domingo, 20 de março de 2011
Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis. Eu vejo você parecendo um leãozinho no fundo da festa. Suando e analisando. O rei escondido escolhendo a presa que não vai atacar. Suas facas afiadas de graças para defender as tristezas que nadam baixas nos seus olhos de quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Em volta um riozinho melancólico e no centro o sol feliz e novinho chegando. E tudo isso vem forte como um soco de buquê de flores de aço no meu estômago. E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções. A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim. Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua mão estendida. Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração. Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala. Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. - Tati Bernardi
sábado, 19 de março de 2011
Me deu uma vontade estúpida de você. Digo estúpida, porque é o você de antes sabe? Uma saudade.Saudade da sua doçura, de ser a sua garota delicada. Sabia que eu nunca mais acreditei em "eu te amo" depois dos seus? Mas não me importo, só queria ter a certeza de que os seus foram verdadeiros. Que as suas palavras foram tradução do que você sentia por mim.
Milagre é quando tudo conspira contra, mas Deus vem de mansinho e com um sopro leve muda o rumo dos ventos. Milagre é quando o incerto nos abraça depois de nos atingir cruelmente com sua fúria. É quando respirar vira quase um suspiro de alivio e a vida devolve o sorriso como forma de retribuição por todo sofrimento. É o instante teimoso que resiste bravamente a um duro percurso e mantém-se em pé amparado pela força divina. É a decisão que escapa de nossas mãos, mas que antes de cair agarra-se com toda força a uma segunda chance. Milagre é o improvável gesto de carinho que impulsiona o ser humano a não deixar de acreditar.
Fernanda Gaona
sexta-feira, 18 de março de 2011
"Mesmo com todos os machucados no peito, que resolve latejar nas minhas madrugadas frias de sexta-feira, mesmo com todas as esperanças afogadas e pisadas, mesmo com todas as outras mulheres que passam por você , com todos os seus nãos - nãos que vão contra seu olhar me querendo tanto - mesmo com todo esse fracasso de alguma coisa parecida com muito amor, nada consegue tocar o encanto que eu sinto por você. Nada consegue tiar de mim o friosinho na barriga de garotinha apaixonada que eu sinto quando você está perto."
(Bilhete rasbicado, com destinatário, mas sem possibilidades de envio.)
(Bilhete rasbicado, com destinatário, mas sem possibilidades de envio.)
terça-feira, 15 de março de 2011
É, eu não preciso de espaços, não estou nem um pouco preocupada em me sentir livre à contrario de você - nosso oceano, nossas diferenças - eu quero mesmo é que você me sufoque, me sufoque com as suas crises, com a sua mão no meu corpo, nele todo, despido de qualquer pano, me preencha com os seus sermões sobre a vida, onde sempre parece que eu estou errada - não ligo, continue fale um pouco mais - me sufoque de ciumes - parece doentio? não, nada disso - me cubra com seus planos e trate de me colocar em algum lugar neles, qualquer lugar, trate de ter para mim um papel nos seus proximos dez ou quinze anos, onde eu apareça nos seus dias sempre, ou quase sempre, me transborde desse seu desejo que me mostra o quanto você é meu, mesmo não sendo. Me sufoque de qualquer coisa boa que seja você, esse “você” que eu conheço tanto, procurando conhecer, ou conhecendo instantaneamente nos nossos casos de confiança e companheirismo e mais alguma coisa parecida com amor, repito parecida com amor. Porque eu não quero outros olhares, compreende? Eu não quero outros cheiros, nem outros lugares. Eu quero você, o seu olhar pequeno e gigantemente lindo, eu quero o seu cheiro de banho, de vida nova, em mim, como sempre, eu quero o seu colo. Eu quero as suas palavras de “vamos querida força, olha pra frente você não é mais uma menininha…” eu quero sua expressão séria, quando não gosta de algo que eu fiz, e eu na minha mais pura inocencia não repito jamais tal ato, qualquer que seja.Eu quero um sabado a tarde deitada ao seu lado. Eu quero uma saudade nossa, mas pouca, nunca consegui me dar muito bem com faltas e saudades, você sabe. Eu quero só estar do seu lado. Pois eu passaria a vida desse jeito ao seu lado, aceitando somente o que você pode me dar, do que ter de ir embora. Mesmo que o embora fosse uma esquina bem proxima. É perto que eu quero estar. É aí dentro de alguma maneira, mesmo que não seja da mesma maneira que você está aqui dentro - até porque isso é impossivel não é mesmo? - Ah, e você é lindo, você todo. O seu corpo que me enlouquece, a sua honestidade que me orgulha, a sua amizade que me faz forte, a sua alma…Não me deixe aqui não… Hey, não me deixe por favor…me leve no bolso, se puder. Ah e não leia esse texto também não, por favor não leia. É de dentro demais, e você costuma não entender minhas intensidades, ou digo melhor, de entender tanto minhas intensidades você prefere que eu nãos as diga. Mas eu te amo sim, e te cuido, e me importo muito. E te dou um valor danado. Desde aos seus abraços cheios de calor, até as vezes que você abre a porta do carro pra mim. Você? Você só pode não existir. - Ramos, Bruna
Assinar:
Postagens (Atom)





