo isso com o sorriso nos lábios!
Você tem coragem de amar sozinho? - (R,B)

* Desalmante: Aquele que não tem alma.
Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre.- Tati

domingo, 10 de abril de 2011

e fazer birra, e me jogar no chão

Eu parei por um momento, e olhei ele ali, tão perto de mim - entregue.
Tentei então me imaginar sem ele, como seria passar a  noite de um sábado definitivamente sem ele. No primeiro momento senti doer, doer tudo desde o fio de cabelo bagunçado por ele até o dedinho do pé que naquele momento estava sendo beijado - também por ele. Depois, respirei fundo, e tentei ser mulher e madura, para entender que um dia, o "dia sem ele" chegaria. Mas como ser tão mulher e tão madura diante daquele homem?
Eu queria mesmo é ser uma adolescente, daquelas que assistem filmes românticos acreditando realmente que é real, ou ser então uma criancinha e fazer birra, e me jogar no chão, esperniar pedindo " não vá, não me deixe por favor!"
Eu queria ficar ao lado dele, até não conseguir mais manter meus lhos abertos, e então durmir naquele peito quente, e forte, paralisada, para não desfazer o laço, o nó das minhas pernas entre as dele.
Eu sabia que na verdade não passava de um momento, mas como eu queria minha vida repleta desses momentos. Sempre.
E quando o Sol se põe, no momento em que as pessoas tomam seus ônibus de volta para casa, passam no supermercado, tomam um banho quente, assistem o tele - jornal, ligam o rádio, e deitam no sofá com um bom livro na mão...
Quando o Sol se põe e todos procuram algo para se refugiar, para ter aquela sensação boa , ou nostálgica de finalsinho de dia...
Eu, eu só quero que os meus olhos caminhem em direção aos seus, para que mesmo por só mais um momento, eu declare o quanto essa vida é boa de ser vivida.

sábado, 9 de abril de 2011

O meu amor agora está perigoso. Mas não faz mal, eu morro mas eu morro amando.
(Cazuza) 

imagine só se pedisse demais

- Foi então que percebi que amar...
- Não tem remédio? – antecipa-se Gustavo, completando a frase de Luísa.
- Não... – ri, triste. – Não estou citando o Caio Fernando Abreu. A frase é minha: foi então que percebi que amar é perder a dignidade. - encosta a cabeça no ombro do amigo e suspira, durante o intervalo do filme antigo que assistem na TV, na sala branca dela.
- Ah, Luísa – faz um leve afago nos cabelos dela – Qual é o problema de descer do salto uma vez? Pronto: desceu e já subiu. És tão exigente com você mesma. Deveria exigir mais dos outros também. Nada de aceitar restos e migalhas.
- Você acredita que eu exijo pouco e ainda assim... Enfim, imagine só se pedisse demais...”

(Cadernos de Luísa, Vanessa Souza Moraes)
" - Você não acha que algum dia eu e ele ficaremos juntos de verdade, não é, Luísa? - pergunta Melissa, em tom choroso.
Luísa olha para seu prato de comida antes de responder. Formula a resposta, para não usar nenhuma palavra-faca.
- Mel, eu... - titubeia - Honestamente, minha opinião não fará nenhuma diferença para você neste momento. E eu não sei nem das minhas coisas-de-dentro - e dá um sorriso de leite condensado.
- O tempo dirá isso, Luísa - responde Melissa, profética.
- E doze anos não te disseram nada ainda? - as palavras pulam sem controle, e Luísa arrepende-se de dizê-las assim que elas caem no vazio do silêncio - Desculpe, como disse-me o Gustavo esta semana, preciso mudar minha postura acerca da temporalidade".

(Cadernos de Luísa, Vanessa Souza Moraes)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

- Uma vez Pedro, após ver um sorriso triste em mim, me disse que eu estava no caminho certo. - Katherine
- Caminho certo? Quem é Pedro Kathy? - Lucy pergunta.
- Caminho certo em relação ao Will. Pedro é o melhor amigo de Will, ex - namorado de Alice, se lembra? - Kathy explica, enquanto brinca com os talheres da mesa.
- Hum, me lembro sim, faz anos que não vejo a Alice, desde que fui estudar no Canadá.
(Silêncio)
- Kathy?
- O que é Lucy?
- Você concorda com Pedro? Realmente esteve no caminho certo? - Lucy pergunta baixinho.
- Se o caminho foi o certo, não sei te responder ainda...O que te digo com certeza, é que não estive, eu estou nesse caminho. Continuo a esperar por Will, é como se a qualquer momento ele fosse entrar por esta porta me pedindo pra ficar, ficar de vez... - Kathy deixa os talheres e olha pra Lucy
- Até quando minha Kathy? Até quando?
- O amor não conhece essa pergunta Lucy.

