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domingo, 10 de julho de 2011

E foi então que percebi que você realmente não me amava.
Porque já havia amado antes, bem antes. Outro alguém.
E me doeu tanto.
Mas aos poucos no lugar da dor foi aparecendo um consolo triste. Porém real.
Eu havia tido todos esses ultimos anos, seu carinho, sua atenção na medida do possivel, alguns sorrisos, poucos abraços - quentes, ouvido seus planos e te contado os meus. Mas amor, amor mesmo, que advém da amizade, amor por amor e mais nada, esse não tinha não.
Descobri que eu era um tipo de conforto à você. Uma presença certa, de todas as horas. Era para você uma palavra cuidadosa, um olhar apaixonante, uma certeza de sim sempre. Alguém para recorrer, para compartilhar, esquecer d’outros problemas e d’outras dores.
Nessas descobertas, chorei muito. E pedi uma única coisa para Deus, que jamais me desse um conforto assim. Pois eu preferia passar a vida toda te amando sem ser amada, do que ter outro alguém do meu lado tendo a certeza de nunca amá-lo, e compartilhando coisas com ele, eu aqui e ele lá do outro lado do muro, para que nunca os corações se encontrassem, até porque o amor já havia acontecido para mim.
Contraditório não acha? Quero ser o seu conforto para sempre. O seu conforto. A sua resposta de sim-o-amor-existe-ta-vendo-ela-me-ama-tanto-mas-eu-já-amei-outra-pessoa-não-posso-amar-de-novo-não.Quero ser o que sobrou para mim, carregando a culpa de ter chegado atrasada em sua vida.

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