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quarta-feira, 6 de março de 2013

Vidas roubadas


A pressa de ser, ter e estar toma conta de nós, não quero generalizar, falo pelo que vejo da maioria. O stress muitas vezes não deixa que as boas energias tomem conta de nós, e ainda ousamos em perguntar: Mas que raio de boas energias? Onde elas estão?
O orgulho e a insegurança não deixam que aquela palavra sentada na ponta da língua escape.  Culpamos a falta de tempo, culpamos a falta de jeito, culpamos a falta de qualquer coisa na infância e ou adolescência , para agirmos assim no “hoje”. Nos classificamos modernos e adultos demais para sentir. Sentir é algo ultrapassado.

A morte chega como um ladrão, roubando o tesouro mais valioso de nós: a vida. Talvez o único tesouro que realmente mereça atenção, esforços e cuidados.
Hoje quando vi no noticiário a morte do cantor e compositor Chorão uma onda de inconformidade passou por mim, não só pelo fato de gostar de seu trabalho, ou pelo fato de se tratar de uma celebridade, sabemos que pessoas morrem a cada minuto. Mas especialmente hoje, este triste fato me chamou atenção, o cara que falava de amor e outros sentimentos da vida se foi.

E então me pergunto, era realmente sua hora, ou a falta de algo adiantou essa ida? O que leva uma pessoa que encanta com palavras e melodias a tomar atitudes contraditórias e autodestrutivas?

Não quero com esse texto discutir possíveis causas da morte de Chorão, nem mesmo se foi um fato fulminante ou se houve um causador.
Quero apenas chamar atenção, de quem está aqui, neste mundo louco... É hora de olhar para o lado e dar valor a quem está com você nessa caminhada, é hora de olhar no espelho e enxergar a pessoa mais importante e mais linda que existe, é hora de lutar pelo que quer, e saber que é no hoje que as boas energias precisam nos inundar, amanhã é longe demais para nos sentirmos bem.  Pois quando somos roubados, ou quando roubam alguém de nós, não há mais nada a ser feito.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tudo vai ficar bem[?]


Ninguém nos conta como é ser gente grande, e você passa a infância e a adolescência toda querendo crescer. E quando você esta lá, é você apenas... Sua mãe não vai estar no portão da escola te esperando com um sorriso enorme e de braços abertos. E quando algo dói você não poder chorar, não na frente dos outros. Você tem que subir no salto e manter a voz baixa mesmo quando se quer gritar, gritar muito. 
Hoje eu só queria sentar no balanço do parquinho e esquecer do mundo. Só por hoje eu queria sair pro 'recreio' e brincar de esconde-esconde, e então me esconder em um abraço bem quente, ouvindo dizer que tudo vai ficar bem!

domingo, 29 de julho de 2012

Fez meu coração dar saltinhos de alegria.

Sempre escondi de você o que eu sentia. Sempre fui embora pra casa com zilhões de palavras entaladas na garganta. Sempre desviei o olhar pra você não enxergar o que se passava aqui dentro. Tanta coisa boa e tanto entulho também: medos, quedas, frio... 
Escrevo pra não enlouquecer, escrevo pra não te enlouquecer.
Talvez você nunca saiba ou talvez eu te ligue daqui a cinco segundos chorando, o choro que eu engoli pra poder sorrir pra você. E talvez nesse telefonema eu te conte que te amo, mesmo você tendo muito medo de me ouvir dizer isso outra vez. Mais do que medo de ouvir, você tem medo de dizer. Não, você não pode dizer 'eu te amo', você não pode sentir o amor. O amor imenso que eu sinto por você, eu engulo todos os dias.
Eu não vou te ligar, eu vou escrever, outra vez. Eu não vou te ligar, eu vou suspirar fundo, aliviando o vulcão dentro do meu peito. O vulcão de gelo. Que derrete um pouquinho cada vez que você me beija.
Eu não vou te ligar, eu vou ir até sua casa, olhar teus olhos mansos, beijar teus lábios e te abraçar forte. Queria que você soubesse que eu jamais iria embora, que não importa o que estamos fazendo, com você é sempre a melhor coisa do mundo. Queria que você soubesse que tento parecer durona, mas isso é só pose e medo de sentir meu coração sangrar outra vez. Só que por você eu desço do salto, desfaço a pose e engulo meus medos... Por você eu quis entrar nessa loucura toda que é o amor. Por você eu andei com os pés descalços no asfalto à 40°C. Por você eu paguei pra ver e ganhei. Porque eu ganho todas as vezes que você sorri desarmado pra mim, eu ganho todas as vezes que você deita do meu lado e me abraça, eu ganho todas as vezes que você me olha, e faz meu coração dar saltinhos de alegria.
Esse texto era só pra te dizer que eu te amo, eu te amo tanto. Não sei como isso pode acontecer tão forte assim. Acho que me perdi em você quando te conheci. Me perdi no seu encanto, me perdi no seu cheiro, no seu jeito, e foi assim que me encontrei. Ei, olha pra mim, um instante: Eu não vou a nenhum lugar sem você. Ei, escute o que meu coração está gritando pra você, eu te amo e sei que você também.

domingo, 15 de julho de 2012

Um muro bem alto.

