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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nunca pensei que pudesse ser assim: Paz!
Nunca imaginei que pudesse existir esse sentimento: Respiração leve, coração completo.
Foram tantos os atropelos, pés-pelas-mãos, tanto abraço doído e rápido, olhar de canto, noites ao som de 'stop crying your heart', e um pedido de que passasse se não desse para ser.
E hoje encontrar teu olhar fixo no meu, deitar no seu ombro e ter a certeza de que toda chuva passa, mas que o Sol permanece lá, inteiro, brilhante e único.
Eu que tanto esperei por você, hoje gosto da espera: gosto de te esperar tomar banho e ficar imaginando o cheiro de coisa boa que você tem, lembrar do cheirinho que você tem na nuca. Único. Seu; Gosto de esperar pela mensagem de cada manhã, e pelo riso de menino que fecha meu dia com chave-de-ouro.
Sou uma mulher apaixonadinha, confesso.
Hoje, eu te olho e agradeço tanto à Deus, aos anjos que torceram por nós, a tudo que conspirou a nosso favor. Sorrio sozinha ao lembrar de você, acho tão clichê isso de ' penso em você toda hora', mas o que se há de fazer se é verdade.
Eu que fiz minhas malas tantas vezes e ameacei subir no trem, hoje só penso em fazer as minhas malas pra desfazê-la junto com a tua num lugar só nosso, entende?
Pensei ser impossivel sentir o que eu estou sentido agora: paz, muita paz, confiança no olhar, segurança no abraço. E suspirar com os pés no chão e a alma voando.
Você é lindo. E o melhor de tudo: é meu.

domingo, 24 de junho de 2012

- Ele me dizia que tinha medo do modo como eu o olhava, como era mesmo o que falava, hum…”Você é intensa demais, se eu te amasse com esse seu calor todo estavamos feito, você me olha como se quisesse me pegar pra você…” Talvez fosse isso mesmo, eu queria ele todo pra mim, mas eu era jovem demais pra entender a vida. Ah... tempos em que eu amava sim e daí? Hoje eu guardo, guardo tudo, amor e tudo mais da familia. Parece tão covarde não acha Alice? Esconder que se ama, e amar muito mesmo assim. - Diz Katherine olhando uma foto.
- Ah Kathy, o que eu posso te dizer, faz tanto tempo, e você não me ouve em nada. - Alice responde calma e doce.
- Não diga nada Alice, vou continuar sem te ouvir. Você sabe. - (r.b)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu quero um mundo humano.

O mundo chega como um ladrão e rouba sua inocência no momento em que o balanço de árvore mais parecia divertido, ele te oferece um frio na barriga e te promete que o sorriso será continuo e infinito, e ainda de quebra ele te olho de canto de olho e diz: "vem, vem, não tem preço"
O mundo te oferece cor, mas te rouba o brilho. E é nesse mundão minha querida, que o amor se perde. Se banaliza. É nesse mundo cheio de tantas mentes brilhantes, idéias alucinantes, desejos sem limites, que a empatia morre sem hesitar, o carinho é qualquer coisa menos o carinho, olho-no-olho-é-olho-em-tudo-menos-no-olho. A palavra fácil não é pensada. A dor é algo normal, costumeiro, corriqueiro. A luta contra a dor virou algo ridicularizado ( Para que lutar? Sofrer é normal, todos sofrem!) A chuva no nordeste nunca vem, e a corrupção nunca vai. Você acorda e não abre a janela, não abre sorriso, não abre o coração. Coração? Hum... acho que já ouvi falar mas não consigo me lembrar nesse momento o que é... calma, vou lembrar, só mais um minuto, vou lembrar...
Achei bonito o menino que ajudou  a senhorinha a atravessar a rua, mas achei estranho quando ele foi rapidamente embora levando as coisas dela em suas mãos. Achei interessante os projetos que ouvi na TV, decidi votar, confiar, mas até hoje nada aconteceu, será que ele se esqueceu? Esqueceu das escolas? Dos hospitais? Da fome? Do que eles lembram? Hein?
E no achismo o eu te amo verdadeiro acabou não sendo dito, acabou sendo engolido, engasgado, morreu. No achismo, a culpa é do vizinho, do colega, do fulano, ciclano, minha... minha? NÃO NÃO NÃO. A culpa nunca é minha, nunca é sua, nunca é de ninguém.
O mundo vem, leva teu sono, te oferece uma festa de vinte e quatro horas, e te esquece lá, no salão, dançando sem rumo e perdido, sem dinheiro pro táxi, ou pra comida.
O que estão fazendo com o amor? Com o meu amor? Com aquele que eu aprendi... eu ainda confio nele, acredito, não quero ser deixada em uma festinha qualquer sem dinheiro para voltar para casa.
Eu quero amor! Eu quero compaixão! Eu quero que aquele homenzinho já com muitas primaveras, consiga saúde pública decente. Eu quero olho no olho, e abraço. Eu quero chuva pro nordeste. Eu quero muito que minhas palavras valessem algo, e que não fossem ridicularizadas com o mundo em um riso alto e sarcástico, porque ninguém liga para ninguém, só para si mesmo.
Eu quero o meu balanço na árvore de volta e o leite quente que minha mãe fazia antes de dormir. Eu quero amor, amor, amor, amor. Eu quero um mundo - HUMANO!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

E dedos, e língua e pernas...

Ele tinha uma pintinha entre o ombro e o comecinho do pescoço, no lado direito, e eu tinha vontade de lamber toda vez que olhava. Lado direito do sofá e esquerdo da cama. As mãos dele sabiam decor o contorno do meu corpo. Ouvia baixinho " senta aqui perto de mim benzinho" e eu me escorregava para perto dele. Ele distraído com a TV e eu perdida naquele corpo, olhos percorrendo centímetro a centímetro. Ele tem cheiro de banho gelado no calor.

