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domingo, 15 de julho de 2012

Um muro bem alto.

- Eu queria que ele sentisse uma loucura por mim. Eu sou louca por ele. Queria mesmo que ele soubesse o que é isso. - Camile fala, olhando o céu azul clarinho, em meio as cortinas que dançavam com o vento.
- As cosias não são assim Camile. - Sussurra Anne, abaixando a cabeça.
- Eu sei. Eu juro que sei. Mas não consigo aceitar... Deixa isso pra lá. Me fala de você Anne, quantos dias faz mesmo que não nos falamos? - (Risos) Fazia algumas horas que não se falavam.
- Eu? Eu me sinto vazia. Nunca pensei que Sérgio pudesse fazer tanta falta. Eu não sei ao certo o que sinto por ele Camile, mas eu sinto. Hoje? Hoje, eu sinto muito, por ele ter quisto assim. Distância. Fim. 
- Acho que nunca vou entender o por que precisa ser tão complicado isso tudo.
- Sempre queremos mais Camile. Sempre queremos mais. Veja você.Você tem Augusto. Ele é seu. Mas você não quer só isso. Você quer sentir amor desenfreado. Amor de contos literários. Eu não. Eu só queria a presença dele. Aqui. Agora.
- Amor de contos não. Só queria mostrar ao Augusto que eu não vou embora. Nunca. Jamais. É como se ele tivesse construído um muro bem alto, colocado um guarda no portão e passado a seguinte instrução: "Amor? Amor não passa pro lado de cá, entendeu? Tudo o mais você pode permitir chegar até mim, amor não. A-M-O-R-N-Ã-O." E então como faço? Contrato uma gangue do bairro ao lado para implantarem bombas em volta do muro? Ou eu poderia subornar o guarda? E então olhando ele, tão doce mas tão anti-tudooqueeusinto, e sentindo aqueles braços feitos sob medida ao meu corpo, eu não faço nada. Nada. Só rezo baixinho: "Me deixa entrar, me deixa entrar...
- R,b



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