- Eu queria que ele sentisse uma loucura por mim. Eu sou louca por ele. Queria mesmo que ele soubesse o que é isso. - Camile fala, olhando o céu azul clarinho, em meio as cortinas que dançavam com o vento.
- As cosias não são assim Camile. - Sussurra Anne, abaixando a cabeça.
- Eu sei. Eu juro que sei. Mas não consigo aceitar... Deixa isso pra lá. Me fala de você Anne, quantos dias faz mesmo que não nos falamos? - (Risos) Fazia algumas horas que não se falavam.
- Eu? Eu me sinto vazia. Nunca pensei que Sérgio pudesse fazer tanta falta. Eu não sei ao certo o que sinto por ele Camile, mas eu sinto. Hoje? Hoje, eu sinto muito, por ele ter quisto assim. Distância. Fim. 
- Acho que nunca vou entender o por que precisa ser tão complicado isso tudo.
- Sempre queremos mais Camile. Sempre queremos mais. Veja você.Você tem Augusto. Ele é seu. Mas você não quer só isso. Você quer sentir amor desenfreado. Amor de contos literários. Eu não. Eu só queria a presença dele. Aqui. Agora.
- Amor de contos não. Só queria mostrar ao Augusto que eu não vou embora. Nunca. Jamais. É como se ele tivesse construído um muro bem alto, colocado um guarda no portão e passado a seguinte instrução: "Amor? Amor não passa pro lado de cá, entendeu? Tudo o mais você pode permitir chegar até mim, amor não. A-M-O-R-N-Ã-O." E então como faço? Contrato uma gangue do bairro ao lado para implantarem bombas em volta do muro? Ou eu poderia subornar o guarda? E então olhando ele, tão doce mas tão anti-tudooqueeusinto, e sentindo aqueles braços feitos sob medida ao meu corpo, eu não faço nada. Nada. Só rezo baixinho: "Me deixa entrar, me deixa entrar...
- R,b



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sempre você.



Lá fora o céu era de um azul incrível, janela aberta e o vento calmo, delicado. Uma música tocava baixinho no rádio, eu não conseguia ouvir a letra, mas a melodia me acalmava de tal forma que eu sorri sozinha, de paz. Senti vontade de te ver naquele momento, mas ainda era começo da semana, e o sábado nem havia acordado. Suspirei. Sorri de novo. E desejei você por toda a vida. 
Eu gosto de você porque você é o cara inteligente, que sabe do que fala, mas você também é o menininho que me abraça e faz gracinhas para eu rir. Eu gosto de você porque você é homem quando eu preciso, mas é  um garotinho doce quando eu também preciso. E você sempre sabe de tudo. E mais do que entender de muitas coisas, você entende de mim. E não é de hoje. Você consegue ver dentro, coisas até que eu sempre escondi do mundo.
Eu escrevo, e sinto um nó na minha garganta que se forma e se desfaz em lágrimas de sossego. Meu coração se aquieta quando você está perto.
Queria te contar que meus pés são sempre 'uma pedra de gelo' mas o meu coração é quente, poderia derreter o teu. Mas tudo bem, sem palavras.
Nesse mundo louco, onde todos procuram felicidade fácil, eu procuro as tuas mãos, deslizo as minhas e encaixo os meus dedinhos entre os seus. Bom é saber que existem teus lábios, e eu viajo quando te beijo... Bom é saber que existe teus braços, teu peito, o teu abraço. Bom mesmo é saber que no meio da correria do dia-a-dia, e em meio as nossas lutas para construir um futuro melhor, ali, no meio, sorrindo para mim, existe você. Meu refúgio do mundo. Existe você, mostrando realidade quando eu preciso e sendo um príncipe, para nunca deixar de existir o encanto que eu sinto aqui dentro. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nunca pensei que pudesse ser assim: Paz!
Nunca imaginei que pudesse existir esse sentimento: Respiração leve, coração completo.
Foram tantos os atropelos, pés-pelas-mãos, tanto abraço doído e rápido, olhar de canto, noites ao som de 'stop crying your heart', e um pedido de que passasse se não desse para ser.
E hoje encontrar teu olhar fixo no meu, deitar no seu ombro e ter a certeza de que toda chuva passa, mas que o Sol permanece lá, inteiro, brilhante e único.
Eu que tanto esperei por você, hoje gosto da espera: gosto de te esperar tomar banho e ficar imaginando o cheiro de coisa boa que você tem, lembrar do cheirinho que você tem na nuca. Único. Seu; Gosto de esperar pela mensagem de cada manhã, e pelo riso de menino que fecha meu dia com chave-de-ouro.
Sou uma mulher apaixonadinha, confesso.
Hoje, eu te olho e agradeço tanto à Deus, aos anjos que torceram por nós, a tudo que conspirou a nosso favor. Sorrio sozinha ao lembrar de você, acho tão clichê isso de ' penso em você toda hora', mas o que se há de fazer se é verdade.
Eu que fiz minhas malas tantas vezes e ameacei subir no trem, hoje só penso em fazer as minhas malas pra desfazê-la junto com a tua num lugar só nosso, entende?
Pensei ser impossivel sentir o que eu estou sentido agora: paz, muita paz, confiança no olhar, segurança no abraço. E suspirar com os pés no chão e a alma voando.
Você é lindo. E o melhor de tudo: é meu.

