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sábado, 7 de maio de 2011

Amar sem reservas.

Só Deus sabe o quanto te amaria se você deixasse
Mas eu não posso alcançar tudo ♪



        A verdade é que eu tentava de segundo em segundo mostrar pra ele o quanto a gente tinha tudo pra dar certo juntos. Tentava mostrar que as mãos dele tinham sido desenhadas para encaixe nas minhas. Que os olhos dele conseguia me ler por inteira. Que a gente ria juntos. Conversava tanto. Se desejava muito. Eu o amava.
       Pois é, leu bem as ultimas palavras aí né meu caro, eu o amava - sozinha.
Sim, eu amo sozinha. Talvez, há alguns anos atrás se eu soubesse da força de mulher que precisa ser para encarar o mundo e viver o amor, eu teria escolhido ter sido apenas uma menininha que brinca de bonecas. Talvez ainda, eu teria escolhido o mesmo caminho: Amar sem reservas.
       Ele? Ah, ele é milimetricamente perfeito. Um olhar hipinotizante, corpo quente, entende de matemática, tecnologias e modernidades, bolsa de valores, de como fazer sorrir, de como fazer o bem...Entende tanto de tudo. Ele gosta de verde, a cor da esperança - minha fiel e atormentadora acompanhante de noites frias, chocolate quente, filmes patéticos e afins - Mas... ele não me ama. É, ele não me ama nem um pouquinho, nem por um segundo, nem uma pequena fatia de bolo, nem por um banho quente no final do dia. Não.
       Eu nunca cobrei amor dele. Nunca pedi. Nunca pedi calor, mas quis tanto aquecê-lo. Quis ligar e perguntar sobre o dia. Quis abraçar - assim de repente - aquele abraço apertado, que a gente dá no outro para se refugiar ou ser refúgio. Eu quis amar ele, com toda a minha força. E amei. Um amor calado, sufocado, esmagado. Mas consegui manter a pose de mulher forte.

       O que eu queria mesmo é fazer por ele. Mas ele não me deixa. E aí me dá um medo danado de ser espontânea, uma dor de soco na boca do estômago, de  não me conter e abraçá-lo, e sussurrar baixinho qualquer bobagem gostosa de ouvir. Me dá medo porque eu nunca sei quando ele vai me interpretar como a idiota apaixonada.
       E eu não quero ser a idiotinha apaixonada. Eu quero ser o ponto final da noite dele, sabendo que fui o motivo das aspas: " Bom dia querida". Eu quero ser a tradução de confiança e companheirismo. Quero ser qualquer coisa boa que ele possa me dar, mas que essa qualquer coisa seja a melhor e exclusiva que ele possa ser pra mim. Ah, e quero que ele sinta muito prazer nisso.
                              Quero poder ama-lo sem medo.

"Hey me deixe te amar vai? Aceite essa coisa imensa e quente, que está me sufocando, querendo pular nos teus braços. Me deixe te ensinar o que é amor da minha forma.
Sim, é de amor que eu estou falando, aquilo que transborda em mim e que você nega tanto ."

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