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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Inverno.

Aquele inverno foi o mais feliz e quente que já vivi. Regado de "eu te amo" baixinho no ouvido e olhares demorados.
Você sempre soube como me tocar. Incrivel. Único. E ao contrario de tudo que eu já havia vivido, à você eu respondia.
Olhar, sorriso, palavra, silêncio, mão-na-mão, coração-no-coração, nua...Foi tão rápido e tão mágico que não me dei conta, e quando percebi a primeira lágrima de saudade apertada, ah! você já estava aqui dentro.
Me lembro do teu jeito. Se eu pudesse escolher ainda assim escolheria você.

Parei de escrever um momento, e ao som de Khorus, me lembrei da tua mão inocente percorrendo meu corpo - puro. E seu.Me recuso aceitar que entendi errado, que nos meus tantos exageros você foi mais um. Não. Você é o meu exagero, exagero de carinho, do dia em que me deitei no seu colo e fiquei olhando o céu.
Eu sei que nunca mais vamos viver isso. Nunca mais. E hora dói assumir isso, hora é uma delicia saber que eramos um do outro sem saber.
Sem saber, sem querer, sem aceitar, sem enxergar.
Nosso erro foi não termos nos enxergados à tempo. Ou ainda há tempo?
Foi um inverno de flores e sóis. Um inverno de lua cheia, e céu pintado de estrelas.
Ainda, as vezes, me pego olhando o céu e procurando a estrelinha que você batizou com meu nome. Então, nesse momento, sinto algumas lágrimas cairem, não sei ao certo dizer se tristeza, saudade, ou felicidade.
Contra o peito as minhas mãos fortes, fazendo força, muita força. Tentando sentir algo de novo aqui dentro. Sorrio irônicamente, sozinha, assumindo aos poucos para não fazer barulho na Terra, eu ainda amo você, do mesmo jeito, e não é só pela estrelinha que eu procuro...Procuro nosso encanto que ficou sozinho sentado no banco de alguma praça.

...Um dia ele há de nos re-encontrar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011


Ele pediu que eu não falasse mais. Prometi não falar. Mas não prometi não sentir. Até porque é impossivel. Ele pediu que eu não pedisse mais. Aceitei. E ainda assim aqui dentro, dentro sabe? Pedia mais mais e mais. Xiu...Ele não sabe....
Assisti aquele filme "o amor acontece", já assistiu? Não. Então. Que filme! Porque o amor acontece. Aconteceu para mim e não para ele - juntos. Mas quem sabe ele não tenha percebido ainda. Tô esperando. E vou ficar. Por quanto tempo? Não sei. Talvez para sempre. Talvez para sempre dobrar a esquininha da casa dele pensando: Hoje eu deixo um sorriso e trago um coração. Talvez para sempre olhar nos olhos dele acreditando estar dando certo. Esperança? Quase nenhuma. Nenhuma. O que eu sinto é mais além do que acreditar, esperar. O que eu sinto é uma certeza incerta, uma dor de soco na boca do estômago, um arrepio de beijo que termina no quarto, um suspiro de alivio - É ele, é sempre ele . Porque ele lembrou da cor do vestido que eu estava usando em um encontro de um ano atrás e eu fiquei toda derretida como uma adolescentizinha apaixonada. Ele parece aqueles homens de filmes drama-românticos sabe? Não, não, não. Ele é melhor que isso. Porque o filme termina comigo, entende? O filme não relata o amor, mas relata tanto sentimento estranho diferente unico quente meu dele...
É, o filme não é de amor, mas de tanto não ser de nada amor, acaba sendo de tanto amor. E eu acredito, ele também. Louca? Não! Eu sei que ele acredita. No fundo, bem lá no fundo eu, ele, o mundo real, real me entende? Não essas superficialidades criadas a-torto-e-a-direita, o mundo de sinceridade,  a gente sabe bem que o amor é aquilo que sobra da paixão, e é mais forte. É o que sobra do desejo que vem arde e passa. O que sobra: é amor. Amor é aquela preocupaçãosinha no meio do dia. Amor é aquele sorriso bobo. Amor é nada. Não se faz nada com o amor. A gente sabe. Amor é saber que a pessoa volta. Sempre. O amor é tudo.
Mas ele nem me ama, então deixa o amor pra lá. Ele te um monte de palavra guardada que não pode falar para mim, porque não sente, ou porque sente e tem medo de não sentir mais amanha, e a palavra ficar e o senitmento dobrar o quarterão e nos deixar aqui olhando um para o outro sem saber o que fazer, e aí um vai embora triste e o outro fica aqui triste também. Então ele não fala. Mas ele talvez não saiba bem que eu nunca vou embora triste, ou ficar aqui triste deixando ele ir. Eu nunca vou deixar ele ir. Mas ele não sabe disso. Ou sabe e tem medo disso. Ou sabe e não quer isso. Então aquele dia se arrumando para festa com os amigos ouvi ele dizer "estou pronto, posso ir" e meu silêncio gritou " não está pronto não falta eu, eu, eu, falta eu aqui, me busca amanhã, vai, amanha s-e d-e-r-tem-p-o...
E ele me buscou no outro dia, mais lindo do que nunca. Sempre busca. e eu sempre estou pronta. Porque eu sim sempre estou pronta. Comigo aqui fora e com ele aqui dentro. Ele chegou me deu um beijinho no cantinho da boca - hum, na trave -  e fez um gol enorme dentro de mim. Coração? Não, coração é meloso demais, romantico demais...Mas eu sou romantica, mas porque ele não gosta disso, deixei de ser - guardei na gaveta e tranquei. Ele é o gostinho de chuva no final do dia.
Quando os casais se sentam nas cafeterias olhando pela janela as estrelas entre as nuvens escuras, e se olham apaixonados. Eu procuro por ele. E sei que encontro. Encontro mais que amor, mais que paixão ou tesão. Eu encontro alguem real. E quando o mundo grita, rasgando a garganta declarando que tudo passa, meu silêncio olha nos olhos dele, pequenos e faceis e cala qualquer grito dizendo: Eu e ele? Nós, não vamos passar nunca.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quando nada pode explicar.