(Lucy olha para Kathy balançando a cabeça terminando em um sorriso de consolo.)

domingo, 3 de abril de 2011

e se...

"E Se não houver outro modo?
E SE a passagem que podemos fazer um pela vida do outro for esta? Apenas esta? A passagem do viajante?
E SE eu continuar a desenhar você obsessivamente, como fiz durante um ano, pelos próximos dez ou vinte ou trinta?
E SE os nossos encontros não vierem com o rótulo da família, do cartório, da aliança, da hora do jantar, do jornal à porta pela manhã, das compras de supermercado, dos chinelos ao pé da cama, da tábua do vaso do banheiro, das escovas de dente, da biblioteca e da discoteca, dos recados presos na geladeira, das xícaras de café sobre a pia com um círculo preto ao fundo, da toalha de banho habitual, do lugar habitual à mesa, da marca preferida de xampu, da secretária eletrônica, da regulagem da torradeira e do retrovisor do carro, das contas ao final do mês, dos amigos em comum?
E SE for preciso assumir a fragilidade de nós mesmos na fragilidade daquilo que somos? Viajantes?" - Adriana Lisboa
“Você sabe que eu raramente sinto culpa, por isso a surpresa. Por que será que algumas pessoas sentem mais culpa do que as outras. Às vezes acho que há uma relação inversa entre o crime e a culpa. Quanto mais culpado você se sente, menos grave é o teu crime, talvez ele nem exista.” - Carola Saavedra
"(...) eu devia me expor a você, sem reticências, sem jogos... mas ao mesmo tempo eu tinha medo de me dissolver, de me perder, de não ser mais eu, mas apenas um ser apaixonado... e tinha principalmente vergonha da minha ansiedade, da minha carência... se eu as exibisse a você, talvez você se assustasse e fugisse... e então eu ocultava os meus excessos, me mostrava distante, forte, blasée... e o que acabava mostrando era um arremedo de envolvimento, mesmo sabendo que isso nos fazia mal... eu odiava a dependência, a sujeição, a espera contínua por uma palavra, um gesto... era como se você fosse Deus e estivesse em suas mãos decidir a minha felicidade ou a minha desgraça... como suportar o fato de estar inteiramente subjugada a você? Como suportar teus atrasos, tua ausência... como ficar à espera e olhar para o relógio e sentir o tempo passar e construir mil histórias sobre o atraso... primeiro te desculpando, depois te acusando e prometendo a mim mesma fazer um escândalo quando você chegasse... e quando você chegava, eu ficava tão perturbada, tão feliz, tão grata, que esquecia completamente a raiva e a humilhação da espera... fico pensando no tempo em que desperdicei tentando dissimular. mascarar minha incontrolável dependência de você... durante meses ocultei minha loucura, me contive, sufoquei, fui civilizada... civilizada na minha fúria, civilizada na minha dor, civilizada em momentos que não devia ser..." - Maria Adelaide Amaral
Ser mulher é a hipocrisia ao contrário. É a desgraça do avesso. É a simplicidade depois do choque. É tentar até o fim o que já nascemos sendo. É se tornar o que já se sabia mas dói tanto e se vai aos poucos. Um aos poucos todo esfolado por conta das aceleradas que é ser mulher. Ser mulher é um atropelamento em câmera lenta, que a cada frame é visto com a maior velocidade que sem tem notícias no mundo. Porque não é a saia, não é a cor. Também não é a loucura, a dor, o brinco, o casamento, o filho, o buraco, a roupa, o choro, a fragilidade, o grito. Não é nada disso. É o que passa despercebido pelo cara da fila, pelo nosso espelho. É o intervalo de todas as tentativas de ser e, principalmente, de não ser. Quando eu serei uma mulher? Ser mulher é esperar ser mulher até o fim. Ser mulher é somente morrer tentando. - Tati B.
Te mando beijos em outdoor pela avenida, você sempre tão distraído, passa e não vê... ♪


sábado, 2 de abril de 2011

Precisei.


