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sábado, 3 de dezembro de 2011

de tanto que você me tira do sério


Quando eu aperto os olhos e falo: "Eu não estou mais com graça!" Aqui dentro estou dizendo:" Se você falar isso mais uma vez eu não vou resistir, e vou te beijar inteiro, de tanto que você me tira do sério, de tanto que apesar dos pesares que a vida coloca por aí, por aqui, é sempre o seu cheiro de banho, de vida, que eu desejo encontrar no final do dia. E você me pergunta se eu nunca senti as pernas tremerem por você, e eu mudo de assunto olhando pro lado, para não assumir que isso acontece com frequência. Você brinca de esconde-esconde e eu sorrio com todos os músculos e partes do meu corpo. Não me lembro quando isso aconteceu, isso sabe? De se sentir melhor, mais leve, e por descuido acabar querendo a pessoa na sua vida para sempre. Mas eu sei que aconteceu, muito, e de verdade. E eu estou aqui com cara de boba agora, pensando em você, e rindo, lembrado de você imitando o a mulhersinha no rádio.
Tenho vontade de falar baixinho no seu ouvido: Me leva para sua casa agora, e faz o que você quiser. Porque não há mistura melhor que o meu corpo no seu corpo e o nosso cheiro de felicidade no final do dia.

domingo, 27 de novembro de 2011

Quando a vontade é do momento ser para sempre.


Passou a mão no meu queixo, olhando meus olhos e sorriu. Enrolou meus cabelos em seus dedos me puxou para perto e me beijou a boca. Nu. Corpo no corpo. E seu cheiro em mim por uma eternidade. Percorreu meu rosto com a pontinha dos dedos e esqueceu os olhos nos meus. Me protegeu em um abraço. Me falou do seu dia. Me contou seus projetos para daqui dez anos. E num impulso inconsciente, me imaginei deitada na cama do quarto da casa dele, da nossa casa.
Queria saber explicar. Mas quando eu estou com você eu não consigo. É, não consigo. Todos os porquês somem da minha cabeça, deve ser o seu cheiro, que toma conta de mim e me deixa embriagada de vontade de deitar no seu colo para sempre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Você é a minha festa.

"Como se pede para ele ficar para sempre do meu lado?"
Foi o que eu pensei quando ele saiu do banheiro com uma toalha branca enrolada na cintura. Desejei ser aquelas gotinhas de agua que rolavam suaves pelo seu corpo. Desejei ser aquela toalha. Desejei ser eu mesma e terminar todos os dias da minha vida sentada em seu colo, escutando ele falar baixinho em meu ouvido.
Ele sem saber, ou sabendo mais que qualquer um, era a atração da noite naquela festa. Falando de todos os assuntos, sorrindo, e minuto sim minuto não, me olhando, me pedindo para concordar.
Me lembro vagamente que a lua era cheia e as tantas estrelas no céu, pude perceber refletidas em seus olhos.
Pensei em chamá-lo pro cantinho e dizer: " Faz o que quiser comigo ".
Mas como uma sintonia de outro mundo, ele segurou nas pontinhas dos meus dedos enquanto as outras pessoas dançavam na pista, e me perguntou em um sussurro derretidamente firme (som esse que ecoa em meu ouvido até hoje, até agora): "Você é minha?"
Escorreguei minhas mãos em seu rosto e respondi em um sorrisinho estralado: "Sempre!"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A garantia do sim sempre

O telefone tocou.
- Hey, onde você está? Achei que estaria com ele hoje.
Sorri, sem-graça, e sem-saber-o-que-responder.
A verdade é que me achei egoista demais em te pedir pra ficar aí com você, e pelo menos só acompanhar teus movimentos. Ou dividir com você essa chuva que tem cheiro do seu cobertor, só porque o seu cobertor tem  o cheiro que me acalma.
Me achei egoísta, porque já havia passado o dia anterior compartilhando brincadeiras, olhares, e gestos com você.
Então não disse nada. Talvez porque você sempre pede, então se não pediu, não queria.
- É, muita chuva não é. Acho que vou ficar em casa hoje.
Respondi forçado. E desliguei.
Chorei um pouco, respirei fundo, e me achei egoísta de novo. Mas será?
Só queria um lugarsinho no lado direito da cama, ou esquerdo do sofá. Só queria a paz do teu olhar. Ou a sua inquietude tão quieta que me implora para que respeite a vontade involuntária de dentro de mim e fique do seu lado.
Preciso te dizer sobre ontem. Você estava lindo. De novo. Você sorriu desarmado e eu tive vontade de gritar que era aquele sorriso que eu queria encontrar nas minhas tardes daqui há dez anos, após um dia surrado e cansado de serviço. Você tocou meus cabelos com a pontinha dos dedos e eu sorri por dentro. E por fora. E sorri com todos os musculos do meu corpo. Meus olhos não me obedecem e querem olhar você a todo instante. Talvez eles estejam obedecendo o meu inconsciente, ou então eles estejam apaixonados por você. Você me tira do sério. E eu amo isso. Amo a pintinha que você tem na nuca também. Sejamos sinceros, eu sou a sua garantia. A garantia do sim sempre, você sabe. Mesmo lutando, fazendo as malas, ou negando, é pro seu colo que eu sempre desejo correr. Não se esqueça disso.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como faz?

