Despertar é preciso, mas só depois. Tati. B
quarta-feira, 30 de março de 2011
Meu Deus, que homem é esse?
Vejo nele um homem honesto - o que de fato é muito. Uma beleza incomum. Ele tem os olhos puxadinhos, de um brilho gigante, cabelos pretos da cor dos olhos - e macios. Forte. Alto. Eu me aninho em seu peito, e me perco no mundo, como se tudo desaparecesse diante de mim, como se nada mais me importasse. As mãos dele parecem ter sido feitas sob medida para encaixe nas minhas mãos. Ele fica bem com a cor branca, amarela, e verde, e rosa, e azul ...
O jeito de andar indescritível.
Meu Deus, que homem é esse?Isso sem falar nos lábios, que atraem os meus e me deixa louca de vontade.
Ele sabe o que falar e quando falar.
Sinto vontade de pedir tanta coisa, de implorar mais um pouqinho.
Queria que meu sorriso tivesse pra ele a força que o sorriso dele tem pra mim - capaz de transformar um dia.
Tenho vontade de dizer à ele umas verdades, de mostrar o quanto me importo.
Queria dizer que não se ama duas pessoas da mesma maneira, mas se consegue sim amar de novo. Mas se eu dissesse isso à ele estaria me contradizendo, pois eu jamais irei amar outra pessoa.
É ele que eu quero pra segurar minha mão e dizer que está comigo mesmo eu não merecendo; e ligar no meio do dia só pra saber se está tudo bem, ou não ligar pra sentir saudade; É a voz dele que fica como eco no meu ouvido; É ele que eu quero pra me acompanhar, pra me desejar, pra dizer que eu estou errada mas que podemos tentar isso de novo, pra me dizer que estou certa e que aprendeu comigo. É ele que eu quero que me busque no serviço em um dia qualquer. É ele com quem eu quero conversar, e dizer sobre o cliente arrogante que me fez perder a paciência na empresa, aí ele sorri e me conta sobre seu dia, me fala das pessoas que eu não conheço de lá, e que talvez nunca chegue a conhecer, mas que me interessa muito saber, só porque faz parte do dia dele. É ele que eu quero pra tudo, para o muito, para o pouco, para um abraço, para um olhar, um beijo, nosso beijo.
Ele não sabe. Queria que soubesse - queria muito. Mas talvez um dia...
Talvez um dia ele descubra minha preocupação com ele, meu carinho por ele, e aceite minhas palavras tão mudas, minhas atitudes um tanto tímidas - de quem tem medo de não ser suficiente para o outro.Talvez um dia, ou talvez não.
Não se chama esperança, se chama amor. Porque sou prova de que o amor tudo espera e tudo suporta sim. Um tanto egoísta que sou o amo e o quero pra mim. Sou tão dele que já não me pertenço mais.
Não é exagero, pois vivo! Mas é preciso confessar que a cor que vejo nele, não vejo em nenhum lugar.
domingo, 27 de março de 2011
"Eu sei. Estou falando de rejeição clara", disse ela. "Isso eu não tenho estrutura para aguentar." "Ninguém tem", disse eu, mas meu argumento não adiantou muito. "Eu já tentei e tentei", prosseguiu ela, quase chorando, "não é David? Dezenove encontros?" "Meu Deus", concordei, "sem dúvida você tentou."
(Philip Roth)
(Philip Roth)
sábado, 26 de março de 2011
Penso comigo que isso sim é a etermidade de algo
Oito anos antes, conhecera o homem da sua vida.Mas não bastou que ela o reconhecesse como tal. Uma relação é uma via de mão dupla, sendo assim era preciso que ele a visse como a mulher da sua vida também.
Mas ele já tinha visto isso em outra que o machucou, e não quis mais saber da "coisa". Essa coisa de dentro que toma conta, que faz sorrir feito bobos, que gela a barriga, estremece as pernas e ainda declara: Eu amo você!. Ele tomou gosto por si, só por si.
Ela por sua vez, via nele doçura infinita, e realmente havia - escondida - ela enxergava uma mistura de homem inteligente com garoto pedindo colo. Não consigo entender a origem de tanto amor.Mas, aconteceu. Da maneira mais intensa e avassaladora que pudesse acontecer. Com direito à cartas enviadas pelo correio, sorrisos, olhares falantes da alma, timidez certa de quem se apaixona, entre abraço e outro, pronto, o amor já havia entrado no peito, e se esparramado na cama, recusando sair, mesmo que um pouqinho. Mãos - dadas, o entrelaçar simples dos dedos a encantava. Era como se ele tivesse ganhado um manual de instruções sobre ela.