Te escrevi duas vezes: a 1ª saiu uma coisa sincera, mas lamentativa demais, um saco. A 2ª saiu “madura e controlada”, extremamente falsa…” - cfa




Eu precisei tanto que HOJE você quizesse a minha companhia, que você olhasse pra mim com esses seus olhos de : " você não aprende mesmo en menina?" e sorrisse um sorrisso feliz misturado à preocupação comigo.
Eu precisei tanto que hoje você quisesse estar comigo, mesmo que só pra ouvir, ou dizer alguma coisa que me fizesse sentir no estômago aquele finalzinho de dia, quando todo mundo tenta se refugiar em algo, e eu me refugiando em você.
Eu precisei muito de você hoje, mas preferi não dizer nada, talvez torcer, porque é o que se faz quando já não se tem mais o que fazer. Se torce pra dar certo, paras as ideias se encontrarem e darem a mão.
Certamente você não vai ler essas minhas palavras, até porque você não gosta, ou porque tem medo de que um dia eu retire uma, quebre outra. Eu sei. Mas saiba que eu escrevo aqui pra não chegar em você e te implorar pra ficar comigo só um minutinho a mais, pra não segurar teu rosto com as mãos e pedir: "Olha para mim "
Hoje eu me senti desconcertada, e precisei do amigo que você é pra me ajudar a colocar minhas partesinhas de volta no lugar...eu tinha até um trabalho da faculdade e pensei em te pedir ajuda, admiro tanto a sua inteligencia e seu ponto de vista.
Eu precisei de você perto, mas perto de verdade entende? De corpo e de alma, mesmo que não fosse por muito tempo, ou muito intenso.

Eu precisei muito.
Me desculpe essas palavras um tanto suplicantes.
Caso você entenda como eu dou valor em você, caso você descubra isso, não pense duas vezes, me chame! - (Ramos, Bruna)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Despertar é preciso, mas só depois. Tati. B

Meu Deus, que homem é esse?


Vejo nele um homem honesto - o que de fato é muito. Uma beleza incomum. Ele tem os olhos puxadinhos, de um brilho gigante, cabelos pretos da cor dos olhos - e macios. Forte. Alto. Eu me aninho em seu peito, e me perco no mundo, como se tudo desaparecesse diante de mim, como se nada mais me importasse. As mãos dele parecem ter sido feitas sob medida para encaixe nas minhas mãos. Ele fica bem com a cor branca, amarela, e verde, e rosa, e azul ...
O jeito  de andar indescritível.
Meu Deus, que homem é esse?Isso sem falar nos lábios, que atraem os meus e me deixa louca de vontade.
Ele sabe o que falar e quando falar.
Sinto vontade de pedir tanta coisa, de implorar mais um pouqinho.
Queria que meu sorriso tivesse pra ele a força que o sorriso dele tem pra mim - capaz de transformar um dia.
Tenho vontade de dizer à ele umas verdades, de mostrar o quanto me importo.
Queria dizer que não se ama duas pessoas da mesma maneira, mas se consegue sim amar de novo. Mas se eu dissesse isso à ele estaria me contradizendo, pois eu jamais irei amar outra pessoa.
É ele que eu quero pra segurar minha mão e dizer que está comigo mesmo eu não merecendo; e ligar no meio do dia só pra saber se está tudo bem, ou não ligar pra sentir saudade; É a voz dele que fica como eco no meu ouvido; É ele que eu quero pra me acompanhar, pra me desejar, pra dizer que eu estou errada mas que podemos tentar isso de novo, pra me dizer que estou certa e que aprendeu comigo. É ele que eu quero que me busque no serviço em um dia qualquer. É ele com quem eu quero conversar, e dizer sobre o cliente arrogante que me fez perder a paciência na empresa, aí ele sorri e me conta sobre seu dia, me fala das pessoas que eu não conheço de lá, e que talvez nunca chegue a conhecer, mas que me interessa muito saber, só porque faz parte do dia dele. É ele que eu quero pra tudo, para o muito, para o pouco, para um abraço, para um olhar, um beijo, nosso beijo.