domingo, 24 de junho de 2012

- Ele me dizia que tinha medo do modo como eu o olhava, como era mesmo o que falava, hum…”Você é intensa demais, se eu te amasse com esse seu calor todo estavamos feito, você me olha como se quisesse me pegar pra você…” Talvez fosse isso mesmo, eu queria ele todo pra mim, mas eu era jovem demais pra entender a vida. Ah... tempos em que eu amava sim e daí? Hoje eu guardo, guardo tudo, amor e tudo mais da familia. Parece tão covarde não acha Alice? Esconder que se ama, e amar muito mesmo assim. - Diz Katherine olhando uma foto.
- Ah Kathy, o que eu posso te dizer, faz tanto tempo, e você não me ouve em nada. - Alice responde calma e doce.
- Não diga nada Alice, vou continuar sem te ouvir. Você sabe. - (r.b)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu quero um mundo humano.

O mundo chega como um ladrão e rouba sua inocência no momento em que o balanço de árvore mais parecia divertido, ele te oferece um frio na barriga e te promete que o sorriso será continuo e infinito, e ainda de quebra ele te olho de canto de olho e diz: "vem, vem, não tem preço"
O mundo te oferece cor, mas te rouba o brilho. E é nesse mundão minha querida, que o amor se perde. Se banaliza. É nesse mundo cheio de tantas mentes brilhantes, idéias alucinantes, desejos sem limites, que a empatia morre sem hesitar, o carinho é qualquer coisa menos o carinho, olho-no-olho-é-olho-em-tudo-menos-no-olho. A palavra fácil não é pensada. A dor é algo normal, costumeiro, corriqueiro. A luta contra a dor virou algo ridicularizado ( Para que lutar? Sofrer é normal, todos sofrem!) A chuva no nordeste nunca vem, e a corrupção nunca vai. Você acorda e não abre a janela, não abre sorriso, não abre o coração. Coração? Hum... acho que já ouvi falar mas não consigo me lembrar nesse momento o que é... calma, vou lembrar, só mais um minuto, vou lembrar...
Achei bonito o menino que ajudou  a senhorinha a atravessar a rua, mas achei estranho quando ele foi rapidamente embora levando as coisas dela em suas mãos. Achei interessante os projetos que ouvi na TV, decidi votar, confiar, mas até hoje nada aconteceu, será que ele se esqueceu? Esqueceu das escolas? Dos hospitais? Da fome? Do que eles lembram? Hein?
E no achismo o eu te amo verdadeiro acabou não sendo dito, acabou sendo engolido, engasgado, morreu. No achismo, a culpa é do vizinho, do colega, do fulano, ciclano, minha... minha? NÃO NÃO NÃO. A culpa nunca é minha, nunca é sua, nunca é de ninguém.
O mundo vem, leva teu sono, te oferece uma festa de vinte e quatro horas, e te esquece lá, no salão, dançando sem rumo e perdido, sem dinheiro pro táxi, ou pra comida.
O que estão fazendo com o amor? Com o meu amor? Com aquele que eu aprendi... eu ainda confio nele, acredito, não quero ser deixada em uma festinha qualquer sem dinheiro para voltar para casa.
Eu quero amor! Eu quero compaixão! Eu quero que aquele homenzinho já com muitas primaveras, consiga saúde pública decente. Eu quero olho no olho, e abraço. Eu quero chuva pro nordeste. Eu quero muito que minhas palavras valessem algo, e que não fossem ridicularizadas com o mundo em um riso alto e sarcástico, porque ninguém liga para ninguém, só para si mesmo.
Eu quero o meu balanço na árvore de volta e o leite quente que minha mãe fazia antes de dormir. Eu quero amor, amor, amor, amor. Eu quero um mundo - HUMANO!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

E dedos, e língua e pernas...

