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terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu quero um mundo humano.

O mundo chega como um ladrão e rouba sua inocência no momento em que o balanço de árvore mais parecia divertido, ele te oferece um frio na barriga e te promete que o sorriso será continuo e infinito, e ainda de quebra ele te olho de canto de olho e diz: "vem, vem, não tem preço"
O mundo te oferece cor, mas te rouba o brilho. E é nesse mundão minha querida, que o amor se perde. Se banaliza. É nesse mundo cheio de tantas mentes brilhantes, idéias alucinantes, desejos sem limites, que a empatia morre sem hesitar, o carinho é qualquer coisa menos o carinho, olho-no-olho-é-olho-em-tudo-menos-no-olho. A palavra fácil não é pensada. A dor é algo normal, costumeiro, corriqueiro. A luta contra a dor virou algo ridicularizado ( Para que lutar? Sofrer é normal, todos sofrem!) A chuva no nordeste nunca vem, e a corrupção nunca vai. Você acorda e não abre a janela, não abre sorriso, não abre o coração. Coração? Hum... acho que já ouvi falar mas não consigo me lembrar nesse momento o que é... calma, vou lembrar, só mais um minuto, vou lembrar...
Achei bonito o menino que ajudou  a senhorinha a atravessar a rua, mas achei estranho quando ele foi rapidamente embora levando as coisas dela em suas mãos. Achei interessante os projetos que ouvi na TV, decidi votar, confiar, mas até hoje nada aconteceu, será que ele se esqueceu? Esqueceu das escolas? Dos hospitais? Da fome? Do que eles lembram? Hein?
E no achismo o eu te amo verdadeiro acabou não sendo dito, acabou sendo engolido, engasgado, morreu. No achismo, a culpa é do vizinho, do colega, do fulano, ciclano, minha... minha? NÃO NÃO NÃO. A culpa nunca é minha, nunca é sua, nunca é de ninguém.
O mundo vem, leva teu sono, te oferece uma festa de vinte e quatro horas, e te esquece lá, no salão, dançando sem rumo e perdido, sem dinheiro pro táxi, ou pra comida.
O que estão fazendo com o amor? Com o meu amor? Com aquele que eu aprendi... eu ainda confio nele, acredito, não quero ser deixada em uma festinha qualquer sem dinheiro para voltar para casa.
Eu quero amor! Eu quero compaixão! Eu quero que aquele homenzinho já com muitas primaveras, consiga saúde pública decente. Eu quero olho no olho, e abraço. Eu quero chuva pro nordeste. Eu quero muito que minhas palavras valessem algo, e que não fossem ridicularizadas com o mundo em um riso alto e sarcástico, porque ninguém liga para ninguém, só para si mesmo.
Eu quero o meu balanço na árvore de volta e o leite quente que minha mãe fazia antes de dormir. Eu quero amor, amor, amor, amor. Eu quero um mundo - HUMANO!

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