- Complicado demais.
- Complicada é voce!
- Não entendo o porque.
- Não entendo você.
- Eu o que?
- É você, você sempre, depois...
- Depois o que?
- Termina chorando.
- Hey, não fala assim não.
- Teimosa.
- Teimosa por que?
- Por tudo.
- Tudo?
- Tudo, e principalmente... - Silêncio
- Tô esperando...
- O que?
- Termina...
- Principalmente porque já te disse que eu sou assim, eu quero assim e mais nada entende? Nada de textos, e de amores, e de músicas, nada. Não amo, e nem quero, mas você não entende - Silêncio - Porque você não entende? - Silêncio... - Desculpa?
- Não precisa.
- Precisa sim, desculpa?
- Não resolve.
- Resolve sim, desculpa?
- Resolve para você, não para mim.
- É, não resolve mesmo.
- Fala que me ama?
- Não posso mentir.
- Minta! Já mentiu antes, não vai ser dificil.
- Você não entende.
- E você não me entende. Porque ainda estamos aqui?
- Aqui onde? Parados em frente de casa?
- Não... Também... Quer dizer, não.
- Parados onde então? Quer entrar no carro? Ou subir   pro meu quarto?
- NÃO!
- Parados  onde então? O que você quer?
- VOCÊ!
- Não perguntei nesse sentido.
- Mas estou respondendo em todos os sentidos e para todas as opções.
- Vai responder onde estamos parados?
- Até me esqueci.
- Não esqueceu não. Você nunca esquece de nada.
- Você nunca esquece de nada!
- Esqueço sim.
- É tem razão, esquece. Esqueceu até o que me disse sussurrado baixinho aquele dia se le-m-b...Esquece. Que droga, de novo... Eu respondo, parados um do lado do outro. É isso. - Silêncio
- Eu gosto de você.
- Pensou muito para falar.
- Porque o que eu estou falando é forte demais.
- É nada, não acredito.
- Não acredita mais?
- Acredito, droga!
- Eu gosto muito de você.
- Já ouvi.
- Mas é muito mesmo. Gosto de quando você faz isso.
- Isso o que?
- Desvia o olhar para não me olhar nos olhos e mostrar o que tem aí dentro.
- Mentira.
- Eu não minto.
- Mente sim, até disse uma vez que me a-m-a-v... Deixa para lá.
- Você não esquece de nada mesmo.
- E devia?
- Não.
- Então!
- Eu gosto tanto de você. Gosto quando compra lingerie só porque eu gosto de tal cor, e quando fica do meu lado, quando me abraça e blá blá blá.
- Não fala assim.
- Assim o que?
- "Blá blá blá", não gosto!
- É para não ficar sentimental demais tudo isso.
- Não gosta de sentimentos, é.
- Já gostei, mas hoje...
- Para!
- Por que?
- Não quero ouvir.
- Mas você sempre quis.
- Mas hoje não quero.
- Por que?
- Porque você vai falar de novo que eu sei que você não quer e eu continuo insistindo e vendo coisas onde não tem nada, e não aprendo nunca e blá blá blá.
- Você falou blá blá blá, disse que não gostava.
- Não gosto de ouvir.
- Também não gosto de ouvir. Por que disse?
- Para não ficar suplicante demais.
- Suplicar pelo que?
- Por você.
- Me beija?
- Não.
- Não?
- Não.
- Deveria pergunta o por que?
- Se quiser saber.
- Não, não quero saber.
- Tá bom.
... Silêncio ...
- Porque não quer me beijar?
- Eu quero.
- Quer?
- Muito.
- Por que disse que não queria?
- Por que me pergunta tanta coisa.
- Porque não te entendo.
- Desde quando?
- Desde de sempre.
- E continua aqui.
- É, continuo.
- Não quer ir embora?
- Tá me mandando embora?
- Não. Você está na sua casa lembra? - risos
- Não perguntei com esse sentido. 
- Respondi em todos os sentidos e para todas as opções.
- Não entendi.
- Você nunca entende lembra?
- Explica?
- Você nunca quer que eu explique.
- Hoje eu quero.
- Quer?
- Muito.
- Meu coração é sua casa. Meu abraço também.
- Ficou sentimental demais.
- Eu sou sentimental demais.
- Me manda embora e não precisa ouvir mais nada.
- Eu quero ouvir.
- Quer nada, você nunca quer.
- Quero sim. Mas você me assusta.
- Por que?
- Porque assusta, oras. É quente demais, intensa demais, chatinha demais.
- Hum... - Ela fica pensativa.
- Eu gosto de você.
- Já disse isso.
- Mas você não acreditou antes.
- Acredito agora.
- Porque agora?
- Porque seus olhos estão brilhando.
- Não estão!
- Estão sim, eu estou vendo.
- É o sereno do céu.
- Não é não, sou eu.  Minha culpa. Minha causa.
- Já disse que não é.
- E porque não pode ser?
- Por que não quero seja! Simples.
- É sempre assim não é? Como você quer que seja. Vou embora.
- Não vai. - Ele puxa ela para perto dele, uma mão na cintura e a outra colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
- Vou sim.
- Não.
- Então assume.
- O que?
- Seus olhos.
- Você
- Eu o que?
- Por...
- Por o que?
- Por você.
- Não vale assim. Diz tudo, mas não mente.
- Não minto.
- Mente sim.
- Não minto... É por você meus olhos brilhando, mas só hoje. Amanha já ...
- Amanha já não sabe, acertei?
- Sim.
- Mentira.
- É.
- Mas você disse que não mente.
- Não minto. Com você é sempre diferente...mas amanha posso não estar bem com você.
- Você está bem comigo agora?
- Não.
- Porque?
- Você não quis me beijar.
- Quis sim.
- Me beija então?
- Não.
... Silêncio ...
- Vou embora.
- Não vai.
- Vou sim. Preciso ir, tá tarde.
- Eu gosto tanto de você. Entende? - Ele repete baixinho.
- Acho que não.
- Me beija?
- Te beijo. - Silêncio
- Posso ficar com você essa noite? - Ela pede.
- Sim, e todas as outras também.