Ele tinha uma pintinha entre o ombro e o comecinho do pescoço, no lado direito, e eu tinha vontade de lamber toda vez que olhava. Lado direito do sofá e esquerdo da cama. As mãos dele sabiam decor o contorno do meu corpo. Ouvia baixinho " senta aqui perto de mim benzinho" e eu me escorregava para perto dele. Ele distraído com a TV e eu perdida naquele corpo, olhos percorrendo centímetro a centímetro. Ele tem cheiro de banho gelado no calor.

As vezes, quase que em todas TPM's, tinha uma vontade incontrolável de perguntar se ele de fato me amava, o que significava todos aqueles olhares, e dedos, e língua, e pernas, e mãos no cabelo-segurando-o-rosto-e-percorrendo-exatamente-por-todo-o-corpo-até-os-dedinhos-preferidos-dos-pés, as palavras, o fogo, a respiração... Mas bastava ele me beijar em meio a alguma música em que estivesse cantarolando para mim, ou então o jeito de rir  querendo me roubar aquele sorriso que ninguém nunca viu, e ele sabia que era dele aquele sorriso, sorriso de alma, me entende? Aquele que mesmo que você não queira que escape, ele escapa. Escapa porque tem cheiro de paz por ali, escapa porque não há jeito melhor de fazer amor, escapa porque está chovendo lá fora, mas acabamos de tomar banho aqui dentro, e o cheiro dele está no meu corpo, escapa porque ele faz palhaçadas para eu rir, e eu rio, até doer a barriga. Bastava o sorriso para eu ter certeza do amor. Ele olha no espelho e arruma o cabelo, e depois olha para mim para se certificar de que eu estou olhando para ele.

Passou tanto tempo. Caímos tanto. Chorei muito. E no colo dele sempre encontrei refúgio. Temos tantos dias de hoje. Os de ontem ficou rabiscado em algum rascunho que eu perdi na mudança quando trocamos a mobília. Era um teste. Test drive da felicidade. Uns reparos aqui, outros acolá. E pronto. Ajustes feito, batida e medida perfeitas. Em CAPS LOCK eu sorrio e seguro as mãos dele. Ele me puxa me beija e não diz nada. Sussurro algo como: Você tem noção do quanto eu gosto de você? Ele sorri meio torto gostando da pergunta que tanto afirma, sorri pros meus olhos aflitos e responde: Você ainda pergunta?!

Mãos e pernas dadas. Olhares misturados. Cheiros não se sabe mais qual é de qual. O que se sabe é: Coração dele nela e o dela nele. O para sempre? Claro que existe. Sorrio boba, olhando o homem mais lindo do mundo. Meu homem.

sábado, 3 de dezembro de 2011

de tanto que você me tira do sério


Quando eu aperto os olhos e falo: "Eu não estou mais com graça!" Aqui dentro estou dizendo:" Se você falar isso mais uma vez eu não vou resistir, e vou te beijar inteiro, de tanto que você me tira do sério, de tanto que apesar dos pesares que a vida coloca por aí, por aqui, é sempre o seu cheiro de banho, de vida, que eu desejo encontrar no final do dia. E você me pergunta se eu nunca senti as pernas tremerem por você, e eu mudo de assunto olhando pro lado, para não assumir que isso acontece com frequência. Você brinca de esconde-esconde e eu sorrio com todos os músculos e partes do meu corpo. Não me lembro quando isso aconteceu, isso sabe? De se sentir melhor, mais leve, e por descuido acabar querendo a pessoa na sua vida para sempre. Mas eu sei que aconteceu, muito, e de verdade. E eu estou aqui com cara de boba agora, pensando em você, e rindo, lembrado de você imitando o a mulhersinha no rádio.
Tenho vontade de falar baixinho no seu ouvido: Me leva para sua casa agora, e faz o que você quiser. Porque não há mistura melhor que o meu corpo no seu corpo e o nosso cheiro de felicidade no final do dia.

domingo, 27 de novembro de 2011

Quando a vontade é do momento ser para sempre.


Passou a mão no meu queixo, olhando meus olhos e sorriu. Enrolou meus cabelos em seus dedos me puxou para perto e me beijou a boca. Nu. Corpo no corpo. E seu cheiro em mim por uma eternidade. Percorreu meu rosto com a pontinha dos dedos e esqueceu os olhos nos meus. Me protegeu em um abraço. Me falou do seu dia. Me contou seus projetos para daqui dez anos. E num impulso inconsciente, me imaginei deitada na cama do quarto da casa dele, da nossa casa.
Queria saber explicar. Mas quando eu estou com você eu não consigo. É, não consigo. Todos os porquês somem da minha cabeça, deve ser o seu cheiro, que toma conta de mim e me deixa embriagada de vontade de deitar no seu colo para sempre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Você é a minha festa.

