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terça-feira, 15 de março de 2011

“Exigimos muito de quem amamos. Vejo sinceramente que exigimos aquilo que não exigimos nem da gente. (…) Uma pausa em silêncio para remontar as idéias e já estamos sendo inquiridos pela estranheza. Repetir mais de uma vez um nome feminino e inauguramos uma adversária. Não ouse dormir cedo ou aparecer tarde, que é certo de que não valoriza o convívio e aproveita a vida com os amigos”. - (Crônica: Afiado demais - de: Mulher Perdigueira, Carpinejar, Ed. Bertrand Brasil, p. 117-118)
- Ele me dizia que tinha medo do modo como eu o olhava, como era mesmo o que falava, hum…”Você é intensa demais, se eu te amasse com esse seu calor todo estavamos feito, você me olha como se quisesse me pegar pra você…” Talvez fosse isso mesmo, eu queria ele todo pra mim, mas eu era jovem demais pra entender a vida. Ah, tempos em que eu amava sim e daí? Hoje eu guardo, guardo tudo, amor e tudo mais da familia. Parece tão covarde não acha Alice? Esconder que se ama, e amar muito mesmo assim. - Diz Katherine olhando uma foto.
- Ah Kathy, o que eu posso te dizer, faz tanto tempo, e você não me ouve em nada. - Alice responde calma e doce.
- Não diga nada Alice, vou continuar sem te ouvir. Você sabe. - (r.b)
É mais feliz gostar, amar é pra quem pode. Mas você ou a vida ou sei lá. Insiste. E então chega enorme. E só me resta rir que nem quando vejo um bebê muito pequeno e lindo. Você ri. Vai fazer o quê? É o milagre maravilhoso da vida e eu ficando brega e cheia de medo e cheia de vontade de te contar tantas coisas e nem sei se você gosta de ouvir meus atropelos. Muito amor. Com você sinto a fidelidade de ser tranquila. Um pacto de paz com o mundo. E é impossível então que os martelos do apartamento de cima sejam realmente martelos. E é impossível que as chatices do dia sejam realmente sem solução. O amor é terrivelmente fiel. Porque ele ocupa coisas nossas que nem existem nos sentidos conhecidos. É como tomar água morna depois de ter engolido um filtro inteiro de água geladinha. Ninguém nem pensa nisso. Muito amor. De um jeito que era mesmo o que eu achava que existia. E é orgânico dentro da gente ainda que vendo de fora não pareça caber. O corpo dá um jeito. Minha casca reclama mas incha. Tudo faz drama dentro de mim, ainda que nada seja realmente de surpresa. Sentir isso era o casaco de frio que sempre carreguei no carro. Sentir isso são os trocos que você guarda pra emergência. Amar grande é gastar reservas e ainda assim ter coragem pra dar o que não se tem. Amar grande é ter vertigem no chão mas sentir um chamado pra voar. Amar grande é essa fome enjoada ou esse enjôo faminto. É o soco do bem na barriga. É mostrar os dentes pra se defender mas acaba em sorriso. É o sal que carrego no fundo falso da bolsa pra quando eu não aguentar a vida. É o açúcar que carrego junto. É tudo que pode sair do controle. É meu corpo caindo. E as almofadas de várias cores pra me dizer que pode dar certo. É o desespero aconchegante. - t.b

descobri que estava escondendo de mim o quanto te amava

E quando chegou assim umas três e meia da manhã, horário em que eu implorava por sono,já que não aguentava mais pensar em você, e nas menininhas por aí te querendo, e um jeito de te ensinar a gostar de mim, e que dane-se, se amor não se pede, e descobrir um meio de te pedir. Quando foi chegando esse horario, eu descobri que estava escondendo de mim o quanto te amava, e o quanto te amo, e que eu quero muito você sim, e quero qualquer coisa que você possa me dar, mas que seja só meu, e de mais ninguem, e que por mais que você queira muito que eu não queira você tanto assim, me desculpe, me desculpe mesmo, o que eu sinto não se parece em nada com pouco, ou com algo prestes acabar. -  Ramos, Bruna

Eu sei nadar e te levo nas costas.

— A esquerda, encontraremos abismos; pela direita, tempestades.
— Ainda há tempo de voltarmos atrás. Mas eu não quero isso.
— Nem eu.
— E se naufragarmos?
— Eu sei nadar e te levo nas costas.

( Erllen Nadine )
- Olha esse vestido a sua cara Alice.
- Hey, chega de vestidos, me responda, está tudo bem? Você não citou o nome do Will desde que chegamos aqui. - Pergunta Alice.
- Ah, tivemos uma conversa séria no final de semana. - Responde Katherine com olhar triste.
- Outra conversa seria?
- Sim, e pelo mesmo motivo, ele acha que eu sou intensa demais, e levo as coisas à sério demais. - Explica Kathy
- E é alguma mentira? - Alice pergunta.
- Não, não é mentira não dona Alice. Mas eu não sou mais uma adolescente que vá passar o sabado chorando se ele não me procurar.
- Mas é a mulher, e linda por sinal, que vai passar o sabado chorando se ele não te procurar.
- Não Alice, hoje não, sem conselhos e criticas por favor. - Pede Katherine.
- Tudo bem ,vamos ao supermercado, comprar tudo para uma noite de brigadeiro e filmes.
- Ah, de comédia desta vez, por favor. Ou então de ação, muita ação. Nada de romances ou coisas do tipo. - Reclama Katherine
-A senhorita é que manda. -Brinca Alice dando um abraço na amiga.
Quero ouvir Oásis numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo. - Adapt. Tatib.