sábado, 26 de março de 2011
Penso comigo que isso sim é a etermidade de algo
Oito anos antes, conhecera o homem da sua vida.Mas não bastou que ela o reconhecesse como tal. Uma relação é uma via de mão dupla, sendo assim era preciso que ele a visse como a mulher da sua vida também.
Mas ele já tinha visto isso em outra que o machucou, e não quis mais saber da "coisa". Essa coisa de dentro que toma conta, que faz sorrir feito bobos, que gela a barriga, estremece as pernas e ainda declara: Eu amo você!. Ele tomou gosto por si, só por si.
Ela por sua vez, via nele doçura infinita, e realmente havia - escondida - ela enxergava uma mistura de homem inteligente com garoto pedindo colo. Não consigo entender a origem de tanto amor.Mas, aconteceu. Da maneira mais intensa e avassaladora que pudesse acontecer. Com direito à cartas enviadas pelo correio, sorrisos, olhares falantes da alma, timidez certa de quem se apaixona, entre abraço e outro, pronto, o amor já havia entrado no peito, e se esparramado na cama, recusando sair, mesmo que um pouqinho. Mãos - dadas, o entrelaçar simples dos dedos a encantava. Era como se ele tivesse ganhado um manual de instruções sobre ela.
Ele também não resistiu ao encanto dela. E digo mais, está para nascer menina mais doce. Ele era bonito, alto, pele morena, de cabelos macios, - e de um cheiro nunca sentido antes - era forte. Havia palavras fáceis, como se desejavam estar juntos por uma eternidade, ou quase isso.
Havia um brilho naqueles dois, que puxava os olhos de quem estivesse perto em direção à eles. Eles sabia do encanto. Ela guardava tudo o que podia, palavras, músicas acústicas, sussuradas ao pé d'ouvido, "eu te amos" em vários idiomas, cheiros, bilhetes, e tudo mais que podia, guardava no peito, e empurrava os para baixo para que coubesse mais.
Nele havia medo. Medo de cair de novo, sofrer de novo. Mas ele a amava.
Junto aos dois houve também algumas decepcões de ambas as partes.
Mas alguma força, talvez não amor, nem paixão, nem tesão, uma força ainda não listada no dicionário, talvez esta os mantessem um ao lado do outro. Juntos!
Faziam amor com pureza, conversavam como se fossem amigos de infância.
Por ele passaram outras mulheres, mais bonitas, mas não mais quente e interessante do que ela.
O tempo fez com que junto à tanto amor, a dor aparecesse também. Vi a menina chorar tantas vezes. Nunca tive dó, Deus me livre de sentir dó e de que sintam isso de mim. Mas cortava o coração vendo ela amar tanto alguem, que estava abrindo mão dela. Isso! Ele passou à abrir mão dela. A desejar em primeiro lugar tantas outras coisas, e ela? Ah, ela vinha depois se desse tempo, se tivesse um lugar . Mas sempre tinha, tempo e lugar. Talvez não os melhores, mas o amor faz isso também: coloca a própria pessoa em segundo lugar, fazendo com que ela aceite com sorriso nos lábios, o pouco que poderá receber. Ela ouviu muitas palavras duras. As vezes soava engraçado, ela dizia palavras doces e recebias correções de comportamento, e criticas do gênero, me perguntei muitas vezes, se esse não era o novo método de amor da parte dele. Porém, nunca consegui me responder.
Mas ela ainda insistia. - anos se passando - e ela o desejando como nunca. Ele à queria longe, e muito perto. Não havia modo de entender aqueles dois. Feitos um para o outro, mas com realidades tão tortas e diferentes.
Hoje ela têm 25 anos. Mais linda do que nunca. Mulher. Ele? Um homem lindo de 25 anos também. Eles se veêm as vezes. O encanto parece permanecer intacto pra ela. Ele a deseja agora bem mais que antes.
No stress e correria entre trabalho, estudos e afins, marcam de se encontrar na mesma pracinha de quando tinham dezessete anos, e depois vão juntos à um lugar falar da vida baixinho, e sussurrar palavras como: Senti sua falta por esses dias, que vontade que eu estou de você...
Penso comigo que isso sim é a etermidade de algo, o contorno que o sentimento - seja ele qual for- faz nos contras que a vida apresenta, o impulso de coragem do sentimento, do querer, ao enfrentar o destino e suas circunstâncias, penso mais, que talvez o destino seja esse, sim, o ficar junto à alguem eternamente, criando maneiras para permancerem perto um do outro, mesmo quando tudo parece estar acabando. - (Ramos, Bruna)
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