"Como se pede para ele ficar para sempre do meu lado?"
Foi o que eu pensei quando ele saiu do banheiro com uma toalha branca enrolada na cintura. Desejei ser aquelas gotinhas de agua que rolavam suaves pelo seu corpo. Desejei ser aquela toalha. Desejei ser eu mesma e terminar todos os dias da minha vida sentada em seu colo, escutando ele falar baixinho em meu ouvido.
Ele sem saber, ou sabendo mais que qualquer um, era a atração da noite naquela festa. Falando de todos os assuntos, sorrindo, e minuto sim minuto não, me olhando, me pedindo para concordar.
Me lembro vagamente que a lua era cheia e as tantas estrelas no céu, pude perceber refletidas em seus olhos.
Pensei em chamá-lo pro cantinho e dizer: " Faz o que quiser comigo ".
Mas como uma sintonia de outro mundo, ele segurou nas pontinhas dos meus dedos enquanto as outras pessoas dançavam na pista, e me perguntou em um sussurro derretidamente firme (som esse que ecoa em meu ouvido até hoje, até agora): "Você é minha?"
Escorreguei minhas mãos em seu rosto e respondi em um sorrisinho estralado: "Sempre!"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A garantia do sim sempre

O telefone tocou.
- Hey, onde você está? Achei que estaria com ele hoje.
Sorri, sem-graça, e sem-saber-o-que-responder.
A verdade é que me achei egoista demais em te pedir pra ficar aí com você, e pelo menos só acompanhar teus movimentos. Ou dividir com você essa chuva que tem cheiro do seu cobertor, só porque o seu cobertor tem  o cheiro que me acalma.
Me achei egoísta, porque já havia passado o dia anterior compartilhando brincadeiras, olhares, e gestos com você.
Então não disse nada. Talvez porque você sempre pede, então se não pediu, não queria.
- É, muita chuva não é. Acho que vou ficar em casa hoje.
Respondi forçado. E desliguei.
Chorei um pouco, respirei fundo, e me achei egoísta de novo. Mas será?
Só queria um lugarsinho no lado direito da cama, ou esquerdo do sofá. Só queria a paz do teu olhar. Ou a sua inquietude tão quieta que me implora para que respeite a vontade involuntária de dentro de mim e fique do seu lado.
Preciso te dizer sobre ontem. Você estava lindo. De novo. Você sorriu desarmado e eu tive vontade de gritar que era aquele sorriso que eu queria encontrar nas minhas tardes daqui há dez anos, após um dia surrado e cansado de serviço. Você tocou meus cabelos com a pontinha dos dedos e eu sorri por dentro. E por fora. E sorri com todos os musculos do meu corpo. Meus olhos não me obedecem e querem olhar você a todo instante. Talvez eles estejam obedecendo o meu inconsciente, ou então eles estejam apaixonados por você. Você me tira do sério. E eu amo isso. Amo a pintinha que você tem na nuca também. Sejamos sinceros, eu sou a sua garantia. A garantia do sim sempre, você sabe. Mesmo lutando, fazendo as malas, ou negando, é pro seu colo que eu sempre desejo correr. Não se esqueça disso.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como faz?

Como faz? Pra que? Pra sorrir. Vem cá, eu te ensino. Tá, obrigada. Deu certo? Hum, acho que deu. Me explica o que ta sentindo pra ver se deu certo. To sentido um calorzinho no peito e vontade de sentir isso de novo. Acho que deu certo mesmo. Faz de novo? Tenta sozinha agora. Tá bom. E aí?. Não to conseguindo. Mas você precisa conseguir. Tá, vou tentar de novo. To esperando, capricha. Não, não dá, sorrir não é a mesma coisa sem você.

