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domingo, 29 de julho de 2012

Fez meu coração dar saltinhos de alegria.

Sempre escondi de você o que eu sentia. Sempre fui embora pra casa com zilhões de palavras entaladas na garganta. Sempre desviei o olhar pra você não enxergar o que se passava aqui dentro. Tanta coisa boa e tanto entulho também: medos, quedas, frio... 
Escrevo pra não enlouquecer, escrevo pra não te enlouquecer.
Talvez você nunca saiba ou talvez eu te ligue daqui a cinco segundos chorando, o choro que eu engoli pra poder sorrir pra você. E talvez nesse telefonema eu te conte que te amo, mesmo você tendo muito medo de me ouvir dizer isso outra vez. Mais do que medo de ouvir, você tem medo de dizer. Não, você não pode dizer 'eu te amo', você não pode sentir o amor. O amor imenso que eu sinto por você, eu engulo todos os dias.
Eu não vou te ligar, eu vou escrever, outra vez. Eu não vou te ligar, eu vou suspirar fundo, aliviando o vulcão dentro do meu peito. O vulcão de gelo. Que derrete um pouquinho cada vez que você me beija.
Eu não vou te ligar, eu vou ir até sua casa, olhar teus olhos mansos, beijar teus lábios e te abraçar forte. Queria que você soubesse que eu jamais iria embora, que não importa o que estamos fazendo, com você é sempre a melhor coisa do mundo. Queria que você soubesse que tento parecer durona, mas isso é só pose e medo de sentir meu coração sangrar outra vez. Só que por você eu desço do salto, desfaço a pose e engulo meus medos... Por você eu quis entrar nessa loucura toda que é o amor. Por você eu andei com os pés descalços no asfalto à 40°C. Por você eu paguei pra ver e ganhei. Porque eu ganho todas as vezes que você sorri desarmado pra mim, eu ganho todas as vezes que você deita do meu lado e me abraça, eu ganho todas as vezes que você me olha, e faz meu coração dar saltinhos de alegria.
Esse texto era só pra te dizer que eu te amo, eu te amo tanto. Não sei como isso pode acontecer tão forte assim. Acho que me perdi em você quando te conheci. Me perdi no seu encanto, me perdi no seu cheiro, no seu jeito, e foi assim que me encontrei. Ei, olha pra mim, um instante: Eu não vou a nenhum lugar sem você. Ei, escute o que meu coração está gritando pra você, eu te amo e sei que você também.

domingo, 15 de julho de 2012

Um muro bem alto.

- Eu queria que ele sentisse uma loucura por mim. Eu sou louca por ele. Queria mesmo que ele soubesse o que é isso. - Camile fala, olhando o céu azul clarinho, em meio as cortinas que dançavam com o vento.
- As cosias não são assim Camile. - Sussurra Anne, abaixando a cabeça.
- Eu sei. Eu juro que sei. Mas não consigo aceitar... Deixa isso pra lá. Me fala de você Anne, quantos dias faz mesmo que não nos falamos? - (Risos) Fazia algumas horas que não se falavam.
- Eu? Eu me sinto vazia. Nunca pensei que Sérgio pudesse fazer tanta falta. Eu não sei ao certo o que sinto por ele Camile, mas eu sinto. Hoje? Hoje, eu sinto muito, por ele ter quisto assim. Distância. Fim. 
- Acho que nunca vou entender o por que precisa ser tão complicado isso tudo.
- Sempre queremos mais Camile. Sempre queremos mais. Veja você.Você tem Augusto. Ele é seu. Mas você não quer só isso. Você quer sentir amor desenfreado. Amor de contos literários. Eu não. Eu só queria a presença dele. Aqui. Agora.
- Amor de contos não. Só queria mostrar ao Augusto que eu não vou embora. Nunca. Jamais. É como se ele tivesse construído um muro bem alto, colocado um guarda no portão e passado a seguinte instrução: "Amor? Amor não passa pro lado de cá, entendeu? Tudo o mais você pode permitir chegar até mim, amor não. A-M-O-R-N-Ã-O." E então como faço? Contrato uma gangue do bairro ao lado para implantarem bombas em volta do muro? Ou eu poderia subornar o guarda? E então olhando ele, tão doce mas tão anti-tudooqueeusinto, e sentindo aqueles braços feitos sob medida ao meu corpo, eu não faço nada. Nada. Só rezo baixinho: "Me deixa entrar, me deixa entrar...
- R,b



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sempre você.