Como faz? Pra que? Pra sorrir. Vem cá, eu te ensino. Tá, obrigada. Deu certo? Hum, acho que deu. Me explica o que ta sentindo pra ver se deu certo. To sentido um calorzinho no peito e vontade de sentir isso de novo. Acho que deu certo mesmo. Faz de novo? Tenta sozinha agora. Tá bom. E aí?. Não to conseguindo. Mas você precisa conseguir. Tá, vou tentar de novo. To esperando, capricha. Não, não dá, sorrir não é a mesma coisa sem você.

domingo, 25 de setembro de 2011


Digitei seu numero e quis te ligar, mas logo desisti, você devia estar fazendo algo mais importante do que ouvir eu te pedindo para me deixar gostar de você de novo. Seu cheiro estava no meu nariz, preso, respirei outros mil perfumes do armário para ver se você desaparecia de mim e só consegui uma tremenda dor de cabeça com isso. Seu cheiro ali, aqui, dentro. Digitei seu numero de novo e deixei chamar, você atendeu no terceiro toque, com certeza já havia visto meu nome na telinha do seu celular antes, mas você sempre gostou de me ver com aquele frio terrível na barriga. Você disse alô e eu respirei fundo.
-  Tudo bem?
- Tudo. Tudo ótimo. - Respondi.
- Precisa de alguma coisa?
- Não, só liguei para dizer que você deixou sua blusa de frio aqui, você pode precisar dela.
- Han.
Droga! Como eu ligo para você e falo da sua blusa de frio com o calor de dormir pelado que esta fazendo. Eu sabia exatamente a cara que você estava fazendo naquele momento, o desenho do seu sorriso, querendo rir, mas você sabia que eu estava nervosa o suficiente para você fazer brincadeiras do tipo.
- Preciso desligar.
- Mas já? - Você perguntou.
- Sim.
 Desliguei sem sequer ouvir o seu “tchau” baixinho de despedida, que você fala e espera um pouquinho antes de desligar, para ter certeza de que eu não vou falar mais nada. Era dez e meia da noite, e a pressão que você fazia em mim, a vontade de te abraçar e sem doçura beijar seu peito forte e largo era tão grande que eu não conseguia chorar pela besteira de ter te ligado, ou ainda, pela besteira de ter desligado na sua cara. Mas era tarde demais. Aprendi a ser orgulhosa com você. E meu orgulho jamais me deixaria te ligar outra vez.
O relógio marcou exatamente dez e quarenta e você buzinou no meu portão. Saí na porta.
- Entra, o portão está aberto. - Minha voz saia com dificuldade.
- Quantas vezes eu já te pedi para não deixar o portão aberto?. – Você disse em tom sério.
Eu sorri. A ultima vez que você esteve em casa, foi com lagrimas nos olhos que me deixou. Havíamos brigado feio. Dito coisas um para o outro que só diz quem se conhece demais. Lembro de você dizendo: ‘Não dá mais. Assim eu  não quero. E eu respondendo: É isso que você quer? Ok.” E me doeu toda por dentro me lembrar dessas palavras. Você entrou com receio, me olhando nos olhos. Fazia exatamente três semanas que não nos víamos, sua boca veio em direção da minha, e antes que nossos lábios se tocassem desviei beijando seu rosto.
- A blusa.
- Sim, a blusa.
- Está no seu quarto?
- Sim.
 Andamos em direção ao meu quarto, sua blusa estava lá, pendurada no encosto da cadeira como você havia deixado. Você parou na minha frente, se aproximou:
- O que aconteceu com a gente na ultima vez que te vi?.
- Isso nunca vai dar certo. – Respondi.
 Você me puxou pela cintura delicadamente, e disse:
- Pode dar certo.
- Não sei se acredito nisso mais.
- Eu sabia que você não voltaria atrás do que me disse, você não tem idéia de como tenho vivido essas três semanas. – Você disse me olhando nos olhos.
- Eu vi você com outra. – Tirei suas mãos da minha cintura e abaixei a cabeça.
- Eu tinha que tentar provar para mim que não preciso de você para viver.
- Isso é ridículo, não sei por que te liguei.
Silencio.
- Conseguiu o que queria?
- O que?
- Provar para você que não precisa de mim.
- Sim.
Você respondeu, e antes que continuasse eu interrompi.
- Que bom.
- Mas eu não quero.
- Não quer o que?
- Ficar sem você. Sem esse seu sorriso bobo quando me vê entrando pelo portão da sua casa. Não quero ficar sem sua voz nervosa ao telefone querendo só falar comigo, e inventando essas desculpas malucas como a blusa de frio. Risos. Ficar sem olhar seus olhos nas manhas de domingo e sentar no chão da sala comendo sucrilhos com leite e assistindo Gossip Girl, e aí você me olha e pergunta se eu amo você os personagens da serie se amam...Se você não tivesse me ligado eu teria vindo aqui, você sabe.
- Mentira. - Respondi rispidamente, tentando parecer fria.
- Seu e-mail.
- O que?
- Entra no seu e-mail, acredito que não tenha visto. Ou viu e não quis me responder.
 Me sentei, liguei o computador e abri meu e-mail. Seu nome em negrito na caixa de entrada fez meu coração disparar, enquanto o e-mail abria você brincava com as mechas do meu cabelo.