domingo, 25 de setembro de 2011


Digitei seu numero e quis te ligar, mas logo desisti, você devia estar fazendo algo mais importante do que ouvir eu te pedindo para me deixar gostar de você de novo. Seu cheiro estava no meu nariz, preso, respirei outros mil perfumes do armário para ver se você desaparecia de mim e só consegui uma tremenda dor de cabeça com isso. Seu cheiro ali, aqui, dentro. Digitei seu numero de novo e deixei chamar, você atendeu no terceiro toque, com certeza já havia visto meu nome na telinha do seu celular antes, mas você sempre gostou de me ver com aquele frio terrível na barriga. Você disse alô e eu respirei fundo.
-  Tudo bem?
- Tudo. Tudo ótimo. - Respondi.
- Precisa de alguma coisa?
- Não, só liguei para dizer que você deixou sua blusa de frio aqui, você pode precisar dela.
- Han.
Droga! Como eu ligo para você e falo da sua blusa de frio com o calor de dormir pelado que esta fazendo. Eu sabia exatamente a cara que você estava fazendo naquele momento, o desenho do seu sorriso, querendo rir, mas você sabia que eu estava nervosa o suficiente para você fazer brincadeiras do tipo.
- Preciso desligar.
- Mas já? - Você perguntou.
- Sim.
 Desliguei sem sequer ouvir o seu “tchau” baixinho de despedida, que você fala e espera um pouquinho antes de desligar, para ter certeza de que eu não vou falar mais nada. Era dez e meia da noite, e a pressão que você fazia em mim, a vontade de te abraçar e sem doçura beijar seu peito forte e largo era tão grande que eu não conseguia chorar pela besteira de ter te ligado, ou ainda, pela besteira de ter desligado na sua cara. Mas era tarde demais. Aprendi a ser orgulhosa com você. E meu orgulho jamais me deixaria te ligar outra vez.
O relógio marcou exatamente dez e quarenta e você buzinou no meu portão. Saí na porta.
- Entra, o portão está aberto. - Minha voz saia com dificuldade.
- Quantas vezes eu já te pedi para não deixar o portão aberto?. – Você disse em tom sério.
Eu sorri. A ultima vez que você esteve em casa, foi com lagrimas nos olhos que me deixou. Havíamos brigado feio. Dito coisas um para o outro que só diz quem se conhece demais. Lembro de você dizendo: ‘Não dá mais. Assim eu  não quero. E eu respondendo: É isso que você quer? Ok.” E me doeu toda por dentro me lembrar dessas palavras. Você entrou com receio, me olhando nos olhos. Fazia exatamente três semanas que não nos víamos, sua boca veio em direção da minha, e antes que nossos lábios se tocassem desviei beijando seu rosto.
- A blusa.
- Sim, a blusa.
- Está no seu quarto?
- Sim.
 Andamos em direção ao meu quarto, sua blusa estava lá, pendurada no encosto da cadeira como você havia deixado. Você parou na minha frente, se aproximou:
- O que aconteceu com a gente na ultima vez que te vi?.
- Isso nunca vai dar certo. – Respondi.
 Você me puxou pela cintura delicadamente, e disse:
- Pode dar certo.
- Não sei se acredito nisso mais.
- Eu sabia que você não voltaria atrás do que me disse, você não tem idéia de como tenho vivido essas três semanas. – Você disse me olhando nos olhos.
- Eu vi você com outra. – Tirei suas mãos da minha cintura e abaixei a cabeça.
- Eu tinha que tentar provar para mim que não preciso de você para viver.
- Isso é ridículo, não sei por que te liguei.
Silencio.
- Conseguiu o que queria?
- O que?
- Provar para você que não precisa de mim.
- Sim.
Você respondeu, e antes que continuasse eu interrompi.
- Que bom.
- Mas eu não quero.
- Não quer o que?
- Ficar sem você. Sem esse seu sorriso bobo quando me vê entrando pelo portão da sua casa. Não quero ficar sem sua voz nervosa ao telefone querendo só falar comigo, e inventando essas desculpas malucas como a blusa de frio. Risos. Ficar sem olhar seus olhos nas manhas de domingo e sentar no chão da sala comendo sucrilhos com leite e assistindo Gossip Girl, e aí você me olha e pergunta se eu amo você os personagens da serie se amam...Se você não tivesse me ligado eu teria vindo aqui, você sabe.
- Mentira. - Respondi rispidamente, tentando parecer fria.
- Seu e-mail.
- O que?
- Entra no seu e-mail, acredito que não tenha visto. Ou viu e não quis me responder.
 Me sentei, liguei o computador e abri meu e-mail. Seu nome em negrito na caixa de entrada fez meu coração disparar, enquanto o e-mail abria você brincava com as mechas do meu cabelo.

“ Eu não estou agüentando. Pensei em começar o e-mail com oi tudo bem?, mas não consigo dizer outra coisa que não seja: fica comigo. Posso ir amanha na sua casa? Sábado o nosso dia, não me deixe aqui sozinho no meio de tantas outras pessoas que só servem para me mostrar o quanto é sem  graça ficar sem você.”
Sexta – Feira, 21 de Outubro de 2011, às 2:00 am.

Me levantei lentamente, com lagrimas nos olhos, sem saber o que fazer. Você me abraçou e sussurrou no meu ouvido.
- Me beija?
 Selei seus lábios com os meus, te puxei firme contra o meu corpo, e respondi.
- Pra sempre.