Ele também não resistiu ao encanto dela. E digo mais, está para nascer menina mais doce. Ele era bonito, alto, pele morena, de cabelos macios, - e de um cheiro nunca sentido antes - era forte. Havia palavras fáceis, como se desejavam estar juntos por uma eternidade, ou quase isso.
Havia um brilho naqueles dois, que puxava os olhos de quem estivesse perto em direção à eles. Eles sabia do encanto. Ela guardava tudo o que podia, palavras, músicas acústicas, sussuradas ao pé d'ouvido, "eu te amos" em vários idiomas, cheiros, bilhetes, e tudo mais que podia, guardava no peito, e empurrava os para baixo para que coubesse mais.
Nele havia medo. Medo de cair de novo, sofrer de novo. Mas ele a amava.
Junto aos dois houve também algumas decepcões de ambas as partes.
Mas alguma força, talvez não amor, nem paixão, nem tesão, uma força ainda não listada no dicionário, talvez esta os mantessem um ao lado do outro. Juntos!
Faziam amor com pureza, conversavam como se fossem amigos de infância.
Por ele passaram outras mulheres, mais bonitas, mas não mais quente e interessante do que ela.
O tempo fez com que junto à tanto amor, a dor aparecesse também. Vi a menina chorar tantas vezes. Nunca tive dó, Deus me livre de sentir dó e de que sintam isso de mim. Mas cortava o coração vendo ela amar tanto alguem, que estava abrindo mão dela. Isso! Ele passou à abrir mão dela. A desejar em primeiro lugar tantas outras coisas, e ela? Ah, ela vinha depois se desse tempo, se tivesse um lugar . Mas sempre tinha, tempo e lugar. Talvez não os melhores, mas o amor faz isso também: coloca a própria pessoa em segundo lugar, fazendo com que ela aceite com sorriso nos lábios, o pouco que poderá receber. Ela ouviu muitas palavras duras. As vezes soava engraçado, ela dizia palavras doces e recebias correções de comportamento, e criticas do gênero, me perguntei muitas vezes, se esse não era o novo método de amor da parte dele. Porém, nunca consegui me responder.
Mas ela ainda insistia. - anos se passando - e ela o desejando como nunca. Ele à queria longe, e muito perto. Não havia modo de entender aqueles dois. Feitos um para o outro, mas com realidades tão tortas e diferentes.
Hoje ela têm 25 anos. Mais linda do que nunca. Mulher. Ele? Um homem lindo de 25 anos também. Eles se veêm as vezes. O encanto parece permanecer intacto pra ela. Ele a deseja agora bem mais que antes.
No stress e correria entre trabalho, estudos e afins, marcam de se encontrar na mesma pracinha de quando tinham dezessete anos, e depois vão juntos à um lugar falar da vida baixinho, e sussurrar palavras como: Senti sua falta por esses dias, que vontade que eu estou de você...
Penso comigo que isso sim é a etermidade de algo, o contorno que o sentimento - seja ele qual for- faz nos contras que a vida apresenta, o impulso de coragem do sentimento, do querer, ao enfrentar o destino e suas circunstâncias, penso mais, que talvez o destino seja esse, sim, o ficar junto à alguem eternamente, criando maneiras para permancerem perto um do outro, mesmo quando tudo parece estar acabando. - (Ramos, Bruna)
“(...) É a história de um czar que promete uma grande recompensa a quem lhe responder três perguntas. Como saber a hora certa de cada coisa? Como saber quais são as pessoas mais necessárias? Como não se enganar ao julgar, entre todas as coisas, qual a mais importante? Ninguém lhe dá respostas convincentes. (...) “A hora mais importante é agora”, o eremita resume. O homem mais importante é aquele com quem estamos no momento. A coisa mais importante a fazer é a coisa que o momento nos pede – e não pensar sobre isso.”
(José Castello)
Eu prefiro morrer sua amiga
Nós vamos mais uma vez nos olhar querendo transar até amanhã, mas vamos apenas assistir à novela e tentar adivinhar as falas. Nós vamos mais uma vez querer atravessar as ruas de mãos dadas, mas vamos brincar de dar ombradas um no outro. Eu prefiro morrer sua amiga do que quebrar algum elo misterioso e te perder para sempre. Te perder como sempre. - tati
Mas mesmo depois de passar a noite em sua companhia, depois que ela vai para casa não consigo dormir. A experiência de ter estado com ela é forte demais...
(...) Sua vida virou uma campanha incessante por causa dela. Cadê a sensação de realização, de posse? Se ela é sua, por que é que você não consegue tê-la? Você não consegue ter o que você quer mesmo depois de obter o que você quer." - O animal agonizante
(...) Sua vida virou uma campanha incessante por causa dela. Cadê a sensação de realização, de posse? Se ela é sua, por que é que você não consegue tê-la? Você não consegue ter o que você quer mesmo depois de obter o que você quer." - O animal agonizante
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