Lá fora o céu era de um azul incrível, janela aberta e o vento calmo, delicado. Uma música tocava baixinho no rádio, eu não conseguia ouvir a letra, mas a melodia me acalmava de tal forma que eu sorri sozinha, de paz. Senti vontade de te ver naquele momento, mas ainda era começo da semana, e o sábado nem havia acordado. Suspirei. Sorri de novo. E desejei você por toda a vida. 
Eu gosto de você porque você é o cara inteligente, que sabe do que fala, mas você também é o menininho que me abraça e faz gracinhas para eu rir. Eu gosto de você porque você é homem quando eu preciso, mas é  um garotinho doce quando eu também preciso. E você sempre sabe de tudo. E mais do que entender de muitas coisas, você entende de mim. E não é de hoje. Você consegue ver dentro, coisas até que eu sempre escondi do mundo.
Eu escrevo, e sinto um nó na minha garganta que se forma e se desfaz em lágrimas de sossego. Meu coração se aquieta quando você está perto.
Queria te contar que meus pés são sempre 'uma pedra de gelo' mas o meu coração é quente, poderia derreter o teu. Mas tudo bem, sem palavras.
Nesse mundo louco, onde todos procuram felicidade fácil, eu procuro as tuas mãos, deslizo as minhas e encaixo os meus dedinhos entre os seus. Bom é saber que existem teus lábios, e eu viajo quando te beijo... Bom é saber que existe teus braços, teu peito, o teu abraço. Bom mesmo é saber que no meio da correria do dia-a-dia, e em meio as nossas lutas para construir um futuro melhor, ali, no meio, sorrindo para mim, existe você. Meu refúgio do mundo. Existe você, mostrando realidade quando eu preciso e sendo um príncipe, para nunca deixar de existir o encanto que eu sinto aqui dentro. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nunca pensei que pudesse ser assim: Paz!
Nunca imaginei que pudesse existir esse sentimento: Respiração leve, coração completo.
Foram tantos os atropelos, pés-pelas-mãos, tanto abraço doído e rápido, olhar de canto, noites ao som de 'stop crying your heart', e um pedido de que passasse se não desse para ser.
E hoje encontrar teu olhar fixo no meu, deitar no seu ombro e ter a certeza de que toda chuva passa, mas que o Sol permanece lá, inteiro, brilhante e único.
Eu que tanto esperei por você, hoje gosto da espera: gosto de te esperar tomar banho e ficar imaginando o cheiro de coisa boa que você tem, lembrar do cheirinho que você tem na nuca. Único. Seu; Gosto de esperar pela mensagem de cada manhã, e pelo riso de menino que fecha meu dia com chave-de-ouro.
Sou uma mulher apaixonadinha, confesso.
Hoje, eu te olho e agradeço tanto à Deus, aos anjos que torceram por nós, a tudo que conspirou a nosso favor. Sorrio sozinha ao lembrar de você, acho tão clichê isso de ' penso em você toda hora', mas o que se há de fazer se é verdade.
Eu que fiz minhas malas tantas vezes e ameacei subir no trem, hoje só penso em fazer as minhas malas pra desfazê-la junto com a tua num lugar só nosso, entende?
Pensei ser impossivel sentir o que eu estou sentido agora: paz, muita paz, confiança no olhar, segurança no abraço. E suspirar com os pés no chão e a alma voando.
Você é lindo. E o melhor de tudo: é meu.

domingo, 24 de junho de 2012

- Ele me dizia que tinha medo do modo como eu o olhava, como era mesmo o que falava, hum…”Você é intensa demais, se eu te amasse com esse seu calor todo estavamos feito, você me olha como se quisesse me pegar pra você…” Talvez fosse isso mesmo, eu queria ele todo pra mim, mas eu era jovem demais pra entender a vida. Ah... tempos em que eu amava sim e daí? Hoje eu guardo, guardo tudo, amor e tudo mais da familia. Parece tão covarde não acha Alice? Esconder que se ama, e amar muito mesmo assim. - Diz Katherine olhando uma foto.
- Ah Kathy, o que eu posso te dizer, faz tanto tempo, e você não me ouve em nada. - Alice responde calma e doce.
- Não diga nada Alice, vou continuar sem te ouvir. Você sabe. - (r.b)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu quero um mundo humano.