domingo, 28 de agosto de 2011

Rock lento tocando no rádio, um copo de uísque na mão, sentada no chão do quarto, janela aberta, namorava a lua que se exibia grande, iluminada por entre as cortinas.O chão gélido em contradição com o calor do corpo.
Deito a cabeça na beirada da cama, e em meio a um gole e outro o uísque desce queimando os resíduos de magoa, rancor, dor que sobrara aqui dentro. Me lembro de como ando me sentindo, e num impulso passo minha mão em meu rosto tentando resgatar o prazer dos seus dedos em mim, impossível, nada consegue te alcançar. No refrão o cantor diz algo sobre "i wish you were here", não consigo me lembrar da música agora, me encontro ainda um pouco embriagada, mas sei que eu gosto, e especialmente essa parte nos diz tanto, não é mesmo? Um sorriso nasce em meus lábios quando em segundos de delírios enxergo teu olhar entrar no meu. Você foi embora, e não me deixou dizer o que eu precisava, eu que mesmo sabendo das possibilidades, nunca acreditei no nosso fim. Você foi embora dizendo que voltaria logo, mas cadê você agora? Te ligo e te imploro um refugio para o meu refugio. Molho a ponta do dedo na bebida e escrevo teu nome no chão, depois de tanto tempo deixo cair algumas lágrimas, te ligo de novo e você pensativo sussurra que foi por isso que precisou ir embora: minha intensidade. Mas me diz, como faz para não ser intensa? Me diz e eu faço. Volto meu olhar para a lua que não foi embora, e continua iluminando ruas escuras, casas abandonadas, jovens voltando das festas, pais de famílias voltando para casa após seus turnos, e eu... eu aqui deitada no chão do quarto esperando você voltar. Disco seu numero, e ligo outra vez, dessa vez de verdade, porque todas as outras foram só um outro delírio inconsciente... Ligo e você atende sussurrando " Estou chegando ". Você sempre chega e nunca se vai. Sempre se vai e me deixa atordoada de desejo em meio ao um medo agoniante: Será que volta? E você smepre volta, me pega, me beija, te sinto dentro - corpo e alma - me nega amor me amando tanto. Sorrio suave confusa entendendo você e seu tudo.
Seu corpo dá um choque no meu.
Você me olha e  fala baixinho: "Pensou mesmo que eu não voltaria, bobinha?" Afundo meu rosto em seu peito e permaneço em silêncio, você afaga meus cabelos e diz: Me segure firme, não me deixe ir embora nunca mais.

domingo, 7 de agosto de 2011

fujo de todas as regras

Levantou, apoiou o cotovelo sobre o encosto do banco, e olhou para mim. Deitou seu olhar em meus olhos por alguns segundos, e foi nesse instante que eu entendi o porque te amava, o porque das mãos geladas, pernas tremendo e friozinho na barriga, olhos brilhando, cartinhas traduzindo suspiros, projetos para o futuro…
Foi ali que eu desejei te pedir: “Espera, me espera!” Meu coração deu um salto, um grito abafado dizendo: Não vai sem mim não, hey, não quero ficar aqui sem você.
Você mexendo no cabelo, suas mãos quentes, suas palavras nada românticas, mas que quando você me olha, segura minha mão e diz, tudo fica tão delicado, tão doce, tão eu, tão nós. O nós, de dois anos atrás, se lembra? Eu me lembro. Me lembro tanto, posso até sussurrar baixinho no seu ouvido como você fazia comigo, talvez assim você se lembre do meu olhar de menina perdida, perdida nos teus braços.
Rezo baixinho, quase que uma atitude involuntária, pedindo que me veja, me sinta, e jamais duvide do meu amor por você. Que entenda que a vida apesar de boa coloca obstáculos para que possamos aprender e não nos fechar. Está bem, me desculpa, sei que há coisas que sentimos uma vez só na vida, claro que sei: esse meu amor por você, é só seu, ninguém mais será dono das minhas noites de insônia e dos meus sorrisos mais profundos, só você. É contraditório te pedir para tentar amar de novo, eu sei. Que pena. Que pena, que pena…
Então, me liga? Podemos tomar um vinho, uma cerveja, o que quiser. Então, me liga, pintei as unhas de vermelho, você gosta tanto…Ah, me liga vai? Passei em frente à sua loja preferida e não resisti, trouxe uma camiseta para você, to louca pra te ver com ela e poder tira-la. Ah, me chama, e eu to indo aí agora. Não precisa me amar não, mas aceite esse amor que eu sinto por você…quem sabe um dia você se esqueça do combinado de nunca mais amar, e reconheça que eu jamais te deixaria sozinho.
Ah,deixa pra lá, você não liga para palavras, você pensa que os sentimentos se vão e as palavras ficam ou vice-versa, algo assim, mas você se esquece de que eu sou um pouco extra terrestre, estranha, como quiser chamar, e fujo de todas as regras de casos de amor já vistos por aí.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O gosto de agosto.