Ele não sabe. Queria que soubesse -  queria muito. Mas talvez um dia...
Talvez um dia ele descubra minha preocupação com ele, meu carinho por ele, e aceite minhas palavras tão mudas, minhas atitudes um tanto tímidas -  de quem tem medo de não ser suficiente para o outro.Talvez um dia, ou talvez não.
Não se chama esperança, se chama amor. Porque sou prova de que o amor tudo espera e tudo suporta sim. Um tanto egoísta que sou o amo e o quero pra mim. Sou tão dele que já não me pertenço mais.
Não é exagero, pois vivo! Mas é preciso confessar que a cor que vejo nele, não vejo em nenhum lugar.

domingo, 27 de março de 2011

"Eu sei. Estou falando de rejeição clara", disse ela. "Isso eu não tenho estrutura para aguentar." "Ninguém tem", disse eu, mas meu argumento não adiantou muito. "Eu já tentei e tentei", prosseguiu ela, quase chorando, "não é David? Dezenove encontros?" "Meu Deus", concordei, "sem dúvida você tentou."

(Philip Roth)

sábado, 26 de março de 2011

Penso comigo que isso sim é a etermidade de algo


Oito anos antes, conhecera o homem da sua vida.Mas não bastou que ela o reconhecesse como tal. Uma relação é uma via de mão dupla, sendo assim era preciso que ele a visse como a mulher da sua vida também.
Mas ele já tinha visto isso em outra que o machucou, e não quis mais saber da "coisa". Essa coisa de  dentro que toma conta, que faz sorrir feito bobos, que gela a barriga, estremece as pernas e ainda declara: Eu amo você!. Ele tomou gosto por si, só por si.
Ela por sua vez, via nele doçura infinita, e realmente havia - escondida - ela enxergava uma mistura de homem inteligente com garoto pedindo colo. Não consigo entender a origem de tanto amor.Mas, aconteceu. Da maneira mais intensa e avassaladora que pudesse acontecer. Com direito à cartas enviadas pelo correio, sorrisos, olhares falantes da alma, timidez certa de quem se apaixona, entre abraço e outro, pronto, o amor já havia entrado no peito, e se esparramado na cama, recusando sair, mesmo que um pouqinho. Mãos - dadas, o entrelaçar simples dos dedos a encantava. Era como se ele tivesse ganhado um manual de instruções sobre ela.
Ele também não resistiu ao encanto dela. E digo mais, está para nascer menina mais doce. Ele era bonito, alto, pele morena, de cabelos macios, - e de um cheiro nunca sentido antes - era forte. Havia palavras fáceis, como se desejavam estar juntos por uma eternidade, ou quase isso.
Havia um brilho naqueles dois, que puxava os olhos de quem estivesse perto em direção à eles. Eles sabia do encanto. Ela guardava tudo o que podia, palavras, músicas acústicas, sussuradas ao pé d'ouvido, "eu te amos" em vários idiomas, cheiros, bilhetes, e tudo mais que podia, guardava no peito, e empurrava os para baixo para  que coubesse mais.
Nele havia medo. Medo de cair de novo, sofrer de novo. Mas ele a amava.
Junto aos dois houve também algumas decepcões de ambas as partes.
Mas alguma força, talvez não amor, nem paixão, nem tesão, uma força ainda não  listada no dicionário, talvez esta os mantessem um ao lado do outro. Juntos!
Faziam amor com  pureza, conversavam como se fossem amigos de infância.
Por ele passaram outras mulheres, mais bonitas, mas não mais quente e interessante do que ela.
O tempo fez com que junto à tanto amor, a dor aparecesse também. Vi a menina chorar tantas vezes. Nunca tive dó, Deus me livre de sentir dó e de que sintam isso de mim. Mas cortava o coração vendo ela amar tanto alguem, que estava abrindo mão dela. Isso! Ele passou à abrir mão dela. A desejar em primeiro lugar tantas outras coisas, e ela? Ah, ela vinha depois se desse tempo, se tivesse um lugar . Mas sempre tinha, tempo e lugar. Talvez não os melhores, mas o amor faz isso também: coloca a própria pessoa em segundo lugar, fazendo com que ela aceite com sorriso nos lábios, o pouco que poderá receber. Ela ouviu muitas palavras duras. As vezes soava engraçado, ela dizia palavras doces e recebias correções de comportamento, e criticas do gênero, me perguntei muitas vezes, se esse não era o novo método de amor da parte dele. Porém, nunca consegui me responder.
Mas ela ainda insistia. - anos se passando - e ela o desejando como nunca. Ele à queria longe, e muito perto. Não havia modo de entender aqueles dois. Feitos um para o outro, mas com realidades tão tortas e diferentes.
Hoje ela têm 25 anos. Mais linda do que nunca. Mulher. Ele? Um homem lindo de 25 anos também. Eles se veêm as vezes. O encanto parece permanecer intacto pra ela. Ele a deseja agora bem mais que antes.
No stress e correria entre trabalho, estudos e afins, marcam de se encontrar na mesma pracinha de quando tinham dezessete anos, e depois vão juntos à um lugar falar da vida baixinho, e sussurrar palavras como: Senti sua falta por esses dias, que vontade que eu estou de você...
Penso comigo que isso sim é a etermidade de algo, o contorno que o sentimento - seja ele qual for- faz nos contras que a vida apresenta, o impulso de coragem do sentimento, do querer, ao enfrentar o destino e suas circunstâncias, penso mais, que talvez o destino seja esse, sim, o ficar junto à alguem eternamente, criando maneiras para permancerem perto um do outro, mesmo quando tudo parece estar acabando. - (Ramos, Bruna)
“(...) É a história de um czar que promete uma grande recompensa a quem lhe responder três perguntas. Como saber a hora certa de cada coisa? Como saber quais são as pessoas mais necessárias? Como não se enganar ao julgar, entre todas as coisas, qual a mais importante? Ninguém lhe dá respostas convincentes. (...) “A hora mais importante é agora”, o eremita resume. O homem mais importante é aquele com quem estamos no momento. A coisa mais importante a fazer é a coisa que o momento nos pede – e não pensar sobre isso.”

