Eu parei por um momento, e olhei ele ali, tão perto de mim - entregue.
Tentei então me imaginar sem ele, como seria passar a noite de um sábado definitivamente sem ele. No primeiro momento senti doer, doer tudo desde o fio de cabelo bagunçado por ele até o dedinho do pé que naquele momento estava sendo beijado - também por ele. Depois, respirei fundo, e tentei ser mulher e madura, para entender que um dia, o "dia sem ele" chegaria. Mas como ser tão mulher e tão madura diante daquele homem?
Eu queria mesmo é ser uma adolescente, daquelas que assistem filmes românticos acreditando realmente que é real, ou ser então uma criancinha e fazer birra, e me jogar no chão, esperniar pedindo " não vá, não me deixe por favor!"
Eu queria ficar ao lado dele, até não conseguir mais manter meus lhos abertos, e então durmir naquele peito quente, e forte, paralisada, para não desfazer o laço, o nó das minhas pernas entre as dele.
Eu sabia que na verdade não passava de um momento, mas como eu queria minha vida repleta desses momentos. Sempre.
E quando o Sol se põe, no momento em que as pessoas tomam seus ônibus de volta para casa, passam no supermercado, tomam um banho quente, assistem o tele - jornal, ligam o rádio, e deitam no sofá com um bom livro na mão...
Quando o Sol se põe e todos procuram algo para se refugiar, para ter aquela sensação boa , ou nostálgica de finalsinho de dia...
Eu, eu só quero que os meus olhos caminhem em direção aos seus, para que mesmo por só mais um momento, eu declare o quanto essa vida é boa de ser vivida.
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