       Calendário marcou primeiro de agosto. Escondi as malas, tranquei o guarda-roupa, pintei as paredes do quarto de verde erva-doce, abri as janelas para o sol entrar...
       No agosto passado nem ao menos tive tempo de me despedir.
       Quando cheguei em casa as roupas limpas não estavam mais penduradas no varal, corri para o quarto, tudo estava escuro, frio. Minhas flores murcharam no pote, deixando cair algumas pétalas sob nosso travesseiro no chão da sala. A televisão ligada, porém fora do ar.
       Me lembro nitidamente: corria de um lado para o outro. No banheiro não havia mais os rastros de quem sai molhado do chuveiro porque esqueceu a toalha – mais uma vez. Podia sentir ele ali, ouvir as gotas de água quente caindo no chão, mas era impossível agora, ouvir a voz dele pedindo, “ Pega a toalha para mim, esqueci ”. Consegui sorrir com a lembrança. Meu coração desesperado me levou até a cozinha, quem sabe um bilhete, um recado...Mas não havia nada. Na pia, o copo com a marca da boca, na mesa o disco preferido, agora arranhado. Gritava, sem resposta, meu grito abafado pressionava meu coração que doía querendo explodir.
       A história relata o abandono.
       Foi no agosto passado que ele me deixou. Sentindo-se atraído por um vento alheio, típico do mês.
      O cheiro dele ainda estava no lençol, e sobre meu corpo nu, o estirei, numa tentativa de sufocar a dor.
      Os dias pareciam meses, anos.
      Sozinha me perguntava o " por que? ". O vento ultrapassava a janela, com as mãos contra o peito eu gritava, chamando por ele, depois com o corpo todo já entorpecido, só conseguia ouvir  Renato Russo dizendo : "Lembra que o plano era ficarmos bem?..." E então, você estava bem? Esse vento que te levou, que te tocou, conseguia te cuidar como eu?
      Assim, dia após dia.
      Mas ele voltou, me encontrando enrolada em nosso lençol, voltou dizendo que ficaria. Pra sempre. Minha voz estava fraca, ele me pegou no colo, olhou meus olhos inchados, me abraçou e selou os lábios em meu pescoço. Comecei então um pedido: “ Promete que não...” desisti. Ele já havia prometido antes. Sentei na beiradinha da cama e chorei, de novo. Me entregou uma flor, e disse que quando deixou se levar pelo vento, pode perceber que o refugio estava em meus braços, e me pediu para voltar.
      Agarrei o com força, afundei meu rosto em seu peito, e ordenei que ficasse.
      Hoje, agosto, tem gosto de insegurança,  medo – de vento.
      Deitados no chão da sala, corpos emaranhados, sinto seu hálito, suas mãos no meu cabelo, e o som rouco-baixinho, da sua voz me dizendo: "Deixa, que eu cuido de você." E eu respondo: "Estou te acreditando, outra vez, viu?"
      Nossa música no rádio, um vinho doce, corpos nus colados, e o sol que insiste em iluminar, trazendo calor para dentro de casa, espantando o vento, permitindo sobreviver a mais um agosto, provando à nós que é do meu lado o seu lugar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Inverno.

Aquele inverno foi o mais feliz e quente que já vivi. Regado de "eu te amo" baixinho no ouvido e olhares demorados.
Você sempre soube como me tocar. Incrivel. Único. E ao contrario de tudo que eu já havia vivido, à você eu respondia.
Olhar, sorriso, palavra, silêncio, mão-na-mão, coração-no-coração, nua...Foi tão rápido e tão mágico que não me dei conta, e quando percebi a primeira lágrima de saudade apertada, ah! você já estava aqui dentro.
Me lembro do teu jeito. Se eu pudesse escolher ainda assim escolheria você.

Parei de escrever um momento, e ao som de Khorus, me lembrei da tua mão inocente percorrendo meu corpo - puro. E seu.Me recuso aceitar que entendi errado, que nos meus tantos exageros você foi mais um. Não. Você é o meu exagero, exagero de carinho, do dia em que me deitei no seu colo e fiquei olhando o céu.
Eu sei que nunca mais vamos viver isso. Nunca mais. E hora dói assumir isso, hora é uma delicia saber que eramos um do outro sem saber.
Sem saber, sem querer, sem aceitar, sem enxergar.
Nosso erro foi não termos nos enxergados à tempo. Ou ainda há tempo?
Foi um inverno de flores e sóis. Um inverno de lua cheia, e céu pintado de estrelas.
Ainda, as vezes, me pego olhando o céu e procurando a estrelinha que você batizou com meu nome. Então, nesse momento, sinto algumas lágrimas cairem, não sei ao certo dizer se tristeza, saudade, ou felicidade.
Contra o peito as minhas mãos fortes, fazendo força, muita força. Tentando sentir algo de novo aqui dentro. Sorrio irônicamente, sozinha, assumindo aos poucos para não fazer barulho na Terra, eu ainda amo você, do mesmo jeito, e não é só pela estrelinha que eu procuro...Procuro nosso encanto que ficou sozinho sentado no banco de alguma praça.

...Um dia ele há de nos re-encontrar.