(José Castello)

Eu prefiro morrer sua amiga

Nós vamos mais uma vez nos olhar querendo transar até amanhã, mas vamos apenas assistir à novela e tentar adivinhar as falas. Nós vamos mais uma vez querer atravessar as ruas de mãos dadas, mas vamos brincar de dar ombradas um no outro. Eu prefiro morrer sua amiga do que quebrar algum elo misterioso e te perder para sempre. Te perder como sempre. - tati
Mas mesmo depois de passar a noite em sua companhia, depois que ela vai para casa não consigo dormir. A experiência de ter estado com ela é forte demais...
(...) Sua vida virou uma campanha incessante por causa dela. Cadê a sensação de realização, de posse? Se ela é sua, por que é que você não consegue tê-la? Você não consegue ter o que você quer mesmo depois de obter o que você quer." -
O animal agonizante
E todo dia eu espero você me conquistar outra vez(...) - (" A nossa vez", de Bruna Ramos)

quinta-feira, 24 de março de 2011

" Eu só te amo delicadinha " - 19 de Julho de 2009, De Will para Katherine.


- E aquele eu te amo dito, mesmo que há muito tempo atras , me acompanhava todos os dias, se deitava na minha cama antes de mim, e fazia questão de me acordar logo pela manhã...Uma mistura de sorriso e lágrimas. Uma mistura que me fazia estar certa de que ele valia muito à pena, mesmo tudo me mostrando que não. Sim, por ele valia à pena.

Kathy sussurra sozinha, re-lendo um antigo e-mail, ao som de Lifehouse.

terça-feira, 22 de março de 2011

Eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. (tati b.)

Acredito.


Eu acredito no amor sabia?
É incrível como eu ainda acredito...
eu acredito no amor, acredito em milagres, acredito em borboletas saindo de seus casulos apertados e doloridos...
eu acreditei em um amor sem limites, e me machuquei, hoje eu acredito que nos é que colocamos o limite no amor,
ditamos seu fim , mas eu faltei à essa aula, e não aprendi a colocar limites no meu. 

domingo, 20 de março de 2011

...o que é eterno

Alice perguntou ao coelho:
-Quanto tempo dura o que é eterno?
O coelho respondeu:
-As vezes, apenas um segundo. (Alice no país das maravilhas)

Uma saudade minha.

