segunda-feira, 18 de julho de 2011
Ele pediu que eu não falasse mais. Prometi não falar. Mas não prometi não sentir. Até porque é impossivel. Ele pediu que eu não pedisse mais. Aceitei. E ainda assim aqui dentro, dentro sabe? Pedia mais mais e mais. Xiu...Ele não sabe....
Assisti aquele filme "o amor acontece", já assistiu? Não. Então. Que filme! Porque o amor acontece. Aconteceu para mim e não para ele - juntos. Mas quem sabe ele não tenha percebido ainda. Tô esperando. E vou ficar. Por quanto tempo? Não sei. Talvez para sempre. Talvez para sempre dobrar a esquininha da casa dele pensando: Hoje eu deixo um sorriso e trago um coração. Talvez para sempre olhar nos olhos dele acreditando estar dando certo. Esperança? Quase nenhuma. Nenhuma. O que eu sinto é mais além do que acreditar, esperar. O que eu sinto é uma certeza incerta, uma dor de soco na boca do estômago, um arrepio de beijo que termina no quarto, um suspiro de alivio - É ele, é sempre ele . Porque ele lembrou da cor do vestido que eu estava usando em um encontro de um ano atrás e eu fiquei toda derretida como uma adolescentizinha apaixonada. Ele parece aqueles homens de filmes drama-românticos sabe? Não, não, não. Ele é melhor que isso. Porque o filme termina comigo, entende? O filme não relata o amor, mas relata tanto sentimento estranho diferente unico quente meu dele...
É, o filme não é de amor, mas de tanto não ser de nada amor, acaba sendo de tanto amor. E eu acredito, ele também. Louca? Não! Eu sei que ele acredita. No fundo, bem lá no fundo eu, ele, o mundo real, real me entende? Não essas superficialidades criadas a-torto-e-a-direita, o mundo de sinceridade, a gente sabe bem que o amor é aquilo que sobra da paixão, e é mais forte. É o que sobra do desejo que vem arde e passa. O que sobra: é amor. Amor é aquela preocupaçãosinha no meio do dia. Amor é aquele sorriso bobo. Amor é nada. Não se faz nada com o amor. A gente sabe. Amor é saber que a pessoa volta. Sempre. O amor é tudo.
Mas ele nem me ama, então deixa o amor pra lá. Ele te um monte de palavra guardada que não pode falar para mim, porque não sente, ou porque sente e tem medo de não sentir mais amanha, e a palavra ficar e o senitmento dobrar o quarterão e nos deixar aqui olhando um para o outro sem saber o que fazer, e aí um vai embora triste e o outro fica aqui triste também. Então ele não fala. Mas ele talvez não saiba bem que eu nunca vou embora triste, ou ficar aqui triste deixando ele ir. Eu nunca vou deixar ele ir. Mas ele não sabe disso. Ou sabe e tem medo disso. Ou sabe e não quer isso. Então aquele dia se arrumando para festa com os amigos ouvi ele dizer "estou pronto, posso ir" e meu silêncio gritou " não está pronto não falta eu, eu, eu, falta eu aqui, me busca amanhã, vai, amanha s-e d-e-r-tem-p-o...
E ele me buscou no outro dia, mais lindo do que nunca. Sempre busca. e eu sempre estou pronta. Porque eu sim sempre estou pronta. Comigo aqui fora e com ele aqui dentro. Ele chegou me deu um beijinho no cantinho da boca - hum, na trave - e fez um gol enorme dentro de mim. Coração? Não, coração é meloso demais, romantico demais...Mas eu sou romantica, mas porque ele não gosta disso, deixei de ser - guardei na gaveta e tranquei. Ele é o gostinho de chuva no final do dia.
Quando os casais se sentam nas cafeterias olhando pela janela as estrelas entre as nuvens escuras, e se olham apaixonados. Eu procuro por ele. E sei que encontro. Encontro mais que amor, mais que paixão ou tesão. Eu encontro alguem real. E quando o mundo grita, rasgando a garganta declarando que tudo passa, meu silêncio olha nos olhos dele, pequenos e faceis e cala qualquer grito dizendo: Eu e ele? Nós, não vamos passar nunca.
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