E penso: "Mas que inferno, eu aqui pensando nele de novo pela milésima vez no dia. E ele? Ora, pensando qualquer outra coisa que foge do meu mundo. Não! Outro texto para ele não! Falar do jeito dele, e de como ele é lindo com aquele shorts de tecido molinho, e falar do olhar e de todo esse blá blá blá do amor, de novo não!."
E sinto uma raiva danada de mim, por lembrar de você quando tenho reuniões importantes na empresa, e lembrar de você quando chego em casa e ligo o rádio, e lembrar de você quando quero um refúgio para terminar o dia, com gosto de "valeu a pena mais uma vez". E lembrar de você quando quero cuspir palavras, falar o que sinto, escrever, e lembrar de você quando não quero escrever de você. Mas tudo soa mais fácil, e mais leve com voce, e me dá uma alegria absurda lembrar do cheirinho bom que você tem, e um tesão imenso de lembrar de você desfilando na minha frente na sala de estar, uma vontade de te puxar pela gola da camiseta e sussurrar no seu ouvido "É assim que eu quero, bem perto, entende? E tudo fica à vontade quando você está, fica até mais seguro. E a minha facilidade em escrever você e você e você diversas vezes no mesmo parágrafo. Porque qualquer um pode descobrir quem faz minhas pernas tremerem e essas coisas de adolescente apaixonhadinha:  Você.