O mundo chega como um ladrão e rouba sua inocência no momento em que o balanço de árvore mais parecia divertido, ele te oferece um frio na barriga e te promete que o sorriso será continuo e infinito, e ainda de quebra ele te olho de canto de olho e diz: "vem, vem, não tem preço"
O mundo te oferece cor, mas te rouba o brilho. E é nesse mundão minha querida, que o amor se perde. Se banaliza. É nesse mundo cheio de tantas mentes brilhantes, idéias alucinantes, desejos sem limites, que a empatia morre sem hesitar, o carinho é qualquer coisa menos o carinho, olho-no-olho-é-olho-em-tudo-menos-no-olho. A palavra fácil não é pensada. A dor é algo normal, costumeiro, corriqueiro. A luta contra a dor virou algo ridicularizado ( Para que lutar? Sofrer é normal, todos sofrem!) A chuva no nordeste nunca vem, e a corrupção nunca vai. Você acorda e não abre a janela, não abre sorriso, não abre o coração. Coração? Hum... acho que já ouvi falar mas não consigo me lembrar nesse momento o que é... calma, vou lembrar, só mais um minuto, vou lembrar...
Achei bonito o menino que ajudou  a senhorinha a atravessar a rua, mas achei estranho quando ele foi rapidamente embora levando as coisas dela em suas mãos. Achei interessante os projetos que ouvi na TV, decidi votar, confiar, mas até hoje nada aconteceu, será que ele se esqueceu? Esqueceu das escolas? Dos hospitais? Da fome? Do que eles lembram? Hein?
E no achismo o eu te amo verdadeiro acabou não sendo dito, acabou sendo engolido, engasgado, morreu. No achismo, a culpa é do vizinho, do colega, do fulano, ciclano, minha... minha? NÃO NÃO NÃO. A culpa nunca é minha, nunca é sua, nunca é de ninguém.
O mundo vem, leva teu sono, te oferece uma festa de vinte e quatro horas, e te esquece lá, no salão, dançando sem rumo e perdido, sem dinheiro pro táxi, ou pra comida.
O que estão fazendo com o amor? Com o meu amor? Com aquele que eu aprendi... eu ainda confio nele, acredito, não quero ser deixada em uma festinha qualquer sem dinheiro para voltar para casa.
Eu quero amor! Eu quero compaixão! Eu quero que aquele homenzinho já com muitas primaveras, consiga saúde pública decente. Eu quero olho no olho, e abraço. Eu quero chuva pro nordeste. Eu quero muito que minhas palavras valessem algo, e que não fossem ridicularizadas com o mundo em um riso alto e sarcástico, porque ninguém liga para ninguém, só para si mesmo.
Eu quero o meu balanço na árvore de volta e o leite quente que minha mãe fazia antes de dormir. Eu quero amor, amor, amor, amor. Eu quero um mundo - HUMANO!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

E dedos, e língua e pernas...

Ele tinha uma pintinha entre o ombro e o comecinho do pescoço, no lado direito, e eu tinha vontade de lamber toda vez que olhava. Lado direito do sofá e esquerdo da cama. As mãos dele sabiam decor o contorno do meu corpo. Ouvia baixinho " senta aqui perto de mim benzinho" e eu me escorregava para perto dele. Ele distraído com a TV e eu perdida naquele corpo, olhos percorrendo centímetro a centímetro. Ele tem cheiro de banho gelado no calor.

As vezes, quase que em todas TPM's, tinha uma vontade incontrolável de perguntar se ele de fato me amava, o que significava todos aqueles olhares, e dedos, e língua, e pernas, e mãos no cabelo-segurando-o-rosto-e-percorrendo-exatamente-por-todo-o-corpo-até-os-dedinhos-preferidos-dos-pés, as palavras, o fogo, a respiração... Mas bastava ele me beijar em meio a alguma música em que estivesse cantarolando para mim, ou então o jeito de rir  querendo me roubar aquele sorriso que ninguém nunca viu, e ele sabia que era dele aquele sorriso, sorriso de alma, me entende? Aquele que mesmo que você não queira que escape, ele escapa. Escapa porque tem cheiro de paz por ali, escapa porque não há jeito melhor de fazer amor, escapa porque está chovendo lá fora, mas acabamos de tomar banho aqui dentro, e o cheiro dele está no meu corpo, escapa porque ele faz palhaçadas para eu rir, e eu rio, até doer a barriga. Bastava o sorriso para eu ter certeza do amor. Ele olha no espelho e arruma o cabelo, e depois olha para mim para se certificar de que eu estou olhando para ele.

Passou tanto tempo. Caímos tanto. Chorei muito. E no colo dele sempre encontrei refúgio. Temos tantos dias de hoje. Os de ontem ficou rabiscado em algum rascunho que eu perdi na mudança quando trocamos a mobília. Era um teste. Test drive da felicidade. Uns reparos aqui, outros acolá. E pronto. Ajustes feito, batida e medida perfeitas. Em CAPS LOCK eu sorrio e seguro as mãos dele. Ele me puxa me beija e não diz nada. Sussurro algo como: Você tem noção do quanto eu gosto de você? Ele sorri meio torto gostando da pergunta que tanto afirma, sorri pros meus olhos aflitos e responde: Você ainda pergunta?!

Mãos e pernas dadas. Olhares misturados. Cheiros não se sabe mais qual é de qual. O que se sabe é: Coração dele nela e o dela nele. O para sempre? Claro que existe. Sorrio boba, olhando o homem mais lindo do mundo. Meu homem.