Rock lento tocando no rádio, um copo de uísque na mão, sentada no chão do quarto, janela aberta, namorava a lua que se exibia grande, iluminada por entre as cortinas.O chão gélido em contradição com o calor do corpo.
Deito a cabeça na beirada da cama, e em meio a um gole e outro o uísque desce queimando os resíduos de magoa, rancor, dor que sobrara aqui dentro. Me lembro de como ando me sentindo, e num impulso passo minha mão em meu rosto tentando resgatar o prazer dos seus dedos em mim, impossível, nada consegue te alcançar. No refrão o cantor diz algo sobre "i wish you were here", não consigo me lembrar da música agora, me encontro ainda um pouco embriagada, mas sei que eu gosto, e especialmente essa parte nos diz tanto, não é mesmo? Um sorriso nasce em meus lábios quando em segundos de delírios enxergo teu olhar entrar no meu. Você foi embora, e não me deixou dizer o que eu precisava, eu que mesmo sabendo das possibilidades, nunca acreditei no nosso fim. Você foi embora dizendo que voltaria logo, mas cadê você agora? Te ligo e te imploro um refugio para o meu refugio. Molho a ponta do dedo na bebida e escrevo teu nome no chão, depois de tanto tempo deixo cair algumas lágrimas, te ligo de novo e você pensativo sussurra que foi por isso que precisou ir embora: minha intensidade. Mas me diz, como faz para não ser intensa? Me diz e eu faço. Volto meu olhar para a lua que não foi embora, e continua iluminando ruas escuras, casas abandonadas, jovens voltando das festas, pais de famílias voltando para casa após seus turnos, e eu... eu aqui deitada no chão do quarto esperando você voltar. Disco seu numero, e ligo outra vez, dessa vez de verdade, porque todas as outras foram só um outro delírio inconsciente... Ligo e você atende sussurrando " Estou chegando ". Você sempre chega e nunca se vai. Sempre se vai e me deixa atordoada de desejo em meio ao um medo agoniante: Será que volta? E você smepre volta, me pega, me beija, te sinto dentro - corpo e alma - me nega amor me amando tanto. Sorrio suave confusa entendendo você e seu tudo.
Seu corpo dá um choque no meu.
Você me olha e fala baixinho: "Pensou mesmo que eu não voltaria, bobinha?" Afundo meu rosto em seu peito e permaneço em silêncio, você afaga meus cabelos e diz: Me segure firme, não me deixe ir embora nunca mais.
Seu corpo dá um choque no meu.
Você me olha e fala baixinho: "Pensou mesmo que eu não voltaria, bobinha?" Afundo meu rosto em seu peito e permaneço em silêncio, você afaga meus cabelos e diz: Me segure firme, não me deixe ir embora nunca mais.
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