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segunda-feira, 11 de julho de 2011


E penso: "Mas que inferno, eu aqui pensando nele de novo pela milésima vez no dia. E ele? Ora, pensando qualquer outra coisa que foge do meu mundo. Não! Outro texto para ele não! Falar do jeito dele, e de como ele é lindo com aquele shorts de tecido molinho, e falar do olhar e de todo esse blá blá blá do amor, de novo não!."
E sinto uma raiva danada de mim, por lembrar de você quando tenho reuniões importantes na empresa, e lembrar de você quando chego em casa e ligo o rádio, e lembrar de você quando quero um refúgio para terminar o dia, com gosto de "valeu a pena mais uma vez". E lembrar de você quando quero cuspir palavras, falar o que sinto, escrever, e lembrar de você quando não quero escrever de você. Mas tudo soa mais fácil, e mais leve com voce, e me dá uma alegria absurda lembrar do cheirinho bom que você tem, e um tesão imenso de lembrar de você desfilando na minha frente na sala de estar, uma vontade de te puxar pela gola da camiseta e sussurrar no seu ouvido "É assim que eu quero, bem perto, entende? E tudo fica à vontade quando você está, fica até mais seguro. E a minha facilidade em escrever você e você e você diversas vezes no mesmo parágrafo. Porque qualquer um pode descobrir quem faz minhas pernas tremerem e essas coisas de adolescente apaixonhadinha:  Você.

Ramos, B.

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