Aquele inverno foi o mais feliz e quente que já vivi. Regado de "eu te amo" baixinho no ouvido e olhares demorados.
Você sempre soube como me tocar. Incrivel. Único. E ao contrario de tudo que eu já havia vivido, à você eu respondia.
Olhar, sorriso, palavra, silêncio, mão-na-mão, coração-no-coração, nua...Foi tão rápido e tão mágico que não me dei conta, e quando percebi a primeira lágrima de saudade apertada, ah! você já estava aqui dentro.
Me lembro do teu jeito. Se eu pudesse escolher ainda assim escolheria você.
Parei de escrever um momento, e ao som de Khorus, me lembrei da tua mão inocente percorrendo meu corpo - puro. E seu.Me recuso aceitar que entendi errado, que nos meus tantos exageros você foi mais um. Não. Você é o meu exagero, exagero de carinho, do dia em que me deitei no seu colo e fiquei olhando o céu.
Eu sei que nunca mais vamos viver isso. Nunca mais. E hora dói assumir isso, hora é uma delicia saber que eramos um do outro sem saber.
Sem saber, sem querer, sem aceitar, sem enxergar.
Nosso erro foi não termos nos enxergados à tempo. Ou ainda há tempo?
Foi um inverno de flores e sóis. Um inverno de lua cheia, e céu pintado de estrelas.
Ainda, as vezes, me pego olhando o céu e procurando a estrelinha que você batizou com meu nome. Então, nesse momento, sinto algumas lágrimas cairem, não sei ao certo dizer se tristeza, saudade, ou felicidade.
Contra o peito as minhas mãos fortes, fazendo força, muita força. Tentando sentir algo de novo aqui dentro. Sorrio irônicamente, sozinha, assumindo aos poucos para não fazer barulho na Terra, eu ainda amo você, do mesmo jeito, e não é só pela estrelinha que eu procuro...Procuro nosso encanto que ficou sozinho sentado no banco de alguma praça.
...Um dia ele há de nos re-encontrar.
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