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domingo, 27 de novembro de 2011

Quando a vontade é do momento ser para sempre.


Passou a mão no meu queixo, olhando meus olhos e sorriu. Enrolou meus cabelos em seus dedos me puxou para perto e me beijou a boca. Nu. Corpo no corpo. E seu cheiro em mim por uma eternidade. Percorreu meu rosto com a pontinha dos dedos e esqueceu os olhos nos meus. Me protegeu em um abraço. Me falou do seu dia. Me contou seus projetos para daqui dez anos. E num impulso inconsciente, me imaginei deitada na cama do quarto da casa dele, da nossa casa.
Queria saber explicar. Mas quando eu estou com você eu não consigo. É, não consigo. Todos os porquês somem da minha cabeça, deve ser o seu cheiro, que toma conta de mim e me deixa embriagada de vontade de deitar no seu colo para sempre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Você é a minha festa.

"Como se pede para ele ficar para sempre do meu lado?"
Foi o que eu pensei quando ele saiu do banheiro com uma toalha branca enrolada na cintura. Desejei ser aquelas gotinhas de agua que rolavam suaves pelo seu corpo. Desejei ser aquela toalha. Desejei ser eu mesma e terminar todos os dias da minha vida sentada em seu colo, escutando ele falar baixinho em meu ouvido.
Ele sem saber, ou sabendo mais que qualquer um, era a atração da noite naquela festa. Falando de todos os assuntos, sorrindo, e minuto sim minuto não, me olhando, me pedindo para concordar.
Me lembro vagamente que a lua era cheia e as tantas estrelas no céu, pude perceber refletidas em seus olhos.
Pensei em chamá-lo pro cantinho e dizer: " Faz o que quiser comigo ".
Mas como uma sintonia de outro mundo, ele segurou nas pontinhas dos meus dedos enquanto as outras pessoas dançavam na pista, e me perguntou em um sussurro derretidamente firme (som esse que ecoa em meu ouvido até hoje, até agora): "Você é minha?"
Escorreguei minhas mãos em seu rosto e respondi em um sorrisinho estralado: "Sempre!"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A garantia do sim sempre

O telefone tocou.
- Hey, onde você está? Achei que estaria com ele hoje.
Sorri, sem-graça, e sem-saber-o-que-responder.
A verdade é que me achei egoista demais em te pedir pra ficar aí com você, e pelo menos só acompanhar teus movimentos. Ou dividir com você essa chuva que tem cheiro do seu cobertor, só porque o seu cobertor tem  o cheiro que me acalma.
Me achei egoísta, porque já havia passado o dia anterior compartilhando brincadeiras, olhares, e gestos com você.
Então não disse nada. Talvez porque você sempre pede, então se não pediu, não queria.
- É, muita chuva não é. Acho que vou ficar em casa hoje.
Respondi forçado. E desliguei.
Chorei um pouco, respirei fundo, e me achei egoísta de novo. Mas será?
Só queria um lugarsinho no lado direito da cama, ou esquerdo do sofá. Só queria a paz do teu olhar. Ou a sua inquietude tão quieta que me implora para que respeite a vontade involuntária de dentro de mim e fique do seu lado.
Preciso te dizer sobre ontem. Você estava lindo. De novo. Você sorriu desarmado e eu tive vontade de gritar que era aquele sorriso que eu queria encontrar nas minhas tardes daqui há dez anos, após um dia surrado e cansado de serviço. Você tocou meus cabelos com a pontinha dos dedos e eu sorri por dentro. E por fora. E sorri com todos os musculos do meu corpo. Meus olhos não me obedecem e querem olhar você a todo instante. Talvez eles estejam obedecendo o meu inconsciente, ou então eles estejam apaixonados por você. Você me tira do sério. E eu amo isso. Amo a pintinha que você tem na nuca também. Sejamos sinceros, eu sou a sua garantia. A garantia do sim sempre, você sabe. Mesmo lutando, fazendo as malas, ou negando, é pro seu colo que eu sempre desejo correr. Não se esqueça disso.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como faz?

Como faz? Pra que? Pra sorrir. Vem cá, eu te ensino. Tá, obrigada. Deu certo? Hum, acho que deu. Me explica o que ta sentindo pra ver se deu certo. To sentido um calorzinho no peito e vontade de sentir isso de novo. Acho que deu certo mesmo. Faz de novo? Tenta sozinha agora. Tá bom. E aí?. Não to conseguindo. Mas você precisa conseguir. Tá, vou tentar de novo. To esperando, capricha. Não, não dá, sorrir não é a mesma coisa sem você.