E quando eu li aquele e-mail dois anos depois: 愛しています (anata noko gadai suki - Eu amo você)
Eu senti você de novo. Aquele garoto que um dia me disse que jamais encontraria uma menina como eu, me lembrei de tudo falado, dos toques - tão inocentes - do seu olhar me dizendo palavras faceis, como se eu fosse o seu mundo, o mundo que você esperou depois de tantas dores vividas, um mundo que você pediu - e ganhou -  e prometeu cuidar para sempre. Ao re-ler aquele e-mail, eu vivi outra vez a garotinha deitada no seu colo, no banco daquela praça num sábado a noite, consegui ver a nossa lua outra vez. Consegui sentir você passando a mão devagarinho na minha barriga e me chamando de bobinha delicada. Senti seus olhos em mim, pra mim.
Engraçado, mas depois de tanto tempo, eu ainda espero pelo dia que você vai  segurar minha mão outra vez nos domingos à noite...
- Encontrei com Pedro no shopping, hoje na hora do almoço. (Katherine)
- É mesmo Kathy? Mas, e aí, você falou com ele? - Alice pergunta abrindo um sorriso - faz tanto tempo que não o vejo, 42 dias pra ser mais exata, e ele quase não está entrando no Facebook, vejo algumas atualizações, mas nada de responder minhas mensagens. (Alice termina com uma expressão entristecida)
- Não minha Alice, não falei com ele...Ele-e...Bem, ele esta-va...
- O que é Kathy? Vamos diga logo (Alice diz em tom ansioso)
- Ele estava de mãos dadas com uma garota Alice, e quando me viu, senti que ficou um pouco nervoso e virou o corredor, pra não se encontrar comigo.
(Silêncio)- Achei que devia te contar. Me desculpe as palavras tão duras.
- Você não tem que se desculpar. Ele sim, ele sumiu como se eu não fosse ninguém, não responde meus e-mails, não me procura mais. (Alice fala em um sussurro, fazendo força para as palavras sairem) As vezes nem consigo durmir, pensando se ele realmente existiu...
(Alice fala com lágrimas nos olhos passando a mão no peito - tentando abafar a dor.)
"Aquela vez que você quase me deixou...Lembra-se? O seu olhar concentrado na menina, no que ela podia te oferecer, no que ela podia vir à ser pra você. E eu ali, sentada naquele banquinho no canto do seu quarto, esperando uma outra oportunidade quem sabe, esperando você se lembrar das promessas que havia feito à mim, um certo dia. Como uma criança que ganha um brinquedo novo, e coloca o antigo no canto. Pois eu já havia te feito feliz, e trouxe comigo algumas decepções também - eu sei disso - Mas eu te amava tanto, que não consegui deixar você ir, e fiquei inventando desculpas pra continuar do seu lado. E fiquei, e essa menina também passou...Como tantas outras passam. E eu? Continuo aqui, firme, segurando nosso encanto nas mãos, as vezes pesa um pouqinho, e meus braços se cansam, mas você me abre um sorriso e minha força nasce de novo, junto com ela nasce de novo também a minha vontade de chegar mais perto de você, nesce até umas esperanças, mas estas acabam se queimando nesse meu amor, quente acima do ponto. Só queria te dizer, que não pretendo ir embora. Que se caso, você perceba que pode sim me dar a mão...ela está estendia à você - e sempre."

( Trecho de "Quando o amor fala mais alto" de Bruna Ramos )
Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis. Eu vejo você parecendo um leãozinho no fundo da festa. Suando e analisando. O rei escondido escolhendo a presa que não vai atacar. Suas facas afiadas de graças para defender as tristezas que nadam baixas nos seus olhos de quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Em volta um riozinho melancólico e no centro o sol feliz e novinho chegando. E tudo isso vem forte como um soco de buquê de flores de aço no meu estômago. E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções.  A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim. Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua mão estendida. Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração. Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala. Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta.  Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. - Tati Bernardi

sábado, 19 de março de 2011

Me deu uma vontade estúpida de você. Digo estúpida, porque é o você de antes sabe? Uma saudade.Saudade da sua doçura, de ser a sua garota delicada. Sabia que eu nunca mais acreditei em "eu te amo" depois dos seus? Mas não me importo, só queria ter a certeza de que os seus foram verdadeiros. Que as suas palavras foram tradução do que você sentia por mim.
Minha vontade é que ele tire meus sapatinhos de boneca com calma e beije meus pés, afinal : pintei minhas unhas de vermelho só para ele . Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas .
 