Ramos, B.
Descobri  que não há nada nesse mundo que os seres humanos queiram mais do que o amor. Todos sem exceção. Os que não querem hoje, é porque já se machucaram querendo muito, um dia. 

- Bruna R.

domingo, 10 de julho de 2011

E foi então que percebi que você realmente não me amava.
Porque já havia amado antes, bem antes. Outro alguém.
E me doeu tanto.
Mas aos poucos no lugar da dor foi aparecendo um consolo triste. Porém real.
Eu havia tido todos esses ultimos anos, seu carinho, sua atenção na medida do possivel, alguns sorrisos, poucos abraços - quentes, ouvido seus planos e te contado os meus. Mas amor, amor mesmo, que advém da amizade, amor por amor e mais nada, esse não tinha não.
Descobri que eu era um tipo de conforto à você. Uma presença certa, de todas as horas. Era para você uma palavra cuidadosa, um olhar apaixonante, uma certeza de sim sempre. Alguém para recorrer, para compartilhar, esquecer d’outros problemas e d’outras dores.
Nessas descobertas, chorei muito. E pedi uma única coisa para Deus, que jamais me desse um conforto assim. Pois eu preferia passar a vida toda te amando sem ser amada, do que ter outro alguém do meu lado tendo a certeza de nunca amá-lo, e compartilhando coisas com ele, eu aqui e ele lá do outro lado do muro, para que nunca os corações se encontrassem, até porque o amor já havia acontecido para mim.
Contraditório não acha? Quero ser o seu conforto para sempre. O seu conforto. A sua resposta de sim-o-amor-existe-ta-vendo-ela-me-ama-tanto-mas-eu-já-amei-outra-pessoa-não-posso-amar-de-novo-não.Quero ser o que sobrou para mim, carregando a culpa de ter chegado atrasada em sua vida.

Esperei por você. Um gole e outro de vinho. Garrafa vazia, percebi então que você não vinha mesmo.

 

Você sabe.

- E como foi ontem com o Will? - Alice pergunta, sentada no sofá do apartamento de Kathy.
- Esperei por ele até as duas e meia da manhã.Depois adormeci sentada no chão com a cabeça enconstada no sofá. - Kathy responde, em tom seco e triste.
- E aquela garrafa de vinho vazia ali? Não está querendo me contar não é mocinha? - Alice diz, tentando brincar.
- Bebi. Sozinha. Inteira. E chorei. Muito. Quando percebi que ele não vinha, chorei muito.
- Mas ele não disse que viria?
- Foi um convite se lembra? E o sim dele deve ter sido como o eu te amo de tempos atrás. - Kathy
- E como você está? - Alice
- Assim, como está vendo. Com o vestido que ele gosta, lingerie nova, maquiagem ainda no rosto, um pouco bêbada, e … - Kathy fica pensativa e demora a responder.
- Decepcionada?
- Não, Will não me decepciona Alice. Estou me sentindo vazia. Vazia de tudo.
- E se ele ligar?
- Você sabe.