As vezes, quase que em todas TPM's, tinha uma vontade incontrolável de perguntar se ele de fato me amava, o que significava todos aqueles olhares, e dedos, e língua, e pernas, e mãos no cabelo-segurando-o-rosto-e-percorrendo-exatamente-por-todo-o-corpo-até-os-dedinhos-preferidos-dos-pés, as palavras, o fogo, a respiração... Mas bastava ele me beijar em meio a alguma música em que estivesse cantarolando para mim, ou então o jeito de rir  querendo me roubar aquele sorriso que ninguém nunca viu, e ele sabia que era dele aquele sorriso, sorriso de alma, me entende? Aquele que mesmo que você não queira que escape, ele escapa. Escapa porque tem cheiro de paz por ali, escapa porque não há jeito melhor de fazer amor, escapa porque está chovendo lá fora, mas acabamos de tomar banho aqui dentro, e o cheiro dele está no meu corpo, escapa porque ele faz palhaçadas para eu rir, e eu rio, até doer a barriga. Bastava o sorriso para eu ter certeza do amor. Ele olha no espelho e arruma o cabelo, e depois olha para mim para se certificar de que eu estou olhando para ele.

Passou tanto tempo. Caímos tanto. Chorei muito. E no colo dele sempre encontrei refúgio. Temos tantos dias de hoje. Os de ontem ficou rabiscado em algum rascunho que eu perdi na mudança quando trocamos a mobília. Era um teste. Test drive da felicidade. Uns reparos aqui, outros acolá. E pronto. Ajustes feito, batida e medida perfeitas. Em CAPS LOCK eu sorrio e seguro as mãos dele. Ele me puxa me beija e não diz nada. Sussurro algo como: Você tem noção do quanto eu gosto de você? Ele sorri meio torto gostando da pergunta que tanto afirma, sorri pros meus olhos aflitos e responde: Você ainda pergunta?!

Mãos e pernas dadas. Olhares misturados. Cheiros não se sabe mais qual é de qual. O que se sabe é: Coração dele nela e o dela nele. O para sempre? Claro que existe. Sorrio boba, olhando o homem mais lindo do mundo. Meu homem.

sábado, 3 de dezembro de 2011

de tanto que você me tira do sério


Quando eu aperto os olhos e falo: "Eu não estou mais com graça!" Aqui dentro estou dizendo:" Se você falar isso mais uma vez eu não vou resistir, e vou te beijar inteiro, de tanto que você me tira do sério, de tanto que apesar dos pesares que a vida coloca por aí, por aqui, é sempre o seu cheiro de banho, de vida, que eu desejo encontrar no final do dia. E você me pergunta se eu nunca senti as pernas tremerem por você, e eu mudo de assunto olhando pro lado, para não assumir que isso acontece com frequência. Você brinca de esconde-esconde e eu sorrio com todos os músculos e partes do meu corpo. Não me lembro quando isso aconteceu, isso sabe? De se sentir melhor, mais leve, e por descuido acabar querendo a pessoa na sua vida para sempre. Mas eu sei que aconteceu, muito, e de verdade. E eu estou aqui com cara de boba agora, pensando em você, e rindo, lembrado de você imitando o a mulhersinha no rádio.
Tenho vontade de falar baixinho no seu ouvido: Me leva para sua casa agora, e faz o que você quiser. Porque não há mistura melhor que o meu corpo no seu corpo e o nosso cheiro de felicidade no final do dia.

domingo, 27 de novembro de 2011

Quando a vontade é do momento ser para sempre.


Passou a mão no meu queixo, olhando meus olhos e sorriu. Enrolou meus cabelos em seus dedos me puxou para perto e me beijou a boca. Nu. Corpo no corpo. E seu cheiro em mim por uma eternidade. Percorreu meu rosto com a pontinha dos dedos e esqueceu os olhos nos meus. Me protegeu em um abraço. Me falou do seu dia. Me contou seus projetos para daqui dez anos. E num impulso inconsciente, me imaginei deitada na cama do quarto da casa dele, da nossa casa.
Queria saber explicar. Mas quando eu estou com você eu não consigo. É, não consigo. Todos os porquês somem da minha cabeça, deve ser o seu cheiro, que toma conta de mim e me deixa embriagada de vontade de deitar no seu colo para sempre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Você é a minha festa.

"Como se pede para ele ficar para sempre do meu lado?"
Foi o que eu pensei quando ele saiu do banheiro com uma toalha branca enrolada na cintura. Desejei ser aquelas gotinhas de agua que rolavam suaves pelo seu corpo. Desejei ser aquela toalha. Desejei ser eu mesma e terminar todos os dias da minha vida sentada em seu colo, escutando ele falar baixinho em meu ouvido.
Ele sem saber, ou sabendo mais que qualquer um, era a atração da noite naquela festa. Falando de todos os assuntos, sorrindo, e minuto sim minuto não, me olhando, me pedindo para concordar.
Me lembro vagamente que a lua era cheia e as tantas estrelas no céu, pude perceber refletidas em seus olhos.
Pensei em chamá-lo pro cantinho e dizer: " Faz o que quiser comigo ".
Mas como uma sintonia de outro mundo, ele segurou nas pontinhas dos meus dedos enquanto as outras pessoas dançavam na pista, e me perguntou em um sussurro derretidamente firme (som esse que ecoa em meu ouvido até hoje, até agora): "Você é minha?"
Escorreguei minhas mãos em seu rosto e respondi em um sorrisinho estralado: "Sempre!"