- Tati Bernardi
 
Milagre é quando tudo conspira contra, mas Deus vem de mansinho e com um sopro leve muda o rumo dos ventos. Milagre é quando o incerto nos abraça depois de nos atingir cruelmente com sua fúria. É quando respirar vira quase um suspiro de alivio e a vida devolve o sorriso como forma de retribuição por todo sofrimento. É o instante teimoso que resiste bravamente a um duro percurso e mantém-se em pé amparado pela força divina. É a decisão que escapa de nossas mãos, mas que antes de cair agarra-se com toda força a uma segunda chance. Milagre é o improvável gesto de carinho que impulsiona o ser humano a não deixar de acreditar.



Fernanda Gaona
Ouvindo Oásis, e pensando. Colocando as ideias no lugar; Pegando da gaveta esquecida tudo  que um dia eu  guardei com medo de enfrentar, medo de entender. Estou precisando reorganizar tudo dentro de mim. Preciso muito disso!

sexta-feira, 18 de março de 2011

"Mesmo com todos os machucados no peito, que resolve latejar nas minhas madrugadas frias de sexta-feira, mesmo com todas as esperanças afogadas e pisadas, mesmo com todas as outras mulheres que passam por você , com todos os seus nãos - nãos que vão contra seu olhar me querendo tanto - mesmo com todo esse fracasso de alguma coisa parecida com muito amor, nada consegue tocar o encanto que eu sinto por você. Nada consegue tiar de mim o friosinho na barriga de garotinha apaixonada que eu sinto quando você está perto."

(Bilhete rasbicado, com destinatário, mas sem possibilidades de envio.)

terça-feira, 15 de março de 2011

É, eu não preciso de espaços, não estou nem um pouco preocupada em me sentir livre à contrario de você - nosso oceano, nossas diferenças - eu quero mesmo é que você me sufoque, me sufoque com as suas crises, com a sua mão no meu corpo, nele todo, despido de qualquer pano, me preencha com os seus sermões sobre a vida, onde sempre parece que eu estou errada - não ligo, continue fale um pouco mais - me sufoque de ciumes - parece doentio? não, nada disso - me cubra com seus planos e trate de me colocar em algum lugar neles, qualquer lugar, trate de ter para mim um papel nos seus proximos dez ou quinze anos, onde eu apareça nos seus dias sempre, ou quase sempre, me transborde desse seu desejo que me mostra o quanto você é meu, mesmo não sendo. Me sufoque de qualquer coisa boa que seja você, esse “você” que eu conheço tanto, procurando conhecer, ou conhecendo instantaneamente nos nossos casos de confiança e companheirismo e mais alguma coisa parecida com amor, repito parecida com amor. Porque eu não quero outros olhares, compreende? Eu não quero outros cheiros, nem outros lugares. Eu quero você, o seu olhar pequeno e gigantemente lindo, eu quero o seu cheiro de banho, de vida nova, em mim, como sempre, eu quero o seu colo. Eu quero as suas palavras de “vamos querida força, olha pra frente você não é mais uma menininha…” eu quero sua expressão séria, quando não gosta de algo que eu fiz, e eu na minha mais pura inocencia não repito jamais tal ato, qualquer que seja.Eu quero um sabado a tarde deitada ao seu lado. Eu quero uma saudade nossa, mas pouca, nunca consegui me dar muito bem com faltas e saudades, você sabe. Eu quero só estar do seu lado. Pois eu passaria a vida desse jeito ao seu lado, aceitando somente o que você pode me dar, do que ter de ir embora. Mesmo que o embora fosse uma esquina bem proxima. É perto que eu quero estar. É aí dentro de alguma maneira, mesmo que não seja da mesma maneira que você está aqui dentro - até porque isso é impossivel não é mesmo? - Ah, e você é lindo, você todo. O seu corpo que me enlouquece, a sua honestidade que me orgulha, a sua amizade que me faz forte, a sua alma…Não me deixe aqui não… Hey, não me deixe por favor…me leve no bolso, se puder. Ah e não leia esse texto também não, por favor não leia. É de dentro demais, e você costuma não entender minhas intensidades, ou digo melhor, de entender tanto minhas intensidades você prefere que eu nãos as diga. Mas eu te amo sim, e te cuido, e me importo muito. E te dou um valor danado. Desde aos seus abraços cheios de calor, até as vezes que você abre a porta do carro pra mim. Você? Você só pode não existir. - Ramos, Bruna