“ Eu não estou agüentando. Pensei em começar o e-mail com oi tudo bem?, mas não consigo dizer outra coisa que não seja: fica comigo. Posso ir amanha na sua casa? Sábado o nosso dia, não me deixe aqui sozinho no meio de tantas outras pessoas que só servem para me mostrar o quanto é sem  graça ficar sem você.”
Sexta – Feira, 21 de Outubro de 2011, às 2:00 am.

Me levantei lentamente, com lagrimas nos olhos, sem saber o que fazer. Você me abraçou e sussurrou no meu ouvido.
- Me beija?
 Selei seus lábios com os meus, te puxei firme contra o meu corpo, e respondi.
- Pra sempre.

domingo, 28 de agosto de 2011

Rock lento tocando no rádio, um copo de uísque na mão, sentada no chão do quarto, janela aberta, namorava a lua que se exibia grande, iluminada por entre as cortinas.O chão gélido em contradição com o calor do corpo.
Deito a cabeça na beirada da cama, e em meio a um gole e outro o uísque desce queimando os resíduos de magoa, rancor, dor que sobrara aqui dentro. Me lembro de como ando me sentindo, e num impulso passo minha mão em meu rosto tentando resgatar o prazer dos seus dedos em mim, impossível, nada consegue te alcançar. No refrão o cantor diz algo sobre "i wish you were here", não consigo me lembrar da música agora, me encontro ainda um pouco embriagada, mas sei que eu gosto, e especialmente essa parte nos diz tanto, não é mesmo? Um sorriso nasce em meus lábios quando em segundos de delírios enxergo teu olhar entrar no meu. Você foi embora, e não me deixou dizer o que eu precisava, eu que mesmo sabendo das possibilidades, nunca acreditei no nosso fim. Você foi embora dizendo que voltaria logo, mas cadê você agora? Te ligo e te imploro um refugio para o meu refugio. Molho a ponta do dedo na bebida e escrevo teu nome no chão, depois de tanto tempo deixo cair algumas lágrimas, te ligo de novo e você pensativo sussurra que foi por isso que precisou ir embora: minha intensidade. Mas me diz, como faz para não ser intensa? Me diz e eu faço. Volto meu olhar para a lua que não foi embora, e continua iluminando ruas escuras, casas abandonadas, jovens voltando das festas, pais de famílias voltando para casa após seus turnos, e eu... eu aqui deitada no chão do quarto esperando você voltar. Disco seu numero, e ligo outra vez, dessa vez de verdade, porque todas as outras foram só um outro delírio inconsciente... Ligo e você atende sussurrando " Estou chegando ". Você sempre chega e nunca se vai. Sempre se vai e me deixa atordoada de desejo em meio ao um medo agoniante: Será que volta? E você smepre volta, me pega, me beija, te sinto dentro - corpo e alma - me nega amor me amando tanto. Sorrio suave confusa entendendo você e seu tudo.
Seu corpo dá um choque no meu.
Você me olha e  fala baixinho: "Pensou mesmo que eu não voltaria, bobinha?" Afundo meu rosto em seu peito e permaneço em silêncio, você afaga meus cabelos e diz: Me segure firme, não me deixe ir embora nunca mais.